Utrecht e o maior parque para bicicletas do mundo!

É o qu`eu digo...

Pelo centro da cidade de Utrecht passam por dia, no seu movimento para as escolas, trabalho, estações de transporte público e trabalho, cerca de 100.000 mil bicicletas, isso mesmo, não há engano no número! 

A mobilidade urbana sustentada pela bicicleta é uma aposta muito grande por parte de quem governa a cidade, que pretendem que a mesma seja a cidade mais amiga para a bicicleta a nível mundial.

Para que isso seja possível foi necessário investir em infra estruturas e o resultado foi a criação de um mega parque de estacionamento, exclusivo para bicicletas… o maior do mundo, com capacidade para 12.500 bicicletas!

De seguida, partilho alguns números divulgados na página da cidade e um video bem ilustrativo de tudo que aqui foi relatado…

…boas pedaladas, mesmo que não haja na sua cidade parques como este!

Facts and figures

  • 96% of the households in Utrecht has 1 or more bicycles; 50% 3 or more
  • 59% goes to the city centre by bicycle
  • The two busiest bicycle routes of the Netherlands are situated in Utrecht
  • 33,000 cyclists along the busiest bicycle route in the city centre every day
  • 125,000 cyclists through the city centre every day
  • 25,000 cyclists through the city centre every day
  • 43% of all journeys shorter than 7.5 kilometres is made by bicycle
  • Bicycle parking places near Utrecht Central Station: 12,000 today; 33,000 by 2020
  • Utrecht is building the largest bicycle parking in the world (12,500 bicycles)

 

fonte  | www.utrecht.nl

RIP Luciano Berruti

É o qu`eu digo...

Luciano Berruti, um nome conhecido para todos os amantes do ciclismo clássico, criador do Museu da Bicicleta de Casseria, em Itália, e uma presença habitual das provas L`Eroica, faleceu ontem, aos 73 anos, vitima de enfarte, da forma como sempre levou a vida, em cima da sua bicicleta.

luciano-berruti

Eu como apaixonado pela beleza do ciclismo clássico e pela forma bela como a L`Eroica o promove, sempre tive por esta “personagem” um carinho especial… um olhar amistoso e sereno, um avó que qualquer um gostava de ter.

Na página do facebook do museu que ele próprio criou deixaram a seguinte mensagem: “Hoje pedalei com tanta força que cheguei até ao céu” 

Que descanse em paz…

luciano-berruti-si-preso-le-sue-rivincite-body-image-1463490508-size_1000

Cromo

Poesia à Segunda

andamos pelo mundo 
experimentando a morte 
dos brancos cabelos das palavras 
atravessamos a vida com o nome do medo 
e o consolo dalgum vinho que nos sustém 
a urgência de escrever 
não se sabe para quem 

o fogo a seiva das plantas eivada de astros 
a vida policopiada e distribuída assim 
através da língua… gratuitamente 
o amargo sabor deste país contaminado 
as manchas de tinta na boca ferida dos tigres de papel 

enquanto durmo à velocidade dos pipelines 
esboço cromos para uma colecção de sonhos lunares 
e ao acordar… a incoerente cidade odeia 
quem deveria amar 

o tempo escoa-se na música silente deste mar 
ah meu amigo… como invejo essa tarde de fogo 
em que apetecia morrer e voltar 

Al Berto, in ‘Salsugem’ 

Pedalar na cidade

É o qu`eu digo...

Gosto daqueles dias em que saio para pedalar sem quilómetros programados, sem horários para cumprir, sem rota delineada…

Deixar em casa as roupas de lycra, o conta quilómetros, manter desligadas as app do telemóvel para monitorizar a voltinha. Sair apenas… num ritmo que será ditado pela paisagem.

Permitir que a Dona Isaura deslize por ruas desconhecidas a uma velocidade baixa e permitir-me abstrair, direccionar a atenção para todos os pormenores que me escapam quando viajo de carro. Pega-la ao “colo” e percorrer escadarias que levam a lugares inacessíveis na cidade.

Parar para ver, ouvir, cheirar a cidade.

Há quem diga que o Porto não é uma cidade ciclável, mas eu, discordo… todas as cidade são ciclaveis, porventura, algumas com um esforço acrescido, ou então, fazendo como faço inúmeras vezes, desmonto e sigo a pé… acaba por ser bom seguir em ritmo ainda mais lento, ver as montras, entrar na loja, trocar dois dedos de conversa e seguir viagem.

Num tempo em que o Porto está “na moda” também é bom fazer uma paragem “técnica”, para um café, numa qualquer esplanada e ficar a observar o corrupio dos turistas, os que chegam cheios de ilusão, os que partem já com a saudade marcada no rosto, os perdidos, sempre com o mapa na mão, os que gostam de registar todos os momentos em múltiplos clicks nas suas câmaras… o colorido auditivo que trazem para a cidade quase abafa o sotaque do Norte!

Pedalar na cidade é apenas viver a cidade…

20686422_193473127858858_8003119266251407360_n