Crónicas do Caminho – Olveiroa – Finisterra

Caminho de Santiago

As previsões da meteorologia eram de chuva forte para o dia desta etapa e esses prognósticos concretizaram-se para mal dos meus pecados!!!

O dia arrancou no restaurante do albergue com um pequeno almoço à moda da Galiza e com as compras de mantimentos para o dia de caminhada.

Pouco depois da saída tivemos de contornar o primeiro obstáculo, devido às fortes chuvas o ribeiro local transbordou o que obrigou a seguir pela estrada cerca de 500 metros, voltando a entrar no percurso um pouco mais a diante… apesar de por esta altura já estar ensopado até aos ossos não consegui evitar um sorriso vendo um companheiro coreano completamente petrificado a olhar para o ribeiro, quem sabe, à espera que a água parasse de correr! Moisés teria resolvido o nosso problema.

Este trajecto que nos levaria a CEE ainda guardava algumas surpresas, como a “piscina olímpica” que tivemos de atravessar, já que não caminhamos sobre as águas. Água fresquinha, pelos tornozelos… nem valeu a pena tirar as sapatilhas!

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Numa encosta completamente exposta, fomos presa fácil ao vento e à chuva… por caminhos mais ou menos sinuosos chegamos a Hospital, o nome desta povoação tem origem num antigo hospital de peregrinos que existiu no séc XII. É também aqui que podemos fazer a opção de seguir pelo caminho que nos leva a Finisterra, ou então, na direcção oposta, até Muxia. Nós optamos por seguir a Fisterre.

Também em Hospital temos um café, o último, nos próximos 15 km (!), este percurso foram os piores quilómetros de todos que fiz no caminho se Santiago… o tempo quase não permitiu tirar os olhos do chão, mas quando tirava pouco via, uma vez que o nevoeiro cerrado apenas permitia ver, no máximo, a 50 metros, a chuva era intensa e o vento, de frente, com rajadas fortes, provocava um grande desgaste, aliado a tudo isto o terreno tem bastante pedra solta e encontrava-se ensopado o que agravava o desgaste físico e mental.

No final deste percurso encontramos uma descida íngreme até CEE. A povoação de CEE é uma das mais antigas da Galiza e daqui seguimos até Curcubión.

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Na história do caminho, sempre se caminhou de Olveiroa a Finisterra, mas nos dias que correm, com mais opções de alojamento, pernoitar em Corcubión é uma opção válida, deixando cerca de 15 km para o dia seguinte.

Nós continuamos, debaixo do mesmo temporal e o que poderia ser um passeio triunfal até Finisterra foi mais uma luta mente vs corpo para terminar a etapa, valeram as injecções de motivação vindas da paisagem com quadros como este que se segue.

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Apesar de tudo destaco o passeio marítimo, de quase três quilometros, junto à praia da Langosteira… num dia solarengo deve ser bastante prazeroso.

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Neste dia, as péssimas condições atmosféricas e a consequente falta de visibilidade mais o cansaço extremo adiaram a ida ao Farol de Finisterra para o dia seguinte. A desmotivação era tal que considerei, depois da subida ao farol, no dia seguinte, rumar de camioneta a Muxia.

Mas nem tudo foi mau neste dia, o albergue era bem engraçado e estava quase por nossa conta.

O caminho volta dentro de momentos…

(caso entendam, partilhem este post e se ainda não são seguidores façam um GOSTO na página do blog no Facebook… aqui)

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2 thoughts on “Crónicas do Caminho – Olveiroa – Finisterra

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