A banda é constituída por: Camané, David Fonseca, Manuela Azevedo e Hélder Gonçalvesdos (Clã), Nuno Rafael, João Cardoso (Bunnyranch) e Sérgio Nascimento. As vozes estiveram a cargo de Manuela Azevedo, Camané e David Fonseca. Os restantes membros estão ligados aos instrumentos musicais.
As músicas cantadas pelo grupo são de autoria de António Variações e tinham sido entregues pelo seu irmão Jaime Ribeiro a David Ferreira, administrador da EMI, num caixote contendo diversas cassetes e bobinas que entretanto se ‘tinham perdido’ durante vários anos quando da mudança de instalações da empresa.
O seu CD de estreia Humanos foi um grande êxito, tendo sido disco de platina.
O grupo deu alguns concertos: no Super Bock Super Rock e no Festival Sudoeste. Em 4 de Dezembro de 2006, o projecto foi encerrado com o lançamento de um CD e dois DVD’s.
Buraka Som Sistema é uma banda cuja sonoridade se integra no género musical Kuduro, sendo frequentemente apelidada como fundadora do novo som electrónico kuduro progressivo. Seu primeiro sucesso foi com a música “Yah!” em 2006, com a participação de Petty e Kalaf, seguindo-se novo sucesso com “Wawaba”.
Em 2008 os Buraka Som Sistema lançaram a canção “Sound of Kuduro”. Esta conta com a participação de M.I.A, DJ Znobia, Saborosa e Puto Prata, sendo este o primeiro single do álbum Black Diamond que foi lançado no Verão de 2008. A editar pela Enchufada em parceria com a Sony BMG, é o primeiro álbum dos Buraka Som Sistema, que sucede ao badalado EP From Buraka to the World, que deu a conhecer o kuduro progressivo do trio.
Os Clã formaram-se em Novembro de 1992 pela mão de Hélder Gonçalves (baixo piccolo e voz) que convoca, para dar corpo ao seu projecto, Miguel Ferreira (teclados e voz), Pedro Biscaia (teclados), Pedro Rito (baixo), Fernando Gonçalves (bateria) e Manuela Azevedo (voz). Passaram o ano seguinte a ensaiar e a preparar canções.
Em 1994 começaram com as apresentações ao vivo e em 1995 assinaram um contrato discográfico com a EMI-Valentim de Carvalhoiniciando nesse mesmo ano as gravações do seu disco de estreia.
O álbum de estreia, “LusoQUALQUERcoisa”, é editado no dia 14 de Fevereiro de 1996, contando o alinhamento deste primeiro trabalho com 13 canções originais e ainda versões de “Give Peace a Chance” de John Lennon e de “Donna Lee” de Charlie Parker. São extraídos desse álbum os singles “Pois É” e “Novas Babilónias”.
Em Abril de 1997 realizam no auditório da Antena 3 um espectáculo constituído por “versões acústicas” das canções do CD “LusoQUALQUERcoisa”. Neste concerto contam com a participação da cantora Maria João na interpretação de uma versão do tema “Pois É”.
Marisa dos Reis Nunes ComIH (Moçambique, 16 de Dezembro de 1973) é o nome de nascimento da fadista portuguesa Mariza, segundo ela própria corrige na TSF à conversa com Carlos Vaz Marques em 2003, «cantadeira de fados».
Tem sido presença regular em palcos como o Carnegie Hall, em Nova Iorque, o Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, o Lobero Theater, em Santa Bárbara, a Salle Pleyel, em Paris, a Ópera de Sydney ou o Royal Albert Hall. O jornal britânico The Guardian considerou-a «uma diva da música do mundo».
Fado Curvo é considerado o «CD da semana» pela BBC Radio, em 2003. Também em2003 recebe um dos mais prestigiados e importantes prémios da sua carreira: uma nomeação da BBC Radio 3, na categoria de Melhor Artista da Europa de World Music. Vence o galardão europeu e, em 2006, volta a ser nomeada na mesma categoria. Recebe também novamente pelo novo álbum, o prémio atribuído pela Deutsche Schallplatten Kritik, a crítica alemã, vencendo de seguida o prémio de «Personalidade do Ano» pela AIEP.
Já em 2004 recebe a Medalha de Mérito Turístico (grau ouro) da Secretaria de Estado do Turismo e o prémio European Border Breakers Award no MIDEM, em Cannes. Os leitores da revista Lux, na sequência da atribuição destes prémios a Mariza, elegem-na como «Personalidade do Ano» na área da Música.
Neste mesmo ano, a convite de autoridades e embaixadas egípcias, apresentou-se como convidada de honra no X Cairo International Song Festival 2004. Quando chegou ao aeroporto e ao evento, as individualidades que a esperavam, espantaram-se por não estar acompanhada por nenhum comité da embaixada portuguesa ou por personalidades do governo de Portugal. Na Sérvia, quando esta ainda se encontrava unida ao Montenegro, esgotou um espectáculo e aqueles que não conseguiram bilhetes concentraram-se no exterior do edifício, até lhes abrirem a porta à assistência do espectáculo.
Foi em 1982 co-fundador dos Sétima Legião e em 1985, em conjunto com Pedro Ayres Magalhães e Gabriel Gomes cria os Madredeus.
Suspende temporariamente os Sétima Legião entre 1993 e 1996 devido ao sucesso crescente do seu primeiro álbum a solo e às múltiplas solicitações do seu tempo.
Abandona definitivamente os Madredeus em 1994 para se poder dedicar inteiramente à sua carreira a solo e às obras EP Mysterium, 1995 e o CD Theatrum (1996).
A solo começa a explorar a combinação das suas composições clássicas-modernas com formas de canção e instrumentação mais tradicional, com a presença de Lula Pena ou Adriana Calcanhotto, no CD Alma Mater e correspondente digressão. Entre os eleitos seus convidados constam ainda Sónia Tavares, Nuno Gonçalves dos The Gift e Rui Reininho dos GNR que participou na gravação do seu álbum ao vivo intitulado Pasión. Quer o disco Alma Mater quer o próprio músico receberam dois importantes títulos de reconhecimento público, o de Disco do Ano e o de Artista do Ano.
Em 2004 editou Cinema e foi considerado pelo editor da revista americana Billboard um dos melhores discos editados nesse ano. Neste trabalho participaram Beth Gibbons e Ryuichi Sakamoto.
Lança em 2006 um olhar retrospectivo sobre a sua carreira com O Mundo [1993-2006], acrescentando seis canções inéditas.
Em 2007 compõe a banda sonora original da série documental Portugal, Um Retrato Social dirigida por António Barreto para a RTP. Baseada nos 18 temas do disco surge a digressão nacional Os Portugueses.
Em 1979 ganhou a Grande Noite do Fado, numa época em que não havia competição em separado para os mais novos, o que lhe possibilitou a gravação de álbum produzido porAntónio Chainho. Gravou mais alguns discos nesta fase.
Depois de interrupção de alguns anos regressou às lides do fado, actuando em diversas casas de fado. Participou também em produções deFilipe La Féria – “Grande Noite”; “Maldita Cocaína”; “Cabaret” – onde se evidencia.
Em 1995 grava o disco “Uma Noite de Fados” com a colaboração de José Mário Branco.
O álbum “Na Linha da Vida” foi editado em 1998.
“Esta Coisa da Alma” é o disco de 2000. “Pelo Dia Dentro” é lançado em 2001.
Grava ao vivo o disco “Como sempre… Como dantes”.
A partir de 2004 esteve envolvido no projecto “Humanos” ao lado de Manuela Azevedo e David Fonseca bem como dos músicos Nuno Rafael, João Cardoso e Hélder Gonçalves, do qual resultaram dois álbuns (Humanos e Humanos ao Vivo) e um DVD, relativo aos concertos nas casas de espetáculos chamadas Coliseu de Lisboa e Coliseu do Porto, em Junho de 2005, onde Camané revelou a sua versatilidade de interpretação.
Em 2006 é lançado o DVD “Ao vivo no São Luíz”.
O álbum “Sempre de Mim”, editado em 2008, marca o regresso aos discos de estúdio.
Desde 1987 que a ex-Ban Ana Deus trabalhava e colaborava com a poetisa Regina Guimarães na autoria de canções para teatro e video. A teclista Paula Sousa (ex-Repórter Estrábico) acaba por entrar numa fase mais avançada. Em 1992 está definida a primeira formação do grupo. O nome foi escolhido por ser um trava-línguas e porque achavam graça haver tristes na música ligeira que se associa a divertimento.
Anos 90
O primeiro álbum dos Três Tristes Tigres, “Partes Sensíveis”, é editado em 1993. A popularidade do tema “O Mundo A Meus Pés” leva a que as edições posteriores do disco tivessem na capa uma imagem de Ana Deus retirada do teledisco desse tema.
Paula Sousa sai em Dezembro de 1993. O grupo participa no disco de homenagem a António Variações com “Anjinho da Guarda”.
Alexandre Soares, que colaborara na gravação de “Anjinho da Guarda”, entra para o grupo.
Começam entretanto a preparar o segundo álbum de originais, “Guia Espiritual”, que vê a luz do dia no ínicio de 1996. O disco foi bastante aclamado e agraciado com o prémio Blitz para o Melhor Álbum Nacional do Ano e o projecto levou ainda o prémio de Melhor Grupo Nacional. “Zap Canal” é um dos temas mais divulgados nas rádios nacionais.
No final de 1998 é editado o seu terceiro álbum, “Comum”. Este incluia o tema “Falta (forma)” com a participação de Manuela Azevedo dosClã.
A formação ao vivo passa a contar com João Pedro Coimbra (bateria, percussão) e Pedro Moura (programações).
Em Maio de 1999 é apresentado em Lisboa e no Porto o espectáculo “Fera Consentida” baseado num texto de Maria Gabriela Llansol.
Anos 2000
Nos dias 19 e 20 de Fevereiro de 2000 é estreado no Auditório Carlos Alberto o espectáculo “KITCHnet” de Ana Deus com textos de Regina Guimarães.
Em 2001 é editada a compilação “Visita de Estudo” com temas de todos os álbuns, o tema “Anjinho da Guarda” e como novidades o tema “Coisas Azuis”, concebido para o espectáculo “Ferida Consentida”, uma nova versão de “Subida aos Céus” e uma remistura de J.P. Coimbra para “O Mundo A Meus Pés”.
Alexandre Soares é o autor da banda sonora do filme “Ganhar a Vida” de João Canijo. No filme pode ser ouvido o tema “Fome de Femme” dos Três Tristes Tigres.
Em 2006, é editado o livro “As Letras como Poesia”, pela Objecto Cardíaco, que inclui uma análise das Letras de Regina Guimarães para os TTT, republicado em 2009 pela Afrontamento.