No capítulo anterior: Tinha eu contado aos amigos da pedalada, a quem aproveito para enviar amistosos cumprimentos, que o Alexandre caiu-me enfermo em casa faz domingo 15 dias.
Neste episódio: Mal começo a dar vivas de contente pelas melhoras do menino, na passada quinta-feira, ainda estávamos todos com os olhos meio arremelados de tão cedo que era, fica-me doente a primogénita.
“- Ò mãe, está-me a doer a cabeça!”- diz ela. Não lhe devia doer a cabeça, devia era doer o corpo todo, digo eu, tal era o estado febril em que se encontrava. Termómetro daqui, despe dali, espera que desespera e pimba-catrapimba, quase 39º de febre. Era o que eu temia. Entre várias tossidelas, algumas infelizmente bem directas à minha cara (acho até espantoso como ainda não me contagiaram com a peçonha), lá me dirijo ao telefone para fazer “a” chamada!
“ – Alô! Ana, minha querida irmã, era para ver se avisavas o Pai que a Sofia está com febre, pelo que não vou poder ir trabalhar hoje também…!”
Depois de uma pausa algo longa (em que a pobre devia estar a medir qual das mortificações devia ser a pior, se o comunicar ao Pai, se o ir trabalhar com o marido), lá acedeu um bocado a contra-gosto! Hoje, dia em que escrevo este texto, estou a ponderar seriamente recomendar ao Bom Deus a ascensão desta minha caridosa irmã ao tão almejado Reino dos Céus! É decididamente uma boa alma…Poderia até se assim o desejasse sentar o rabinho dela ao meu lado esquerdo nas almofadas celestiais…
Adiante! Atendendo que a miúda estava realmente doente, e mesmo tomando conta dos dois pimpolhos, o dia decorreu sem incidentes de maior. Desenhos animados e miminhos q.b mais Ben-u-ron com farturinha.
Devem compreender no entanto, que cinco dias de prisão domiciliária deitam abaixo qualquer cristão, pelo que o pedido de clemência veio sob a forma de marido, que decidiu meter meio dia para férias e fingir ser o enfermeiro-chefe nessa sexta-feira.
Fazia ele o almoço? Parece-vos mesmo??? E não é que quando chego para almoçar com o pessoal, vejo um menu completo em cima da mesa?? Sopinha quentinha de abóbora e bifinhos na caçarola acompanhados de batatinha frita…vejam bem que nem faltava uma garrafa de sumo de tangerina acabadinho de espremer… Um luxo, é o que vos digo! Tudo com os cumprimentos da minha sogra, pois claro!, que para tal bastou que o amado filhinho ficasse como que abandonado pelo estafermo da mulher (eu), para o poupar de encargos como o de cozinheiro. Se me alimentava bem enquanto fui eu a tomar conta dos meninos, já são outros quinhentos e ninguém quer saber disso para nada!
Ora depois de lerem esta verdadeira blogonovela, vocês devem andar a perguntar-se se seria a gripe A ou não, a maleita que grassou na minha casa! Pois meus caros amigos deixem que vos diga que não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe! O que tenho a certeza foi que nessa mesma sexta-feira levei os meninos à pediatra, para que auscultasse o pequenito e medicasse a Sofia. É que depois de estourar mais 60 mocas com a consulta (os outros 60 euros, tinha-os eu dado não havia um mês aquando da amigdalite do Alex, lembram-se?), quem não ia gastar uma fortuna com um pseudo-teste de gripe A, que ainda por cima se cura da mesmíssima maneira, era eu! Fiquei a saber que na salinha da minha filha há pelo menos três casos confirmados, por isso, façam as vossas apostas!!!!
Cenas dos próximos capítulos: Gostaria, Oh lá se não gostaria de vos dizer que findava por aqui esta epopeia da gripe, porém está-me cá a querer parecer que o Sr. Engenheiro é o próximo a ser atingido pela peste. O ranho já cá está e os arrepios de frio também. A ver vamos se terá o atrevimento de tossir para cima de mim!

