Fotos & Factos

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foto  |  nelson branco

Fábrica Jerónimo Pereira Campos (Centro Cultural e de Congressos) – Aveiro

A empresa fundada, em 1896, por Jerónimo Pereira Campos e seus dois filhos mais novos, Henrique e João, nasceu num período de estagnação, que teve início com a crise de 1891 e se prolongaria até cerca de 1914.

Apesar do lento crescimento urbano e da persistência do adobe na construção civil, a nova fábrica não tinha qualquer concorrência, entre o Porto e a Pampilhosa, para o tijolo e a telha <tipo Marselha> que saia dos seus fornos desde 1897 As dificuldades decorrentes da conjuntura juntou-se, desde 1903, a disputa do mercado regional pela Empresa Cerâmica da Fonte Nova, Lda. Prevendo o pior, a Jerónimo Pereira Campos, Filhos instala uma fábrica de vidro que só abandonaria em 1908, com a falência da sua rival.

Em 1907, quando morre Jerónimo Pereira Campos, o capital desta sociedade por quotas cifrava-se em 15 contos. Quatro anos depois, é elevado para 30 contos, divididos em partes iguais pelos quatro filhos, Ricardo, Domingos, Henrique e João. A fábrica empregava 64 trabalhadores.
A 1. Guerra Mundial, marca o início de um período novo. Novas unidades surgem na região.
João Pereira Campos afasta-se dos irmãos para fundar outra empresa de cerâmica de construção, a Cerâmica Aveirense.
Mas a Jerónimo Pereira Campos, Filhos soube consolidar a sua posição no sector. Constrói as imponentes instalações que abrigam, hoje, o Centro Cultural e de Congressos, e instala o mais moderno equipamento.

Em 1923, transforma-se em sociedade anónima de responsabilidade limitada, com um capital de 2.700 contos.
A expansão das décadas seguintes é evidente; foram sucessívamente integradas nas Fábricas Jerónimo Pereira Campos, Filhos, SARL, a Cerâmica de Viana, Lda., de Alvarães (Viana do Castelo), em 1935; a Fábrica de Louça de Viana, Lda., da Meadela (Víana do Castelo), em 1949, e a Fábrica do Sabugo (Sintra), em 1957 A empresa emprega, então, cerca de 600 trabalhadores.

Em meados da década de 60, alguns anos após a morte prematura de Ricardo Pereira Campos Júnior, as dificuldades avolumaram-se e a família Pereira Campos perde o controlo da empresa para o Banco Pinto de Magalhães.

Posteriormente, a construção da moderna unidade fabril de Tabueira imporia o abandono das velhas instalações fabris de Aveiro, quando a Fábrica de Alvarães assume um grande relevo no conjunto da empresa.

Depois, a unidade de Tabueira seria vendida e a sede das Fábricas Jerónimo Pereira Campos, Filhos transferida para Alvarães, onde hoje continua.

fonte  |  www.av.it.pt

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