Terra dos Meus Amores

Poesia à Segunda

Terra dos meus amores

Ó terra da minha dor

Chora o vento na tua voz

O mar ameaça nos teus gestos

 

No fundo dos séculos sobe o rumor

De idade concreta – 500 anos

Do fundo dos séculos chora o vento

Na voz da terra – meu amor

 

O mar ameaça nos teus gestos

Ó terra da minha dor

Bloqueio mordaça bloqueio

Terra dos meus amores

 

Soluça o vento na tua voz

Ameaça o mar nos teus gestos

Bloqueio mordaça bloqueio

Na tua face de rompido espanto

 

Agora a luta ontem o desespero e dantes as lágrimas

Ó terra da mina dor

Estrela salgada de 10 braços

E em cada braço mil esperanças

Ovídio Martins

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Fotos & Factos

É o qu`eu digo..., ZOOM

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foto  |  nelson branco

Empresa das Lousas de Valongo SA – Campo e Sobrado (Valongo)

“A Empresa das Lousas de Valongo, SA foi fundada em 1865 para abastecer Inglaterra e os Estados Unidos de ardósia para telhados, pavimentos e revestimentosmaterial isolante e pedras para bilhares.

Hoje em dia, a produção incide no fabrico de chapas e ladrilhos clivados, serrados e polidos, embora continue a especializar-se nos produtos acabados, atrás referidos.

Os mercados principais são Alemanha, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Japão e Inglaterra.

A “Pedreira da Milhária” é a pedreira mais antiga em actividade de que há registo em Portugal, possuindo 15 ha de área extractiva e reservas para vários anos. A ELV é ainda proprietária de mais de 100ha de área extractiva na faixa lousífera de Valongo, possuindo grandes reservas. A Milhária é a maior exploração a céu aberto de ardósia em Portugal, sendo a extracção quase totalmente mecanizada.

 Toda a ardósia comercializada é extraída da mesma pedreira, por extracção a céu aberto e degraus direitos descendentes.

A pedreira está assente numa estrutura intitulada “anticlinal de Valongo”, que permitiu o afloramento da ardósia e a sua exploração à superfície. A ardósia data do período Ordovícico, aproximadamente com 450 milhões de anos.

 A ELV tem realizado grandes investimentos nas áreas de extracção e transformação, o que lhe permite estar na vanguarda da produção de ardósia, oferecendo uma elevada gama de produtos com uma qualidade reconhecida mundialmente.

 A ardósia é extraída, na pedreira, em grandes blocos de, aproximadamente 16 tonelada que, depois de cuidadosamente inspeccionados são seleccionados e encaminhados para os sectores da transformação.”

fonte  |  valongoslate.pai.pt

Aventura nas Hébridas Exteriores

É o qu`eu digo...

Huw Oliver e Annie Lloyd-Evans, escoceses, guias de caminhadas, aventuram-se num percurso de 116 quilómetros. percorridos ao longo de 5 dias nas Hébridas Exteriores, também conhecidas como Ilhas Ocidentais, alternando segmentos de ciclismo com travessias em packrafting.

Esta trilha desafiadora, um pedaço de paraíso na terra, com praias de areia branca, com animais e plantas selvagens é um local deslumbrante para os amantes de emoções fortes.

Podia falar um pouco mais sobre esta região, mas perante as fotos que vos deixo, as palavras perdem o poder que lhes assiste!!!

Bora lá pedalar aqui? 

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fonte  |  bikepacking.com

Ecopista do Rio Minho

Ciclovias e Ecopistas

Arrebatando recentemente o terceiro lugar na cetegoria de Excelência nos European Greenways Awards, competição que premeia as melhores vias verdes europeias,  a Ecopista do Rio Minho deu um salto, para o topo, na minha lista dos locais a descobrir. Rumo ao norte, lá fui aferir da justeza do galardão. 

Esta ecopista que nasceu no antigo ramal ferroviário que ligava Valença a Monção,  divide-se em dois segmentos, o de Valença (9 km) e o de Monção (6 Km), fazendo a junção em Friestas / Lapela, perfazendo o percurso um total de 15 Km, um traçado sem qualquer dificuldade, sempre paralelo ao rio.

O PERCURSO:

129,769 | VALENÇA
                 | Ganfei
132,432 | GANFEI
135,244 | VERDOEJO
137,079 | FRIESTAS
140,300 | LAPELA
                 | Troporiz
142,381 | Senhora da Cabeça
146,152 | MONÇÃO

Legenda: ESTAÇÃO  |  Apeadeiro

O Percurso de Valença inicia-se na Casa da Linha, na Ponte Seca, segue depois em direcção a Monção por entre campos de cultivo e vinhas, numa pista de cor vermelha já bastante esbatida pelo tempo. Ecopista partilhada com os amantes das caminhadas e dos patins.

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“A fundação do mosteiro foi feita no período visigótico. Segundo uma inscrição no claustro o mosteiro foi destruído no ano 1000 pelo chefe árabe Almançor, nascido em Mação, sendo reconstruido em 1018 sob o patrocínio de Ganfried ou Ganfei, um cavaleiro francês que se tornou um santo, derivando do seu nome o nome da povoação e do mosteiro.

No século XVIII construíram-se as novas fachada e capela-mor, mantendo o restante da traça românica. Em 1760 foram transferidos os restos mortais de S. Ganfei para a igreja.”

Adiante pode visitar-se a Zona de Lazer da Pesqueira dos Frades, em Verdoejo,  aqui, pode também encontrar o Cemitério Medieval e o Cruzeiro do Adro Velho.

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A ponte metálica sobre o Rio Manco, foi a primeira ponte metálica ferroviária, deste género, a ser construída em Portugal, logo, mais um local de paragem obrigatório para o registo fotográfico.

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As várias estações e apeadeiros que fui encontrando pelo caminho, encontravam-se  quase todas fechadas e, algumas, com sinais de vandalismo, no entanto, os wc`s junto das mesmas, encontram-se disponíveis a quem quiser utilizar ou somente visitar! (riso)

Seguindo viagem entramos no troço de Monção, este de cor amarelada, cujo o terminus se situa no Lugar da Barca, Lodeira,  junto à EN 403, estrada que dá acesso à ponte internacional. Mas até lá ainda temos muito para ver…

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Este segmento do percurso é igualmente belo e tem também os seus pontos de interesse. Desde logo a passagem por Lapela, um pequeno núcleo habitacional de onde se destaca a Torre Medieval, atribuída ao reinado de D. Afonso Henriques, fazia parte da cortina defensiva de fronteira. O Castelo em redor foi demolido por volta do ano de 1706, reinado de D. João V, para a construção da praça de Monção, ficando apenas erguida a torre de menagem. “A Torre de Belém do Minho” – dizem alguns dos habitantes do local!

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Outro ponto de paragem obrigatória é o Miradouro de Troporiz, um recanto bucólico do percurso, um verdadeiro postal com o rio a ter papel de protagonista. 

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Continuando a pedalada por paisagens sempre agradáveis chegamos ao final do percurso… aqui, para aqueles a quem o trajecto abriu o apetite existe um estabelecimento de fast-food.

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Concluído o percurso era hora de regressar ao ponto de partida e fazer a avaliação.

Destaco como pontos mais positivos desta Ecopista: a beleza paisagística do percurso, a tranquilidade do mesmo e a possibilidade de aliar à diversão da pedalada alguns conhecimentos históricos através do património que vamos encontrando.

Os negativos são: o encerramento e vandalismo dos edifícios das estações e as barreiras que condicionam a circulação de outros veículos na ecopista, que para além de estarem parcialmente destruídas, são obstáculos aos utilizadores. Poderiam ser substituídas por pinos.

Deveriam ser corrigidos alguns pormenores como a limpeza e reparação do pavimento em alguns pontos do percurso, recolocar a sinalética vertical e os painéis informativos.

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Embora não tenha tido a felicidade de pedalar nas restantes ciclovias nomeadas, acho que o prémio recebido é merecido… Uma excelente ciclovia para descobrir em qualquer altura do ano.

A mim foi-me sugerido pelo Paulo Almeida, do blogue nabicicleta, o outono… não sei como será percorrer esta pista nas outras estações, mas pelo que vi e registei, esta é, de facto, fantástica.

Aventurem-se na descoberta, boas pedaladas.