Como é Belo Seu Rosto Matutino

Poesia à Segunda

Como é belo seu rosto matutino
Sua plácida sombra quando anda

Lembra florestas e lembra o mar
O mar o sol a pique sobre o mar

Não tive amigo assim na minha infância
Não é isso que busco quando o vejo
Alheio como a brisa
Não busco nada
Sei apenas que passa quando passa
Seu rosto matutino
Um som de queda de água
Uma promessa inumana
Uma ilha uma ilha
Que só vento habita
E os pássaros azuis

Alberto de Lacerda, in ‘Exílio’

Cycl’in Portugal começa a pedalar nas Aldeias do Xisto

Informativo
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foto  |  fotoxisto.aldeiasdoxisto.pt

“Protocolo quer promover o país como “um destino de excelência para os amantes da bicicleta e todas as suas modalidades”.

O projecto-piloto promovido nas Aldeias do Xisto vai servir de exemplo ao que a secretaria de Estado do Turismo, o Turismo Centro de Portugal e a Federação Portuguesa de Ciclismo querem ver aplicado na região e no resto do país: uma aposta na utilização da bicicleta, não só enquanto “incentivo à prática do desporto de competição e para uma vida mais saudável”, mas também como uma mais-valia no turismo.

É neste último sector que se concentra a acção firmada no protocolo Cycl’in Portugal, que vai ser assinado pelos representantes das quatro entidades no próximo dia 8 de Fevereiro, na Lousã. O objectivo é concertar esforços na promoção do ciclismo e do turismo em bicicleta em Portugal, “reconhecendo a sua importância para a afirmação do turismo activo e de natureza e o seu papel importante para um caminho de desenvolvimento”, referem em comunicado.

O plano de intenções passa pela criação de infra-estruturas e equipamentos que possibilitem a prática das diferentes modalidades, pela captação de agentes ligados ao sector e pela capitalização económica desse trabalho em prol do desenvolvimento dos territórios, enumera o documento.

Esta estratégia, afirmam, já é seguida “há bastante tempo” pelas Aldeias do Xisto, onde “todos os ingredientes estão a funcionar em pleno”. O projecto, que liga diversas localidades em 20 municípios da região Centro, tem sido pioneiro na criação de infra-estruturas e na disponibilização de equipamentos associados à bicicleta (desde centros de BTT ao traçado de circuitos para bicicletas, por exemplo), no lançamento e certificação de serviços turísticos (como a rede de “bikotels”) e na promoção da região alicerçada nos valores e recursos do território.

Todos argumentos que colocam as Aldeias do Xisto “na linha da frente para a liderança do projecto Cycl’in Portugal”, segundo Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo. “Parte da estratégia de afirmação internacional do destino Centro Portugal ancora-se no produto turismo de natureza e activo, bem como na dimensão cultural da genuinidade e das vivências”, sublinha Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, recordando que a entidade tem “convergido para as Aldeias do Xisto enquanto destino de referência para a estruturação de marketing destes produtos”.

O protocolo conjunto é assinado na próxima quarta-feira pela secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, pelo presidente da Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto (Adxtur), Paulo Fernandes, pelo presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, e pelo presidente da Federação Portuguesa do Ciclismo, Delmino Pereira.”

fonte  |  http://fugas.publico.pt

Fotos & Factos

ZOOM

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foto  |  nelson branco

Terminal de Cruzeiros de Leixões – Matosinhos

“Em 24 de julho de 2015, foi inaugurado o novo terminal de cruzeiros de Leixões, uma estrutura de 40 metros de altura e com 18.500 metros cúbicos de betão. O novo terminal poderá chegar aos quase 130 mil passageiros por ano, em 2018.

A primeira pedra da estrutura foi lançada durante o executivo do primeiro-ministro José Sócrates, em março de 2010.

A estrutura em espiral do novo terminal de cruzeiros está revestida de cerca de um milhão de azulejos brancos fabricados pela Vista Alegre. Até julho de 2015 o novo terminal já recebeu 90 navios cruzeiro, mais 12 por cento que em todo o ano de 2014, o que se traduziu em “cerca de 90 mil passageiros e 45 mil tripulantes”, na sua maioria britânicos (44%), seguidos de turistas alemães (16%) e norte-americanos (15%).

De acordo com um Estudo de Viabilidade do projeto do novo Terminal são esperadas, em 2018, cerca de 111 escalas de navios de cruzeiro, para além de 126.500 mil passageiros.[2]

Em fevereiro de 2017, foi distinguido pelo sítio arch daily, vencendo o prémio de edifício do ano na categoria “Arquitetura Pública””

fonte  |  Wikipédia

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fonte  |  sanindusa

“Bicicleta de ministro roubada durante conferência sobre mobilidade”

Informativo

Infelizmente estas situações estão sempre a acontecer e pelo que vejo não há uma solução capaz de terminar com este tipo de acções criminosas!!!

2017-02-14-belga

“A bicicleta do ministro da Mobilidade e Obras Públicas da região flamenca da Bélgica, Ben Weyts, foi roubada quando este participava hoje numa conferência de imprensa sobre vias para ciclistas, informou o diário belga “De Standaard”.

Weyts tinha chegado na sua bicicleta à estação de Halle, que fica perto da sua vivenda na localidade de Beersel, no sul da Flandres, onde anunciou aos meios de comunicação social um conjunto de investimentos em mobilidade e em infraestruturas para ciclistas, entre outras medidas.

Ao terminar a conferência de imprensa, o ministro dirigiu-se ao exterior da estação com um grupo de fotógrafos, precisamente para captar imagens do responsável na sua bicicleta. Foi nesse momento que descobriu que esta tinha sido roubada.

Em declarações à televisão pública flamenca VRT, Weyts garantiu que o veículo estava bloqueado com um cadeado e manifestou-se esperançado que a polícia consiga descobrir e apanhar o ladrão, graças a imagens das câmaras de segurança no local.”

fonte  |  jornal de notícias
Leia mais: Bicicleta de ministro roubada durante conferência sobre mobilidade http://www.jn.pt/mundo/mundo-insolito/interior/bicicleta-de-ministro-roubada-durante-conferencia-sobre-mobilidade-5667191.html#ixzz4Ykc2cEF2
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“Ele nunca teve triciclo em criança e agora abriu um museu”

Let`s look a trailer...

Esta é a história de um homem que em criança nunca teve um triciclo, nem ele, nem os irmãos. Talvez marcado por esse episódio de infância, aos 18 anos, adquire o seu primeiro triciclo e daí até ter umas dezenas foi sempre a andar!!!

Recentemente, abriu um museu, em Mesão Frio,  dedicado a este brinquedo… para que os mais velhos possam recordar e os mais novos tomarem conhecimento dos brinquedos no passado

Veja a reportagem aqui:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/sociedade/ele-nunca-teve-triciclo-em-crianca-e-agora-abriu-um-museu/5899d40f0cf237f3233c9733/2

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Coisas de infância

É o qu`eu digo...

Ontem ao ler um artigo publicado pelo Paulo Almeida no blogue, na bicicleta, sobre o facto de, actualmente, muitos jovens, de 11/12 anos, nunca terem andado numa bicicleta, levou-me a recuar umas dezenas de anos até à minha infância… até ao quintal da avó Isaura… 

Este quintal, nas traseiras da casa, era um local mágico, estendia-se até aos quintais vizinhos, era enorme à escala do meu ser… tinha uma horta, um poço, paredes para trepar e por vezes esfolar os joelhos, tinha galinhas, coelhos e pássaros, tinha a gata persa, tinha o Jackie, um pequeno cão rafeiro branco e castanho, tinha um palheiro (celeiro) feito de lousa e soletos como manda a tradição aqui por estas terras.

Até ter idade para brincar na rua, este era o meu mundo fantástico… sem consolas, telemóveis ou outro qualquer aparelho eletrónico, construí aqui milhares de aventuras. Aqui aprendi a andar de bicicleta pelas “estradas”de lousa, subia aos muros de xisto para falar com os meus amigos que tal como eu ficávamos em prisão domiciliária, procurava minhocas e outros bichos para oferecer aos galináceos, arrancava as leitugas para os coelhos, ajudava a avó a tirar água do poço, para regar as plantas – e o fascínio de ouvir o balde precipitar-se sobre a água lá no fundo!!  No palheiro, haviam ferramentas variadas, da foice à sachola, da turquesa ao formão… hummm que maravilha para uma criança tantos instrumentos pontiagudos !!! O prazer da descoberta às vezes lá levava a uns acidentes, uns dedos esfolados… mas nada de grave perante o prazer de fazer coisas.

Talvez as crianças de hoje não tenham esta sorte de ter um lugar mágico para descobrir coisas, para brincarem de facto, talvez não lhes reste mais que os 30m2 da sala com todos os aparelhos eletrónicos, talvez não tenham um espaço à porta de casa para andar em segurança de bicicleta, ou talvez, falte vontade aos pais para os levar à descoberta.

Tive a sorte de ter este espaço e de ter um super-herói que mesmo sem capa, nos levava a voar pelos campos e montes circundante sempre à descoberta de algo… e quando cresci… ia com os amigos, mas isso, são histórias para outra publicação.

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