Crónicas do Caminho de Santiago – Porto / São Pedro de Rates

Caminho de Santiago

Estes escritos que hoje inicio visam relatar a minha experiência no Caminho Central Português a Santiago e, eventualmente, serem uma ajuda para futuros peregrinos a Santiago.

1ª Etapa

Porto (Sé) – São Pedro de Rates – 37,5 Km

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Depois de longos meses de espera, de muita coisa lida e ouvida sobre o caminho, a expectativa estava ao rubro no dia do arranque da grande caminhada e nem o dia negro e a chuva intensa abalaram o meu entusiasmo. Não era o tempo que imaginei… mas funcionou como uma espécie de bênção para o que havia de vir.

A beleza da cidade Invicta é inspiradora e não podia faltar um registo da partida mesmo tendo de arriscar o afogamento da máquina fotográfica…

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Das muitas coisas que li sobre esta etapa é que o percurso depois da saída do Porto não é nada interessante do ponto de vista paisagístico, histórico e cultural, dando como sugestão a utilização do metro em parte do percurso, sugestão que concordo em pleno.

Podem apanhar o metro nas estação Carolinha Michaelis e seguir até à estação de Araújo, evitando cerca de 9 km de uma estrada bastante movimentada onde por vezes as bermas da estrada são o “caminho”, ou então, seguir até Vila do Conde e retirar ao extenso percurso cerca de 20 km.

Ja o Porto era um ponto no infinito, aportamos numa tasca para a refeição, uma sande de panado, trazida de casa e não fosse o tacho de arroz, embrulhado em jornal, demasiado pesado também teria vindo. Em boa verdade, em termos de alimentação o abastecimento está sempre garantido ao longo de todo o caminho, em mercearias e cafés, pelo que, não necessitam de carregar peso desnecessário em mantimentos. Apesar de ao longo do percurso haverem bastantes fontes, uma garrafa de água não deve faltar na mochila, a grande maioria das fontes desaconselha a sua ingestão.

“Rápido” chegamos a Rates… aqui a paisagem começa a ganhar uma outra beleza… 

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Alcançado o Albergue (ver Albergues do Caminho), um único peregrino, Eusébio, nome de craque, um simpático italiano com quem travei conhecimento… e que nos dias seguintes veio a tornar-se o 4º elemento do meu/nosso grupo.

O albergue dispõe de uma cozinha que possibilita preparar uma refeição e a poucos metros existe uma mercearia para a aquisição dos produtos. Em alternativa, existe a uma centena de metros um pão-quente, para um lanche reforçado, ou então, esta é a minha sugestão, uma pizzaria perto da igreja. Umas pizzas maravilhosas e a um preço de saldo!!!

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A igreja de São Pedro de Rates é um belíssimo templo monástico documentado já no séc. XI, tendo sido doado pelos condes D. Henrique e D. Teresa à Ordem de Cluny. Vale a pena a visita deste núcleo central do povoado.

Depois do jantar e de regressar ao albergue parecia que o dia havia terminado da melhor forma, mas o “caminho falou”… e apresentou-nos o António, alberguista em Rates, que muito bem nos acolheu e mostrou-nos o porquê deste caminho ser tão mágico… Terminamos a noite com um suplemento energético, os bolinhos da D. Maria, superiormente acompanhados por uma queimada galega que para além de aquecer o corpo, aqueceu muito mais a alma.

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a aventura segue dentro de momentos…

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