Sexta-feira

É o qu`eu digo...

Quanto mais o fim de semana se aproxima mais vontade fico de sair do trabalho a todo gás…

Bom fim de semana, divirtam-se… sejam felizes!

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Off road

É o qu`eu digo...

Quando  os dias quentes se vão e levam consigo a vontade de pedalar à beira mar ou à beira rio, quando a nortada e a forte ondulação me afastam da orla costeira começo a sentir o apelo do monte, do cheiro a terra acabada de molhar, do pés ensopados envoltos de lama, do cheiro intenso a eucalipto que se mistura no ar fresco outonal e me refresca os pulmões… 

Tenho sorte de viver a escassos metros do Parque das serras do Porto e poder aventurar-me nos trilhos de btt que percorrem as serras de Santa Justa e Pias e montes de Sobrado, vários percursos devidamente sinalizados e com vários níveis de dificuldades.

Mergulhar neste manto verde é uma excelente terapia… pena é que não o possa fazer todos os dias! 

Fica o convite, venham conhecer…

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Descida do Rio Coura

É o qu`eu digo...

Já tinha saudades… de escrever, de ler os meus textos neste fantástico blogue e, sobretudo, saudades destas aventuras a quatro.

Escrever sobre o que se passou no dia 04 de outubro não é fácil mas é a minha quota nesta aventura. Será, seguramente, mais entediante do que ver as fotos e/ou os vídeos mas a vida é mesmo assim: cada um nasce para o que nasce…

A ida ao Minho – outra vez – já estava há muito nos planos. “Durante a primavera é que deve ser porreiro” diziam uns. “No verão deve ser ainda melhor”, atiravam outros. Fomos no outono, num dia de temperaturas primaveris e com saber a verão.

À hora marcada, mais coisa menos coisa, lá partimos. Os quatro do costume a caminho de Caminha. E nada de autoestrada porque o condutor conhece cada canto e recanto deste cantinho. E lá fomos em ritmo de passeio. E antes de Caminha fica… as bolas do Natário. Desta feita não foram as originais mas as do Zé que também tem umas belas bolas… de Berlim. E lá foram três bolas (explicar o porquê de serem apenas três seria complicado e no fim continuaríamos sem entender a razão). Adiante…

Viana continua encantadora como sempre. Sem carros no centro e com um grande parque de estacionamento… gratuito. Ai se a moda pegasse!!!!

Forrado o estômago seguiu-se o tratamento às vistas. Fazer a nacional 13 entre Viana e Caminha é um verdadeiro regalo. O sol continuava a iluminar o caminho, fosse espelhado no mar ou no rio fosse reluzindo no extenso arvoredo que ladeia a estrada.

Chegados a Caminha dirigimo-nos ao restaurante previamente escolhido, contudo, cumprindo uma tradição inexplicável, estava fechado para férias. Mas, como sempre, a solução de recurso não se mostrou pior opção, bem pelo contrário. No restaurante do Sporting Clube Caminhense despachamos três robalos e quatro acompanhamentos (a explicação continua a ser complicada). O atendimento é cinco estrelas.

Seguiu-se um passeio pela zona antiga mas bem conservada de Caminha. É um postal que nos encanta e nos faz viajar. E lá chegamos ao destino. Bem no centro da cidade fica a Minh’Aventura. O Sérgio e a Diana foram os nossos anfitriões. Alguns (muitos) minutos depois estávamos equipados a rigor e prontos para seguir para o ponto de partida. Depois de uma curta viagem de carrinha, chegamos ao local mítico onde em agosto a música ganha uma nova vida: Vilar de Mouros. Não houve tempo para contemplações pois estava na hora de nos fazermos ao caminho. E desta vez o meio de transporte era bem diferente, assim como a via. Com malta experiente, seja por ação ou omissão, tudo se torna mais simples. Coletes postos e veículos no rio. Três kayaks, cinco homens e um rio (Coura) para descer. Os maiores num, os menos grandes no outro. No outro ia o Sérgio… coitado!!! Uma breve explicação sobre o trajeto e lá fomos nós para a água (bem fresquinha por sinal). Os primeiros metros foram de estudo que redundou numa grande reprovação. Ainda não tinham passado 300 metros e zás: embarcação virada e homens à água. Comprovadamente fresquinha.

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Retomados os lugares a aventura prosseguiu sob o olhar atento do Sérgio. Atento e muitas vezes perplexo. Aqueles quase todos quarentões prosseguiram em marcha lenta rio abaixo, ora contemplando a fantástica paisagem, ora encarnando jovens adolescentes em animadas pagaiadas… não na água mas nos companheiros de viagem.

A descida do rio Coura faz-se tranquilamente havendo apenas a necessidade de alguma atenção para a vegetação que em algumas zonas cobre a quase totalidade do leito do rio. Mas o silêncio e a tranquilidade abafam todo e qualquer obstáculo.

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Os primeiros quatro quilómetros fazem-se por um rio estreito ladeado por densa vegetação por onde o sol só entra a espaços. Finda esta parte do percurso segue-se uma pausa para recuperar. Um mergulho, que a temperatura da água e a forte corrente não permitem mais, e uma conversa animada preencheram estes breves minutos.

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De regresso ao kayak, a paisagem muda por completo. O leito do rio “abre-se” e a densa vegetação dá lugar a extensos canaviais. E o sol continua lá em cima a brilhar. Com a meta à vista uma nova queda.

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Na tentativa de recriar a célebre imagem do Titanic, a outra dupla foi à água. Pelo meio umas valentes gargalhadas e a certeza que nos últimos três quilómetros fizemos mais de quatro mil metros. No final estávamos todos felizes da vida, sobretudo o Sérgio por ter conseguido ver-se livre de nós.

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De novo com a farda à civil, abancamos numa pastelaria bem no centro de Caminha. E no fim foi tudo com a telha para casa (doce tradicional da região).

E assim se passou mais um dia que irá, certamente, para a galeria dos notáveis. Quando a companhia é boa tudo se torna prazeroso.

Até à próxima!!!!! Sistelo?????

texto  |  PF

O Amor é o Amor

Poesia à Segunda

O amor é o amor — e depois?! 
Vamos ficar os dois 
a imaginar, a imaginar?… 

O meu peito contra o teu peito, 
cortando o mar, cortando o ar. 
Num leito 
há todo o espaço para amar! 

Na nossa carne estamos 
sem destino, sem medo, sem pudor 
e trocamos — somos um? somos dois? 
espírito e calor! 

O amor é o amor — e depois? 

Alexandre O’Neill, in ‘Abandono Vigiado’