The Neverending Story

10 12 2009

No capítulo anterior: Tinha eu contado aos amigos da pedalada, a quem aproveito para enviar amistosos cumprimentos, que o Alexandre caiu-me enfermo em casa faz domingo 15 dias.

Neste episódio: Mal começo a dar vivas de contente pelas melhoras do menino, na passada quinta-feira, ainda estávamos todos com os olhos meio arremelados de tão cedo que era, fica-me doente a primogénita.

“- Ò mãe, está-me a doer a cabeça!”- diz ela. Não lhe devia doer a cabeça, devia era doer o corpo todo, digo eu, tal era o estado febril em que se encontrava. Termómetro daqui, despe dali, espera que desespera e pimba-catrapimba, quase 39º de febre. Era o que eu temia. Entre várias tossidelas, algumas infelizmente bem directas à minha cara (acho até espantoso como ainda não me contagiaram com a peçonha), lá me dirijo ao telefone para fazer “a” chamada!

“ – Alô! Ana, minha querida irmã, era para ver se avisavas o Pai que a Sofia está com febre, pelo que não vou poder ir trabalhar hoje também…!”

Depois de uma pausa algo longa (em que a pobre devia estar a medir qual das mortificações devia ser a pior, se o comunicar ao Pai, se o ir trabalhar com o marido), lá acedeu um bocado a contra-gosto! Hoje, dia em que escrevo este texto, estou a ponderar seriamente recomendar ao Bom Deus a ascensão desta minha caridosa irmã ao tão almejado Reino dos Céus! É decididamente uma boa alma…Poderia até se assim o desejasse sentar o rabinho dela ao meu lado esquerdo nas almofadas celestiais…

Adiante! Atendendo que a miúda estava realmente doente, e mesmo tomando conta dos dois pimpolhos, o dia decorreu sem incidentes de maior. Desenhos animados e miminhos q.b mais Ben-u-ron com farturinha.

Devem compreender no entanto, que cinco dias de prisão domiciliária deitam abaixo qualquer cristão, pelo que o pedido de clemência veio sob a forma de marido, que decidiu meter meio dia para férias e fingir ser o enfermeiro-chefe nessa sexta-feira.

Fazia ele o almoço? Parece-vos mesmo??? E não é que quando chego para almoçar com o pessoal, vejo um menu completo em cima da mesa?? Sopinha quentinha de abóbora e bifinhos na caçarola acompanhados de batatinha frita…vejam bem que nem faltava uma garrafa de sumo de tangerina acabadinho de espremer… Um luxo, é o que vos digo! Tudo com os cumprimentos da minha sogra, pois claro!, que para tal bastou que o amado filhinho ficasse como que abandonado pelo estafermo da mulher (eu), para o poupar de encargos como o de cozinheiro. Se me alimentava bem enquanto fui eu a tomar conta dos meninos, já são outros quinhentos e ninguém quer saber disso para nada!

Ora depois de lerem esta verdadeira blogonovela, vocês devem andar a perguntar-se se seria a gripe A ou não, a maleita que grassou na minha casa! Pois meus caros amigos deixem que vos diga que não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe! O que tenho a certeza foi que nessa mesma sexta-feira levei os meninos à pediatra, para que auscultasse o pequenito e medicasse a Sofia. É que depois de estourar mais 60 mocas com a consulta (os outros 60 euros, tinha-os eu dado não havia um mês aquando da amigdalite do Alex, lembram-se?), quem não ia gastar uma fortuna com um pseudo-teste de gripe A, que ainda por cima se cura da mesmíssima maneira, era eu! Fiquei a saber que na salinha da minha filha há pelo menos três casos confirmados, por isso, façam as vossas apostas!!!!

Cenas dos próximos capítulos: Gostaria, Oh lá se não gostaria de vos dizer que findava por aqui esta epopeia da gripe, porém está-me cá a querer parecer que o Sr. Engenheiro é o próximo a ser atingido pela peste. O ranho já cá está e os arrepios de frio também. A ver vamos se terá o atrevimento de tossir para cima de mim!





Something For The Pain

3 12 2009

Inspirada pelas formosas fotos da nossa amiga das sextas-feiras e imbuída do meu lendário espírito aventureiro de outrora, tinha decidido visitar no passado Domingo o Sea-Life (e aproveitar os 50% de desconto até ao final do ano…óbvio)! Ora supondo que, naturalmente, me teria ocorrido depois dar um saltinho ao centro do Porto para apreciar a belíssima iluminação natalícia, já faziam ideia do magnífico post que vos estava reservado para hoje, hein?

Ah! Com certeza que faziam, mas … infelizmente um insidioso síndrome gripal apostado em gorar-me os planos apoderou-se do meu pobre filho e pffff…o relato de um belo passeio esvaiu-se assim, no meio de lenços com infindáveis ranhetas, tosses que o miúdo teimava em atirar bem para cima da minha cara e uma persistente febre a rondar os 38º que me obrigava a medicá-lo com ben-u-ron a cada oito horas.

O Senhor, na Sua infinita sabedoria inventou os infantários para alguma coisa! Mas a verdade é que a doença contagiosa que ele – por ironia do destino – lá terá apanhado (ohhhh! Não tenhamos dúvidas disso), é a mesma que vai fazer com que lhe seja barrado o acesso! O que fazer?

Pois! Não me restou alternativa que não fosse a reclusão dentro da minha própria casa, no papel de enfermeira/ mãe extremosa de um só filho, porque a primogénita teve de ser empandeirada para outros lares (coitadinha da minha rica filha, e abençoada família que eu tenho). É que todos os cuidados são poucos, não fosse a coisa ser aparentada com a gripe A e começar a dar para o torto!

Ao fim de três dias de prisão domiciliária, depois de consideráveis melhoras, tenho o prazer de vos dizer que já pude levar o convalescente para casa da minha mãe. Leitores e companheiros fiéis deste blog: eu já não aguentava mais episódios do Jardim dos Amigos! Com grandes gritos e espantosa mobilidade (para quem estava doente) o pequeno fazia-me correr e saltar a imitar um alce cor-de-laranja enquanto ele próprio fazia de pinguim azul e amarelo. Um horror! Um verdadeiro horror!

Moral da história: Às vezes, é mesmo quando menos se espera que a gente descobre as alegrias da jornada laboral….

E por aqui me fico! Bom dia de trabalho a todos!

P.S. Não pude deixar de reparar que este blog anda animado por estes dias! Sim senhor! Tanto comentador novo… tanta coisa linda!

Aproveito então para informar os amigos (novos e antigos) que o bazar de Natal para ajuda das obras da Igreja estará aberto e à vossa espera no centro paroquial já a partir de sábado. E é por poucos dias, por isso apressem-se que é por uma boa causa!





Is There Anybody Out There?

26 11 2009

E esta semana porque os tivemos cá em casa falemos de…. Piolhos!

Apercebi-me durante o passado fim-de-semana que a minha petite enfant coçava ao de leve a cabeça….primeiro uma vez, depois uma segunda e terceira.

- Mas que diabo! O que poderia ser??

Qual Darth Vader com o seu sabre luminoso, também eu empunhei o meu LiceGuard Robi Comb, que é como quem diz um pente eléctrico para matar viajantes de cabeça indesejáveis!

Isto para vos dizer que aparentemente havia uma praga de piolhite lá para as bandas da escola da minha filha. Podia a professora ter mandado um aviso a recomendar a inspecção de cabeças em casa, não acham? Podia, mas não o fez. Assim cada encarregado de educação atamancou como pôde ou como sabia o mal! Para piorar o caso, volta e meia ao encontrar-me com outros pais, avisam-me a meia voz para ter cuidado – shiuuu – muito cuidado, porque a filha(o) de fulano ou cicrano de cabelos assim ou assado está infestadíssima(o) de piolhos!

Meus amigos!!! Sem dramas, tá? Que piolhos trato eu por tu desde que me conheço por gente. Lembro-me de Verões de calor insuportável, ora de toalha posta pelos ombros a ser catada à mão pela minha mãezinha, ora de toalha enrodilhada na cabeça a privar de oxigénio os pobres bichinhos enquanto respiravam eflúvios de pós de matar formigas ou ratos, ou lá o que era…isto até ter dado entrada no ciclo preparatório!

E qual de vós não foi também infestado em criança??

É claro que a primeira vez dos nosso filhos não deixa de ser um choque. A minha menina apanhou-os há uns dois anos (frequentava ainda o infantário ao qual eu pagava principescas mensalidades), e digo-vos que estive à beira da apoplexia nervosa. Encetei nessa altura uma verdadeira caça às bruxas desinfectando cobertores, tapetes e até pasmem-se!!! peluches, não esquecendo o mais importante: toda a família – primeiro com o champô Nix, que se veio a verificar de eficácia medíocre, depois com o ParaNix, que ainda conservo, à laia de recordação, o pente de dentes extra-juntos que lhe vinha agregado, mas apesar do altíssimo índice de mortalidde piolhística, a miúda não deixava de os voltar a apanhar uns dias mais tarde com outros piolhosos que convivesse. Falaram-me então do pente eléctrico, uma maravilha da tecnologia moderna, que aplicado diariamente nos cabelos (a troco de uma simples pilha de 1,5 volts), electrocutava tudo o que mexesse na cabeleira.

É claro que a demanda em busca do Santo Graal só por si dava um conto de terror, com farmacêuticos a olharem-me como se fosse tolinha, porque nunca tinham ouvido falar de tal produto, outros pediam-me para falar mais alto porque não ouviam o que eu queria (é que nestes assuntos impera obviamente a delicadeza), e eu rebolando os olhos lá explicava ao que ia, infelizmente esses também não tinham disponibilidade de stocks e tal, até que de farmácia em farmácia, já um pouco desencorajada lá encontrei o bendito pente!

Eficácia a 100%, testada e recomendada por mim, que tal como da primeira vez, me vejo livre, e até hoje sem reinserções da peste!

É claro que só o piolho mais incauto é que aparece em minha casa, porque eu, salvaguardando as devidas diferenças, sou como o Jorge Coelho. Sim! Aquele gajo do PS: “Quem se mete comigo…leva”!

E termino por agora que já vos vejo a todos com vontade de coçar a cabeça, ou não???





Blinded by the Light

19 11 2009

O outro dia estava eu toda contente a assistir ao Keeping up with the Kardashians no E! Entertainment, o meu canal favorito de cusquices de gente famosa, comendo uma taça de flocos com nozes e iogurte de morangos silvestres. A peripécia familiar desse dia em que toda a filharada tem o nome a começar pela letra K, centrava-se numa das filhas (a Kim) que por acaso até é bastante parecida comigo. Ambas temos os cabelos negros compridos e olhos castanhos, mas em abono da verdade ela é um bocado mais bonita do que eu, e em contrapartida eu sou um bocado mais inteligente do que ela…

Pelos vistos a rapariga não via lá muito bem, pois por causa da miopia não conseguia aprender devidamente os passos para o show que iria realizar com as Pussycat Dolls em Las Vegas, e a pobre moça decidiu então ser operada aos olhos em directo na televisão.

Bem amigos, foi o suficiente para os flocos me saírem pelo nariz! E não é que eu também fiz a cirurgia a laser aos meus ricos olhinhos, está agora mesmo a fazer 3 anos??? (afinal gente, parece que a única parecença entre nós é que éramos míopes como morcegos).

Como nunca se sabe se algum de vós estará interessado em corrigir algum defeito visual, aqui fica uma sessão de esclarecimento médico-financeiro feita como já vem sendo hábito na 1ª pessoa:

Examinei! Vários foram os especialistas corridos por mim para que me receitassem óculos e lentes de contacto. Até que na Clínica Oftalmológica das Antas, o médico me propôs corrigir definitivamente a visão!

Hesitei! Por dois motivos óbvios! O primeiro, o medo inerente da cirurgia e o segundo, a pequena fortuna que teria de desembolsar para custear a mesma. Prometi que ia pensar e que daria uma resposta em breve!

Contei! Depois das contas feitas, cheguei à conclusão que em 4 anos de óculos e lentes, o investimento ficava pago. Atirando para trás das costas o factor medo…

Avancei! Abençoado Sistema Privado de Saúde! Em quatro dias estava de operação marcada.

Cheguei! Com passarinhos no estômago e um cheque em branco no bolso, mandaram-me fazer a primeira parte do exame que consistia em verificar com a mais moderna tecnologia se tinha espessura suficiente a cobrir o olho para que o procedimento seguinte fosse o laser ou se pelo contrário, teria de ser usada uma lente intra-ocular para corrigir a miopia e o astigmatismo, que só por si duplicaria os custos da operação.

Deitei! Enquanto as enfermeiras esperavam pelo médico falando animadamente, eu estranhamente, tinha perdido o pio!

Gelei! Primeiro colaram-me as pálpebras superiores à testa com fita-cola (acho!), para depois usarem o que me pareceu um garfo para ajudar a enfiar uma cena redonda, tipo forma de biscoitos, directamente no olho para o mater fixo (ainda estou para saber como não desmaiei), entretanto borrifaram-me com litros de líquidos oftalmológicos enquanto me davam indicações para não deixar de focar uma luz!

- Avé Maria, Cheia de graça, o Senhor é conv… Juro-vos amigos, que foi nesta altura que deixei de ver a luz e lembro-me de ter pensado! Ai Jesus que fiquei ceguinha! Dez segundos depois, o tempo suficiente para que o coração fosse ter com os pés, eis que para meu grande alívio se fez luz outra vez! Procedimento igual no outro olho, e muitos parabéns Inês que a sua operação foi um sucesso, conduziram-me então para uma outra sala onde me deixaram muito sossegada no escurinho. Também me falta descobrir se o efeito era estabilizar a visão ou se era para recuperar forças para preencher o cheque!

Paguei! Finalmente passado uma horita, ainda com a vista bastante enevoada, mas já com a percepção de considerável melhoria visual, assino o cheque de 2000,00 à ordem do doutor e fico a saber que todas as batas e carapuços para a cabeça, bem como todo o tipo de equipamento utilizado por todos os intervenientes da operação foram pagos por mim, quando conferi a factura detalhada dois dias depois.

Podia ter esperado pelo Sistema Nacional de Saúde que sempre ficava mais barato, mas o mais certo era ainda estar em lista de espera e ficava sem texto hoje para editar no blog!





Spice up your life

12 11 2009

Uma amigdalite galopante do meu rico filho não me permite editar o post que estava em calha e que por preguicite aguda na calha ficou, mas hoje gostaria de não perder a oportunidade de reparar em certos comentários fascinantes com que alguns comentadores fizeram questão de me obsequiar a semana passada!

Em primeiro lugar, uma palavra amável ao amigo Regueifas, retornado não se sabe muito bem de onde, mas que escolheu o meu dia para anunciar o seu regresso. É! Deu para notar que continua cheio das rabujices do costume e a queixar-se de falta de sal e de pimenta e não sei mais do quê…O mesmo discurso de sempre e até agora muito pouco inspirador!

Outra das habituées também merece uma palavrinha da minha parte: não pôde ou não quis deixar de reparar a nossa Alma Penada, que os meus títulos nesta terceira temporada são escritos em inglês. A quem possa interessar (e eu já conto pelo menos dois interessados) aqui vai a explicação, nada de ficções científicas e outras coisas do Além, tipo meter ao bedelho o nosso primeiro e coisa e tal. Não desfazendo que esta ideia lançou os meus textos para a estratosfera, a verdade é que eu achei que o estimado leitor se não tivesse um QI ao nível de um primata ia acabar por associar os títulos a músicas e podia aproveitar para sonorizar os textos, o que em abono da verdade sempre os tornaria um pouco mais interessantes! Às vezes as coisas mais belas tem explicações bem simples, não??

E antes que me esqueça, se algum dia conseguir que um jornal nacional (quem sabe até se um de edição inglesa) queira editar estes meus escritos, pode assenhorar-se de 10% do que eu levar (incluindo enxertos de porrada…), que outro dos meus méritos é não ser gananciosa. Mas por favor não me coloque no mesmo patamar que o Lobo Antunes e a Nandinha Câncio! É que a nível de escrita, não haja dúvidas quem é o melhor, mas já ao nível da risota….

É como dizia a outra: Presunção e água benta…

E por último, ao amigo Tozé. Descortês é a palavra que me ocorre, para adjectivar o comentário feito a semana passada à camarada bloguista das sextas feiras! Acha este nosso amigo que eu e o Nelsinho seremos talvez como os vírus da gripe A (ou salvo seja! Coisa ainda pior), que contagiámos com a nossa estupidez a Manuela, e que em consequência disso a teremos privado do poder de escrita dos habituais textos sobre borboletas e florinhas e chuvinhas… e que não estando maus, estes novos textos cheios de fina e ironia e puro sarcasmo são seguramente na minha opinião muito melhores!

Mas acima de tudo, o que a dupla intrépida fez questão de lhe mostrar foi, que por detrás de catrapaços (= livros) bafientos e empoeirados há uma vida à espera de ser vivida à custa de uma boa gargalhada!

Mas antídotos para tal padecimento é o que não faltam seguramente por aí…

E não esquecendo os demais comentadores, deixo já um grande Beijo para todos, e não esqueçam, nada de desencorajar, a qualquer momento poderão ser vocês os visados dos meus textos, ok?

Inês





Pump it

5 11 2009

Todos nós conhecemos gente repioqueira –Deus do Céu – que trocam de bom grado uma caminha quentinha por um fato de ciclista. Sim!! Já todos os vimos aos domingos cheios de genica pedalando a torto e a direito por esse mundo fora!

Também o meu marido mais o seu grupo de javardos costumavam sair logo pela manhã, regressando já bem depois da hora do almoço, suados mas felizes, da sua volta de 80 kms! E também eu andava contente, pois era menos um chato para aturar. Infelizmente o pobre coitado, se há coisa que não sabe fazer é andar de bicicleta. Entre uma e outra escoriação, parte óculos, capacetes e mãos. Espatifa-se contra o chão para não ser albarroado pelos carros. Enfim, é um nunca mais acabar de lamentáveis acidentes.

Entretanto desistiu das jornadas dominicais com os amigalhaços até ao dia que se lembrou de me convidar para sua partinére. Eu nem estava para aí muito virada, mas que querem, empaturrada de pão com queijo e um café expresso, sinto de tempos a tempos uma vontade de investir a fundo, rir às gargalhadas e num impulso (algo insano) não consegui resistir ao pedido!

Primeira viagem: Estacionamos a carripana no Freixo e toca a fazer o percurso das 5 pontes, ele montado na sua Scott topo de gama e eu na minha velha Esmaltina, ele de calção estofado no rabo e capacete na cabeça, eu de calças de fato-de-treino vulgares e cabelos ao vento. Oh! Que lição preciosa eu tirei, o capacete amigos, não é só para proteger a cuca em caso de queda…aparentemente também previne que os miolos torrem com o sol. O rabinho? Nem vos falo, tal foi o calo com que fiquei. E os cabelos? Pareciam um ninho de ratos, e eu sei disso porque já tive um hamster em tempos idos!

Segunda viagem: Como o meu alento era inversamente proporcional à espantosa vontade do marido, lá o convenci a ficarmos só por umas voltinhas no parque da cidade! A opinião dele era que aquilo era passeio de maricas, mas lá abalamos para Matosinhos. Amigos! Foi impressionante! Para qualquer lado que nos virássemos levávamos com ventos de 180 km/hora na fuça. Nem sei como não apanhei uma pneumonia. O ganho? Uma dor de cabeça brutal e os olhos a lacrimejar durante todo o dia…

Ai a volta era para mariquinhas? Deixa-te estar! Terceira viagem: Ida e volta a Couce! A minha mente perversa já estava a trabalhar… Um quarto de hora para ir, uma meia horita para o regresso e trás pás, prova superada! Estava mesmo bem arquitectado o plano, mas…. o marido decidiu que era muito mais giro se regressassemos por S. Pedro. Olhem, sabem o que vos digo?? Que se aqui estou hoje a relatar o feito, é porque o meu anjinho da guarda é muito forte, que eu vi a morte à minha frente. Ah pois é! Depois de uma pessoa chegar a Couce, a civilização acabou. A via empedrada virou caminho de cabras e era tanto salto e ressalto que só visto. – Anda pela beirinha que é mais plano, diz ele! Nada disso, que da maneira que sou azarada já me estava a ver a rebolar pela ribanceira abaixo e ir parar ao rio. De qualquer das maneiras lá chegamos à Mó, e eu toda feliz porque achei que em cinco minutos me punha na estrada D. Miguel. Qual quê!! Meia hora a pedalar cheiinha de sede! Para agravar o estado das coisas, só informo que a porcaria da terra fica para aí 500m abaixo do nível do mar e aquilo é só subidas! Subidas essas que eram feitas por mim essencialmente com a bicla às costas. Ali para os lados do campo de futebol do S. Pedrense e com o estradão da Santa Justa à vista mandei o compincha comprar água, ao que ele retornou com uma água bem geladinha! Bem! Só me apetecia bater-lhe… Fartinho de saber que desde que tive aquela maldita doença, nunca mais pude beber líquidos gelados… O que fazer??? Alombar com a bicicleta e arrastar a língua pelo chão. Claro que este passeio teve uma vertente pedagógica: Imaginam os amigos que eu tive o privilégio de assistir a uma transacção de cariz sexual em loco e em tempo real? As coisas que a gente aprende!!

Outras passeatas houveram, mas eu por falta de espaço e tempo deixo para vos contar noutra ocasião.

E se der, não esqueçam, venham passear connosco a pé no próximo domingo!





Knock, knock, knockin’ on heaven’s door

29 10 2009

Entre uma peripécia e outra, vou aproveitando aqui o tempo de antena que o meu caro senhorio me concede às quintas-feiras para fazer uns anúncios gratuitos aos eventos da nossa Terra.

Esta semana venho apresentar-vos em primeira mão a Venda de Natal da Paróquia de Valongo, a acontecer nas primeiras semanas do mês de Dezembro…

Oh! Mas Dezembro ainda vem tão longe ma chère tante Inês!!! Pois sim, meus amigos queridos, mas se estou a anunciar com tanto tempo de antecedência é para que possam poupar umas lecas para comprar alguma coisa de útil para os vossos lares!

Tem lá de um tudo, desde panos para psichés e mesinhas-de-cabeceira, a individuais para levardes o pequeno-almoço aprimorado à vossa cara-metade ou quiçá até aos vossos papás (no caso de viverdes ainda com eles, seus malandros…), saquinhos de ervas perfumadas para a roupa íntima, almofadas para repousar a cabecinha cansada depois de um dia inteiro de labuta e entre outras coisas mais, uns lindíssimos quadros, feitos por mãos tão prendadas quanto as minhas!!!

Estais pasmados agora, não??? Ai não sabiam que por trás desta aparência de insanidade total se escondia um coração doce e um talento inato para o artesanato????

E o motivo para tal obra de beneficiência??? Amigos meus! É nada mais nada menos que a recuperação e restauro da nossa belíssima igreja.

É que como sabeis, os nossos governantes pouco ou nada querem saber do património arquitectónico, e andando o nosso saudoso Sr. Abade Avelino anos a fio a poupar para as obras, deu-se agora, a exemplo de anos anteriores, seguimento às poupanças em venda de artigos por alturas do Natal…que o trabalho que vem sendo executado no telhado da igreja e nos frescos do tecto é todo feito por experts, e como toda a gente sabe, a perícia paga-se a peso de ouro…

Com a superior beatitude moral do costume da minha parte fazendo os trabalhos artesanais, coadjuvada pela minha sempre fiel e leal lugar-tenente Ana Maria (encarregada para o enchimento do bordado…e ajuda monetária para a emolduração também), é com uma pontinha de orgulho que vos apresento duas das pechinchas que estarão para venda num bazar natalício bem perto de si!

Apresentação1

Apresentação2

Reparem na delicadeza dos pontos! Não conseguem ver bem?? Pudera!!! Não é ao vivo e a cores… Imaginem então os amigos a perfeição da execução, nem uma falha…nem um ponto fora do sítio que cá me encarreguei eu do desenho e a cana trabalhava sempre que a minha escrava dava um ponto ao lado….

Um luxo é o que vos digo… e ainda por cima por uma boa causa… Ai que o meu lugarzinho catita já está quase assegurado no esplendoroso Reino dos Céus!

Inês