PR3 – Rota da Penha – Guimarães

Caminhadas

Depois de já ter percorrido os PR`s 1 e 2, Rota de S. Torcato e da Citânia, respectivamente, regresso, a Guimarães, para fechar o ciclo dos percursos pedestres da cidade.

Este percurso de pequena rota de âmbito histórico-cultural, ambiental e paisagístico, com uma extensão de aproximadamente 8.5 Km, tem início junto Igreja de Nossa Sra. da Consolação e Santos Passos (S. Gualter). Com um grau de dificuldade fácil / moderado (já que há que vencer um desnível de aproximadamente 400 metros) este percurso transporta-nos para um espaço fascinante, onde grutas, penedos, desfiladeiros, fontes e árvores de grande porte são os principais atractivos.

A Penha, espaço onde predominam as rochas graníticas, é ocupada desde o período pré-histórico, no entanto, foi nos últimos séculos que se intensificou essa relação dos homens com o espaço.

Mas vamos lá ao percurso…

Conforme referi o percurso inicia-se junto da Igreja de Nossa Sra. da Consolação e Santos Passos. As origens da igreja remontam a uma pequena ermida, dedicada a Nossa Senhora da Consolação, mandada construir em 1576. No entanto, só em 1785 é concluída a nova igreja, exemplar da arte barroca e património de interesse público.

Ainda mal tinha arrancado verifiquei que tinha tomado a direcção errado, ou seja, segui pelo caminho que deveria fazer em sentido descendente!

Para os que pretenderem fazer este caminho, estejam atentos, logo que encontrem o jardim em frente a um parque de estacionamento, +/- 200 metros do início, devem seguir à esquerda na direcção da entrada do teleférico, nós, seguimos em frente e começamos logo a sentir o desnível do percurso, nada de grave, pois adiante corrigimos o percurso e lá fomos na direcção do Mosteiro de Santa Marinha da Costasegundo a tradição, o convento foi fundado em 1154, pela rainha D. Mafalda, mulher de D.Afonso Henriques, que o doou aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. Em 1528 esta ordem religiosa foi substituída pelos monges de S. Jerónimo. A anteceder o templo existe um escadório da segunda metade do séc. XVIII, e, subindo-o, chegámos à igreja, de fachada rococó. Actualmente funciona como Pousada Histórica. (ver aqui)

Daqui, percorrendo caminhos estreitos e sinuosos, dando inicio à subida da serra… esta primeira fase, apesar de bonita, não tem nada de extraordinário… o melhor está reservado lá para a segunda metade da etapa de montanha.

Antes de lá chegar quem apareceu, sem convite, foi a chuva! Não estava prevista e apanhou-nos desprevenidos… uma pequena paragem debaixo de um telheiro foi o suficiente para evitar uma molha. Seguimos e logo se instalou a dúvida…

Optamos pela direcção mais longa e mais difícil… mas valeu a pena… pois fomos brindados com belos cenários, paisagens idílicas e cheias de charme natural.

Levados pela corrente verde do trilho lá fomos desaguar junto da Capela de São Cristóvão, capela erguida ao lado de uma torre acastelada e sobre enormes penedos, é mais um local de culto na Penha. O Local é muito frequentado por crentes, principalmente por motoristas e taxistas, de quem é considerado patrono da classe profissional.

Junto à capela existe uma escadaria que nos conduz à Gruta de Nossa Senhora do Carmo, local onde em 1702, um ermitão de nome Guilherme Marino, oriundo de França, que depois de deambular por terras da Galiza e do norte de Portugal, se fixou numa das várias grutas naturais aí existentes.

Mais tarde, o ermitão, terá mandado esculpir uma pequena imagem da Virgem e a terá colocado para devoção. Terá sido esse o momento “zero” da criação da Ermida da Senhora do Carmo.

A tarde já se havia instalado tal como a fome… uma pausa para comer algo e recuperar do esforço da subida imponha-se e foi o que fizemos nas proximidades do Santuário da Penha, uma obra construída quase toda em granito da região, com o objectivo desta se integrar no ambiente circundante. As suas linhas, modernas para altura, não seguem as formas tradicionais, sendo sempre linhas rectas, estando integrada no estilo “Art Deco” da década de 30.

Por detrás do Santuário temos uma vista soberba sobre a cidade… não deixando ninguém indiferente à beleza natural do Minho.

Dali também podemos observar o vai-vem das cabines do Teleférico, não é que já não as tivéssemos visto ao longo do percurso, vimos e desejamos lá estar, mas não teria sido a mesma coisa! Mas agora, não resistimos à vertigem da viagem… até porque, parte do percurso, seria pelos trilhos percorridos.

Regressados à base damos por terminada a Rota da Penha e partimos para uma visita por alguns pontos turísticos da cidade que falarei numa outra publicação.

Até lá, boas caminhadas.

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