O triunfo de Joaquim Leão na Volta a Portugal

É o qu`eu digo...

Joaquim Leão é um conterrâneo e um campeão, o Ti Quim, como carinhosamente o tratam, um “produto” que esta terra de Vallis Longus, mais concretamente a freguesia de Sobrado, deu a conhecer ao mundo. E quando se fala em campeões nesta modalidade, não é um caso isolado por estas bandas, partilha o palco da fama com Fernando Moreira e mais recentemente Nuno Ribeiro

Hoje a Volta faz passagem aqui na terra com meta volante em frente da casa deste campeão, grande não só em tamanho mas também como ser humano.

Deixo aqui um texto que encontrei no ciberespaço e que traça o perfil deste atleta… num tempo em que as condições de treino, os equipamentos, as bicicletas e as estradas não têm comparação com a atualidade, o que engrandece ainda mais a façanha!

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foto | Adoptarfama/Nuno Lopes/FC Porto

“Leão, 21 anos, físico de gladiador, corria em estreia numa edição com sete candidatos incontornáveis: Mário Silva, Sousa Cardoso e João Roque, todos vencedores da Volta, Jorge Corvo e António Baptista, crónicos desafiantes, e os foguetões belgas da Flândria, Vandamme e Van den Bergh.

Leão, paradigma da simplicidade, era um corpulento todo-o-terreno, educação desportiva ainda orientada para o jogo de equipa, mas a evolução da prova, numa fase romântica e efervescente das corridas, trouxe-o até ao segundo lugar à sétima etapa. A partir daí resolveu averiguar o percurso a expensas próprias, atacando sistematicamente como um leão. Tinha força descomunal, pedalada feroz, 1,94 metros e 85 quilos: um panzer. Conquistou a camisola amarela à 18.ª de 20 etapas. E ganhou com insuspeita autoridade, subindo o recorde da média final de 37,408 para 39.404 kms/h, por força dos seus impulsos incontroláveis.

Campeão da lama (ciclocross) e glutão do asfalto (seis títulos nacionais), Leão trouxe prosperidade e animação ao ciclismo com a forma descomplexada de correr. Foi ao Tour e à Vuelta, renegou as desventuras e teve mais cinco top-ten na Volta. Esta camisola amarela rebentou pelas costuras na sua peitaça de adamastor, ganhou sulcos e rasgos pela felicidade de 50 mil pessoas que o esperavam no Porto, e brilhou intensamente desde o Alto da Serra de Valongo até Sobrado, terra Natal, onde 100 mil pessoas expunham a emoção máxima no trajecto festivo final, feito em descapotável. Não se voltou a ver festa igual. A apoteose começou em Alvalade, com o beijo da vitória dado pela actriz Ivone Silva, inaugurando uma tradição importada do Tour, segundo a qual só as estrelas tinham o privilégio de beijar os campeões…”

fonte  |  www.porto24.pt

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