Caminhada na Serra

15 12 2009

Conforme foi largamente publicitado por estas bandas, no passado domingo, dia 13 de Dezembro, em plena Serra de Santa Justa, teve lugar mais uma caminhada dos “Pedaleiros”. Essa actividade, será devidamente esmiuçada pela “menina das quintas”…

Até lá, fiquem com as fotos… e uma boa semana.

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Bolo-Rei

8 12 2009

Ora bíba…

Esta semana apresento o meu post em formato de “bolo-rei”, ou seja, uma miscelânea de assuntos, onde muita “fruta cristalizada”, dá cor à coisa… mas que no final, não servem para rigorosamente nada…

Para começar, falar-vos da valente “tareia”, mais parecia um saco de porrada na mão de Mike Tyson, que levei no Sábado, em mais uma prova do circuito mundial, e de Valongo, de Kart`s… A prova teve lugar no circuito de Oiã, lá para os lados de Aveiro, numa pista altamente técnica… que deixou marcadas, algumas nódoas negras e alguns problemas musculares, prontamente tratadas pela minha cara-metade… que vestida a rigor, com a sua farda de Enfermeira, deu conta das maleitas… com elevada distinção.

Aproveito para vos informar que toda a informação do Championship se encontra num belíssimo blog “Kartcup vmc”… o qual deverão, se assim entenderem, visitar e deixar a vossa opinião.

Com tamanha actividade, no domingo, só uma grua foi capaz de me arrancar da cama, para uma belíssima festa de aniversário, ainda os primeiros raios de sol estavam a aparecer… (por falar nisso, lembro-me que não houve sol!!! Mas fica sempre bem num texto este tipo de cenário.) …já estava o pai, a sair de casa com a sua adorável cria, enquanto a mamã, na cama, chocava a sua belíssima gripe… felizmente hoje bem melhor, sem necessidade de se esconder por detrás da montanha de papeis de assoar.

MarteAtaKa… crianças a correr, crianças a dançar… a minha filha a confundir-me com um puto de 5 anos… a querer que corresse e dançasse como se não houvesse amanhã, mas sempre que me mexia… meus amigos, ficava intimo de músculos que desconhecia existirem!

Parte da tarde passado no sofá a tentar estabilizar o corpo e mente e nada melhor que um filme, dos que eu apelido de “Filme de Domingo à Tarde”, mas que também pode ser assistido de Segunda a Sábado, aquele género de filmes light em que o cérebro pode desligar a sua actividade e basta usar os olhitos para ler legendas…

ABC da Sedução, pois é, quem diria que aqui o “je”, membro honorário do signo que é, nada mais, nada menos, o signo sexy, mais discreto, do panorama zodiacal… um ser “exigente, criterioso, tem um dom para a análise e gosta de examinar todos os detalhes”, assistiria a uma comédia romântica!!!

Assisti e recomendo a todos… ora bem, os todos serão divididos em dois grupos, um primeiro, o dos românticos, que acreditam que uma fulana jeitosa, mesmo jeitosa, daquelas mesmo boa, depois de ser uma “esfregona” nas mãos dum “caramelo”, lhe pode cair nos braços como que acabada de escorregar numa casca de banana… mas não se fiem, isto na vida real equivale a pura ficção. O segundo grupo… inclui todas as outras pessoas, os denominados racionais, que por falta de televisão por cabo, para o belíssimo zapping, ou tempo [€] para alugarem um filme que valha a pena… vêem os filmes, dos outros, à pala! Como diz o ditado: a cavalo dado…

Agora ao jeito, de qualquer padre em final de missa, aproveito para anunciar que:

No próximo domingo, dia 13, sobre a chancela do O2 Worlds, vai realizar-se uma caminhada no Corredor Ecológico e Percurso Amarelo. O inicio da actividade está marcado para as 9.OO h, no Parque da Cidade de Valongo.

A partir de amanhã, dia 09, haverá um questionário mesmo aqui na barra lateral… que deverão responder sob pena de, o Pai Natal, vos presentear com a habitual peúga.

Boa semana… vão em paz… e que a bicicleta vos acompanhe.





MUSE – Pavilhão Atlântico, Lisboa

1 12 2009

Olá a todos os amigos festivaleiros…

Ehhh pah ca grande concerto!!! Nem procurando bem fundo na vossa mente conseguem lobrigar semelhante…

O grande dia havia chegado, levantei-me bem cedo, munido com os bilhetes para o concerto e os passes para a camioneta, lá me meti na “voiture”, mais a minha adorável esponja, rumo ao cais de embarque.

Chegado ao destino, dou logo de caras com mais 3 personagens aqui da nossa terra (!), por sinal conhecidas, que também, graças ao seu bom gosto musical, iam assistir ao concerto. Lá chegou a caminheta e logo a malta abalou no sentido de abreviar a coisa para que a partida não demorasse… eis que, já sentados nos lugares respectivos, chegam dois dos nossos conterrâneos que… exactamente, tinham bilhetes para os mesmos lugares!!! Como tinha marcado os bilhetes com grande antecedência, estava certo que o erro não estava nos meus… mas… puro engano. Não é que a lorpa da funcionária me vendeu bilhetes para uma semana anterior!!! Como estava a ver a vida a andar para traz, armei logo um “31”, e só para me calarem lá nos sentaram sem quererem saber de mais nada de bilhetes e marcações… a isto chama-se desburocratizar.

Os quilómetros iam passando e proporcionalmente a “fomeca” ia ganhando terreno… até que, o motorista, teve o bom senso de conceder 20 minutinhos aos prisioneiros para recomporem o estômago e “mudar a água às azeitonas”, isto para quem tinha azeitonas.

Depois de ter pedido uma sandes, um bolo e um café, chego à caixa para proceder ao pagamento e sou assaltado pelo funcionário… amigos, aquilo foi um roubo de igreja, quase 7 euros!!! Só agora compreendo aqueles moços das claques, que levam sem pagar, nas estações de serviço, qualquer castigo que lhes apliquem será sempre muito injusto, pois como diz o ditado, ladrão que rouba ladrão…

A viagem lá prosseguiu e pouco tempo depois lá estávamos em plena “Expo”.

Depois de almoçar condignamente, num restaurante indiano, mas cujo repasto foi bacalhau com natas (!) lá fomos para a penitência, uma vez que, as filas cresciam a cada segundo… apesar de ter bilhete para uma das zonas mais “in”, queríamos garantir que ficaríamos em local privilegiado, e por isso, tivemos que penar 2 h e 30 m numa fila, levando na tromba com uma aragem gélida que soprava sem cessar… mas quando pensas que estás mal… a coisa pode sempre piorar, a juntar ao ventinho, nada melhor que uma chuvinha que caía como Deus a dava. Esse é que é o verdadeiro problema, a chuva é dada… porque se o bom Deus tivesse que a pagar ao preço que eu pago, teria juízo e fechava a torneira, enquanto se ensaboava.

Já a entrar num estado de hipotermia, eis que os “armários” decidem abrir os portões… e: Parecem bandos de pardais à solta, os putos, os putos…

Lá conseguimos passar a primeira barreira, mais um controlo pela PSP, mais um check por parte dos funcionários do Pavilhão e mais… 100 metros, ao género de Hussain Bolt, para agarrar os melhores lugares.

Da primeira parte do concerto nem vos falo, pois foi demasiado mau, os “xupinha de maxa” eram tão maus e faziam tanto barulho que conseguiram paralisar-me o lado direito da cabeça, de onde brotava sangue do ouvido.

Também não vos vou falar, do senhor da pipoquinha e das queijadinhas de Sintra que escolhiam sempre, de forma aleatória, certamente, a minha fila para passar e se isso não bastasse acertavam-me sempre com o raio do cesto… chego à conclusão que nas festas populares me posso candidatar a “cabeçudo”.

Eis o grande momento (gentilmente cedido por um dos milhares que lá foram e fizeram o favor de o colocar no Youtube)

Foi assim que tudo começou… daqui para a frente foi sempre a bombar, num turbilhão de emoções, muita adrenalina e cerveja…

Até a um final apoteótico com o pavilhão completamente rendido aos encantos deste fantástico grupo.

Aqui fica o alinhamento para quem quiser procurar, os restantes, vídeos no Youtube:

Alinhamento do concerto:

1. Uprising 2. Resistance 3. New Born 4. Map Of The Problematique 5. Supermassive Blackhole 6. MK Ultra 7. Interlude 8. Hysteria 9. United States of Eurasia 10. Feeling Good 11. Guiding Light 12. Jam (Dom e Chris) 13. Undisclosed Desires 14. Starlight 15. Plug In Baby 16. Time Is Running Out 17. Unnatural Selection

Encore: 18. Exogenesis: Symphony, Part 1 (Overture) 19. Stockholm Syndrome 20. Knights of Cydonia

O regresso até ao Porto pode resumir-se a: ZZZZZZZZZZZ ZZZZZZZZZZZ, graças a uma camioneta fantástica, com uns estofos de fazer inveja ao meu carro!! (O que não é difícil)

Os relatos na imprensa:

TVI24, Blitz, IOL Música, Rádio Comercial





Reunião Ordinária

24 11 2009

Olão, a todos…

Deixar para as 23.30 h, da véspera do dia de postar alguma coisa, pode ser entendido como uma falta de respeito para com os milhões, de possíveis, blogueiros, que eventualmente possam cair aqui vindos de não sei onde, no entanto, os meus caros amigos, estão já habituados a textos de quinta categoria, daqueles que apenas teriam hipóteses de serem impressos em rolos de papel higiénico, por isso não vão estranhar este post de vão de escada!

Hoje, neste caso ontem, o estado-maior do pedalo, reuniu num botequim cá da terra para alinhavar a programação natalícia e que programação!.

Para além do glamour, natural, das personagens, de que agora não vou falar… pois o mal de inveja pode ser terrível… abordamos temáticas tão díspares como a caça à baleia no Japão até a apanha de beatas, não me refiro àquelas senhoras de criam raízes nos templos do Senhor, mas sim de beatas, baronas, pontas de cigarro, nas praias de Matosinhos e seus arrabaldes, todas as conversas foram inspiradas em artigos da revista Happy, Maria, Super Jovem e Bravo.

Quanto à programação propriamente dita, não saiu fumo branco, ou melhor viu-se qualquer coisa, mas depois de melhor observado e até cheirado, era apenas nevoeiro… então decidimos entregar o desenvolvimento da nossa programação natalícia, a uma multinacional americana, na área do audio-invisual, que irá criar algo de _________ (este espaço está reservado a um adjectivo inexistente na língua de Camões) (Já procuramos na língua do Miguel Sousa Tavares, mas também não havia nada e na língua de José Saramago, só encontramos fragmentos de barba que julgamos serem das últimas dentadas que andou a dar em JC)

O único tema em que houve pleno consenso foi o da iluminação natalícia do blogue, que não vai haver, pois não queremos aumentar o consumo de energia e com isso reduzir em dois milésimos de segundo o tempo útil de vida do planeta… mas contem sempre com a nossa luz, para vos guiar… por esta cidade… tal qual a estrela de David, que levou os Monarcas Magros e seus camelos até à presença do menino.

Até para a semana…





1001 Maneiras de fazer bacalhau!

17 11 2009

Quando se esgotam os textos armazenados durante as férias e num período, onde nada acontece na minha vida, que mereça ser registado para a posteridade, isto torna-se uma espécie de deserto, de ideias, mas onde teimam, frequentemente, a aparecer um ou outro camelo que ao contrário de me trazerem inspiração a desvia para o acessório.

Pensei, vou falar das redes sociais, do Facebook, do hi5 ou mesmo do Twitter, onde estou inscrito desde os primórdios dos tempos, mas onde sou conhecido como a renda de bilros, no Burquina-Faso. É que começo a pensar que isso de andar numa rede social é uma absoluta perda de tempo… para ser conhecido o ideal é ir para a REMAX, onde nos fazem uns cartazes catitas, nos decoram o carro, com a nossa fuça e número de telemóvel, já para não falar dos volantes que nos deixam na caixa do correio, apesar de lá ter um autocolante, do tamanho de um boi, “Publicidade Aqui Não. Obrigado”.

Quem não conhece o António Novais???

Pois é… toda a gente sabe de quem estou a falar, em meia dúzia de meses o homem já é mais conhecido que o tremoço, e eu, com horas e horas de trabalho, a arranjar o melhor fundo de ecrã, as melhores fotos, as melhores citações e a escolher belos nomes de livros e grupos musicais, que nunca li e ouvi, mas que intelectualmente me elevam, ao nível de um Deus, mesmo que seja menor, não fui capaz de angariar uma mão cheia de “amigos”, sem que tivesse de aplicar o meu lado mais afectivo, o taco de basebol!

Depois pensei… e se falasse do meu gosto pela compra dos primeiros fascículos do Planeta do Sr. Agostinho, aquele onde as coisas tinham um preço fantástico e quer fossem livros ou carros, bonecas ou pedras preciosas, dariam belos presentes de aniversário ou natal…

Sempre esperei pelo dia em que sairia uma série… “Como fazer vinho a martelo” e na compra do primeiro fascículo, oferta do martelo, de um cacho de uvas e a primeira ripa, em carvalho francês, para o pipo.

Com estes pensamentos todos, verifiquei com tristeza, que o melhor era mesmo não dizer nada… e pronto(s)… não vou dizer.

Até para a semana…





Coisinhas, boazinhas…. na mesinha.

10 11 2009

Olá amigos caminheiros e pedaleiros, de tempo seco… pois com tempo chuvoso, parecem ter medo que vos salte “la minha” pró rabinho!!!

Esta semana, como extremoso pai, acedi ao pedido da minha filha de ir ao Mc Donald`s, uma vez que, seria a sua primeira vez e teria a possibilidade de lhe demonstrar “in loco” que comer aquela comida, em inglês, foodida, não faz qualquer sentido, comparada com as iguarias gourmet que habitualmente lhe preparo…

Depois de meia hora para estacionar, pois a par da gripe A a promoção dos brinquedos, do Continente, também é capaz de levar a população a um nível de histeria extrema, e com a prova do estacionamento superada, parti para a segunda etapa, carrinhos assassinos, e eram às dezenas a circularem, de forma mais ou menos desgovernada, conduzidos por personagens que se escondiam por detrás das pilhas de brinquedos cuja estabilidade era duvidosa. Chegados às escadas rolantes, estava passada mais uma etapa…

Não será preciso dizer que por esta altura já estava arrependido de ter saído de casa e que a pequena, já tinha pedido, vezes sem conta, para fazer o xixi, o cocó, que tinha sede, que tinha fome, que lhe doíam as pernas… AHHHHHHHHH…. Alguém me ajuda?

Depois de formatados durante alguns segundos na fila e a responder por impulso ao chamamento do funcionário… deixo sair da minha boca, já sem qualquer autonomia: Um happy meal, pf.

Lá nos sentamos, junto de uma família que já haviam terminado o manjar, mais do mesmo, estando já na parte dos arrotos de satisfação, enquanto o colesterol batia palmas no interior dos obesos corpos.

Aproveitei a deixa e expliquei à “ciganita”, enquanto lhe comia parte do lanche, que o seu futuro seria mais ao menos aquele se insistisse naquele tipo de alimentação, ao que ela me responde: – Pai, não se fala com a boca cheia. Claro está, calei-me, conforme manda a etiqueta.

Entretanto, ao folhear um revista que havia comprado, quase morria engasgado com um palito de batata atravessado na garganta!!! Não é que há um estudo, não sei se científico, que revela que os que comem “fast food” são pessoas deprimidas… quase obriguei a pequena a vomitar, mas, a etiqueta, ditou o contrário… lá a convenci a virmos para casa, deixando o lanche ranhoso a meio e pelo caminho, chego à conclusão, de que o estudo deve ter uma base de verdade… senão, porque é que o senhor palhaço, mc Donald`s, oferece prendas aos miúdos??? Só pode ser para combater a depressão.

Para mim, não há nada melhor que um verdadeiro restaurante, com comida verdadeira, em que os funcionários são chatos e estão sempre de volta da mesa, quase como as moscas na merda, em que tudo o que se come é inho ou inha, é a batatinha, o arrozinho, o suminho, o pãozinho ou o cãozinho, queria dizer, cabritinho… até os pequenos são filhinhos… mas que na hora de pagar, a conta é sempre inversamente proporcional a todos os inhos proferidos…

Vou-me lá, tenho à espera, na mesa, uma bela lasanha de vitela, morta à estalada, para não danificar a carne (coisas gourmet é o que é) e um belo tinto Roriz, para degustar.

Até para a semana…. Gordurosos.





Feira das Vaidades

3 11 2009

Dia 01 de Novembro, 08.50 horas.

Acordei bem cedo, tendo em conta que não havia nada marcado, as gotículas de chuva na janela e o som inconfundível das viaturas a caminharem sobre o asfalto, molhado, adivinhavam um dia chuvoso. Tentei afundar-me, de novo, na almofada, quente, mas já estava demasiado desperto para voltar a sonhar.

Depois de aperaltado, saí de casa procurando um local tranquilo para tomar o pequeno-almoço, ler as notícias do dia anterior, no jornal, e depois, como faço habitualmente, rumar ao cemitério para visitar aqueles que me são queridos e já partiram.

O café estava bem composto, o calor interior contrastava com a humidade que se fazia sentir cá fora, sentei-me numa mesa junto à janela a contemplar a cidade e suas gentes. A meu lado um casal, falavam de problemas financeiros, mas o seu pequeno-almoço parecia um banquete de um rei, pelo menos, comparativamente ao meu.

Pela janela avistava um corre-corre de pessoas, algumas das quais, nunca as havia visto para estas bandas, algumas velhas, trajando de preto, carregando no regaço ramos de flores, um grupo de homens, subitamente, interromperam o silêncio e invadiram o meu “espaço”, absorto que estava de tudo, não dei conta que o café já jazia sobre a mesa… pronto a aquecer a alma.

Segui rumo ao cemitério, parecia um dia de romaria, as pessoas haviam tirado do fundo dos baús as mais vistosas vestes, os homens devidamente engalanados, com suas gravatas, multicolores, davam um ar pitoresco ao cenário, as senhoras, adornadas ainda, por cabeleiras, superiormente trabalhadas, algumas parecendo verdadeiros ninhos de amor, para aves e outros gaviões que por ali andavam, também conferiam algum nível à função.

Vendedores de flores e de velas, congestionavam a passagem, aproveitando o negócio dos mortos para dar um pouco mais de alegria à sua vida. Não percebi o que fazia o vendedor de farturas, mas no meio de tantas vaidades, uma fartura e um churro, talvez não seja nada de escandalizar!!!

A escadaria de acesso parece interminável, em passos curtos atinjo o cume… Pensei para comigo: “Eu sabia que não deveria ter vindo”. Dezenas de pessoas invadiram o espaço, contrastando com os outros cinquenta e um domingos em que, por vezes, o silêncio imposto torna o momento num misto de agonia e paz de espírito. Sobre as campas, ardem velas, cujo cheiro deixa, o meu espírito, meio toldado. Um grupo de senhoras, talvez uma comissão de avaliação, vai aquilatando qual o arranjo vencedor, no meio, das centenas que por lá foram colocados, alguns dos quais apenas para fazer vista, desprendidos de qualquer sentimento.

Lembro-me de já ter visto a enfeitar algumas campas, flores de plástico!

Sinto-me a mais naquela feira, de vaidades, ainda bem que no restante ano o espaço fica limpo de materialismo e de gente passageira, deixando o espaço livre desta asfixia material e de presunções.

Gosto de me sentar, por vezes completamente só, a observar, a meditar, que não vale a pena grandes lutas e barulhos… mais cedo ou mais tarde, tudo se acaba, em silêncio.