DE TANTO OLHAR O SOL

Poesia à Segunda
De tanto olhar o sol, 
queimei os olhos,
De tanto amar a vida enlouqueci. 
Agora sou no mundo esta negrura. 
À procura 
Da luz e do juízo que perdi.

Miguel Torga

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“Stay on the Safe Side: A Mission to Share the Road Responsibly”

Let`s look a trailer...

São cada vez mais os utilizadores de bicicleta nas cidades e esta convivência com os restantes utilizadores da estrada requer um nível de respeito que normalmente não encontro quando circulo na via.

Este excelente vídeo remete-nos para situações do quotidiano apontando algumas falhas de comportamento quer por parte de ciclistas e automobilistas. 

Poema da segunda-feira

Poesia à Segunda
Seria triste o poema que emana
Ou cheio de animação
Por começar outra semana

Seria chuvoso, frio ou cinzento
Ou alegre e cheio de graça
Pra jogar para longe o desalento

Seria tímido ou malicioso
Cheio de rimas ou sem métrica
Ou seria um poema dengoso

Seria um poema belo
Como nosso Grande Otelo
Ou simplesmente poema singelo

Poema de segunda-feira
Mas não um poema de “segunda”
Pois se há poesia, poesia nele abunda!

José Benício

olá abril

Aquilo qu`eu ovo

Tão rápido chegou abril que quase não tive tempo para escrever um post em condições!!! Não é que se tivesse o tal tempo ele pudesse ser melhor!!!

Abril, para além das chuvas mil que os ditados populares anunciam, espero possa ser um mês de concretização de algumas “aventuras mil”. Caso se concretizem irei partilhar convosco…

Até lá, deixo uma descoberta musical recente sobre a qual tenho dedicado algum tempo de escuta… chama-se Sara Cruz e tem uma voz bem bonita…

Um bom mês para todos, cheio de realizações…

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Sara Cruz – I Heard You’re Sleeping Alone  | Sara Cruz – Above Our Heads

Questões sobre o Caminho de Santiago sobre as quais ninguém pode dar a resposta exacta!!!

Caminho de Santiago

Antes da minha primeira aventura nos Caminhos de Santiago interroguei-me várias vezes sobre os mais variados assuntos relacionadas com o mesmo! Dúvidas, receios e o desconhecimento puro deste mundo das peregrinações… lancei questões na net, a amigos caminheiros, mas, ao fim de alguns caminhos percorridos vejo que, apesar de toda a boa vontade nas informações fornecidas, não existem respostas exactas e, algumas, só descobrimos pela experimentação – uma espécie de tentativa / erro.

Eis algumas das dúvidas que tive e que vejo colocadas em vários grupos e fóruns:

Devo comprar uma mochila de que tamanho?

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Alguém sabe qual o melhor tamanho? Eu não sei!!!

No meu primeiro caminho levei uma de 50l e, no inicio, parecia bastante pequena, passando o exagero, acho que só me faltou levar os lençóis e a almofada!!! Pois é, a mochila será sempre proporcional ao desapego a que nos propomos.

Na minha opinião uma mochila de 40/50 litros é mais que suficiente para fazer qualquer um dos caminhos, independentemente do número de dias e da época do ano, mas, poderão achar que não…

Qual o melhor calçado? Sapatilha ou bota?

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Perante a pergunta não irão faltar sugestões de marcas, modelos, etc, etc… uns vão dizer sapatilhas outros as botas, vai haver quem sugira alternar com a “pepete” (acho que é assim que se diz) aprendi este termo com o peregrino com os textos mais engraçado que passaram pelos Grupos do Caminho, Beto Muniz,  nem sei porque ele não fez um livro! Ahhh… pepete é uma sandália.

Neste particular é impossível aconselhar, só experimentando todos, eu cá prefiro a sapatilha e por sorte ou protecção tenho chegado sempre sem bolhas. Seja qual for o calçado escolhido, usem-no bastante antes, não importa que fiquem feios, porque ninguém vai para uma passerele, importa que fiquem “macios” para o pé.

Não se esqueçam, o pé fechado a caminhar longas horas vai, de forma natural, inchar, por isso, não se esqueça de comprar com uma folga para quando isso acontecer os seus dedos não ficarem esmagados lá na frente – alguns chegam a perder as unhas – e aí vai doer até a alma.

Quanto posso gastar por dia?

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Equação impossível de prever. Tudo depende de como querem fazer o caminho.

Versão básica de peregrino: dormir sempre em albergues municipais, carregar sempre a mochila, tal como o camelo carrega suas bossas, comprar os pequenos almoços e lanches no supermercado, confeccionar o jantar ou fazer jantares partilhados com outros peregrinos, dividir máquinas de lavar e secar e ainda assim ficar com folga para um ou outro menú de peregrino e umas cervejas – 1€ por Km – diz a minha experiência – mas há quem ache que não!

Qualquer outra versão de peregrino é sempre difícil de quantificar em Euros ou em qualquer outra moeda! 

Estas são algumas das dúvidas que recorrentemente vejo e que também coloquei a mim próprio!!! Tens mais alguma dúvida? Poderás deixar a questão na caixa de comentários, eu talvez não tenha a resposta exata, mas poderei dar a minha opinião.

Bom Caminho.