Percurso Pedestre pelo património religioso e natural de Vallis Longus

Caminhadas

O Percurso Pedestre pelo património religioso e natural de Vallis Longus pretende guiar os visitantes através da história da cidade de Valongo, dando a conhecer o seu património religioso, nomeadamente, a Igreja Matriz, as diversas Capelas e Cruzeiros, e outro de interesse nacional ou municipal, como é o caso do edifício do Arquivo Histórico Municipal ou a “Casa do Anjo”.

O percurso interage com a Rota do Grão ao Pão, onde é possível observar, moinhos, novas e antigas padarias e biscoitarias, materializando dessa forma a importância das actividades ligadas à moagem e panificação no desenvolvimento do concelho que, noutros tempos, foi o grande centro produtor de pão e de biscoitos destinados ao abastecimento da cidade do Porto e de toda a região. 

Este percurso leva-o ainda a percorrer a beleza do património natural da freguesia – a Serra de Santa Justa – área de paisagem protegida, onde habitam e florescem, animais e plantas, únicos no nosso país.

Através do QRcode disponibilizado no início do percurso (e aqui em baixo) poderá aceder diretamente à descrição detalhada do itinerário e ir acompanhando passo a passo, todos os pontos de interesse, dos quais são disponibilizados fotos e detalhes históricos. Caso não possua um equipamento com o aplicativo de leitura QRcode poderá aceder através da página do blogue, basta para o efeito que tenha acesso a dados móveis. https://pedalopelacidade.wordpress.com/ e no separador Caminhadas encontrará a descrição do percurso.

Como complemento ao texto, encontram-se espalhadas pelo percurso, setas de cor laranja, que o vão auxiliar na progressão do mesmo. Tem ainda a possibilidade de descarregar o ficheiro GPX com o trilho aqui: Trilho GPX.

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Nota: Os dados relativos à descrição histórica dos locais e edifícios foram obtidos no site da Câmara Municipal e na página da Paróquia de Valongo.

Boa caminhada…

Partida e Chegada
Largo do Centenário, extremo norte, junto à instituição bancária. (Coordenadas – Latitude 41.18993989 – Longitude  -8.4995757

Âmbito
Desportivo, cultural, ambiental e paisagístico

Tipo de Percurso
De pequena rota, por caminhos urbanos e de montanha

Sinalética

Encontra-se marcado num só sentido por setas de cor laranja. De forma a poder completar com sucesso o trilho, utilize a descrição do percurso como guia.

Distância a percorrer
9.5 km – percurso base
12.5 km – percurso base + setor 1 (capela nova e velha do Susão)
16.5 km – percurso base + setor 1 + setor 2 (capela de S. Bartolomeu)

Duração do percurso
Percurso base – 3 horas
Percurso base + setor 1 – 4 horas
Percurso base + setor 1 e 2 – 5 horas

Nível de dificuldade
Baixo / Médio

Desníveis
Dois desníveis médios ascendentes e um desnível médio descendente

Época aconselhada
Todo o ano

Contactos úteis: PSP – 224219800  Bombeiros – 224 220 002 | 224 220 484

 

Descrição detalhada do percurso

O percurso inicia-se no extremo norte da Praça do Centenário (Coordenadas – Latitude 41.18993989 – Longitude  -8.4995757). Siga no sentido descendente da praça, por entre o corredor arbóreo, em direcção à EN15, onde terá contacto visual com o primeiro ponto de interesse…

Museu e Arquivo Histórico

Edifício mandado construir por Bernardo Martins da Nova, no início do séc. XIX, com uma capela dedicada a S. Bruno, foi nele instalada a sede da Câmara no ano seguinte à elevação de Valongo a concelho (1836). Anos mais tarde foi remodelado para a instalação do Museu Municipal e Arquivo Histórico.

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Faça o atravessamento da via e siga pela direita, Rua Dr. Nunes da Ponte, em direcção ao jardim, uns passos adiante, é possível visualizar a conhecida Fábrica de Biscoitos Paupério, local onde poderá reforçar a mochila com mantimentos. Prosseguindo no sentido ascendente rumamos em direcção à…

Igreja Matriz de Valongo e Capela do Senhor dos Passos 

A edificação iniciou-se, com autorização régia, em 1794, com a ajuda de um imposto sobre bens alimentares, alargado, em 1796, à imposição de cinco reis sobre cada alqueire de trigo. Ainda em construção, em 1809, foi quartel das tropas invasores francesas. Já em 1823 teve a celebração da missa nova e, em 1837, na sacristia ocorreu a primeira reunião da vereação do concelho de Valongo, entretanto criado em 1836. De arquitetura neoclássica segue a traça da igreja da Lapa, Porto. A imponência da volumetria destaca-se na paisagem e no seu interior encontramos um excelente espólio de meados do séc. XIX. A decoração dos tetos engloba um interessante conjunto de pinturas com os evangelistas, na capela-mor, e emblemas marianos, na nave. Os altares neoclássicos foram concebidos para receber imagens dos mais conceituados imaginários, encarnadores e pintores da época, como João Baptista Ribeiro, João António Correia e Francisco José Resende.

A beleza interior da Matriz “obriga” a uma visita mais demorada e contemplativa.

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Nas imediações encontra-se a capela do Senhor dos Passos, mandada construir por José de Mesquita, homem abastado de Fânzeres, para expurgar os males cometidos à esposa motivados pelo ciúme que se veio a provar infundado! Serviu de igreja paroquial, enquanto durou a construção da Matriz. A confraria do Senhor dos Passos, fundada em 1710, teve como seu instituidor João Vieira de Mesquita. Do espólio da capela, fazem parte um relicário conhecido por Santo Lenho, com um pedaço de madeira proveniente da Cruz de Cristo, uma imagem das Santas Mães e um Pálio magestoso.

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Siga no sentido ascendente, pela direita da capela. Irá encontrar o…

Cruzeiro Senhor do Cantinho

Cruzeiro setecentista que fazia parte da via-sacra da igreja matriz para as capelas de Nossa Senhora dos Chãos e de Santa Justa.

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Um pouco mais adiante, continuando a subida, o…

Cruzeiro do Escoural

O padrão ou cruzeiro do Escoural, localizado ao cimo da rua Dias Oliveira, data de 1754. Fazia parte da antiga via-sacra que partia da igreja matriz para as capelas da Santa Justa e Senhora dos Chãos.

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Aqui, apresentam-se outras possibilidades de adquirir produtos da terra, quer na Padaria dos Irmãos Moreira, quer na biscoitaria Valonguense. Siga pela rua à direita, junto do cruzeiro, inicia-se uma pequena descida que nos conduzirá a um tanque público, a máquina de lavar comunitária de outros tempos. Aqui, siga pela esquerda. Apartir deste ponto a via é ladeada por edifícios centenários de antigas padarias, conforme é possível identificar pelas placas de ardósia nas fachadas dos mesmos. Esta rua irá leva-lo até ao lugar da mais antiga capela de Valongo.

Capela Senhora da Hora

No tempo dos Mouros, Valongo estava sujeito ao Vigariato de São Martinho de Campo, e os seus Habitantes para assim, assistirem à Missa e outras funções Religiosas teriam de se deslocar a esse Templo por caminhos perigosos e acidentados, sujeitos a males e perseguições dos Mouros. Para evitarem tal situação, passaram a cumprir o Culto Sagrado na Capela de Nossa Senhora da Hora.

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Esta Milenária Capela, que remonta ao tempo dos Godos, Consagrada a Nossa Senhora da Hora desde meados do Século XVIII, é um marco importante na História da Cidade, não só por ser construída entre os Séculos IX e XI, mas também por ter sido presumivelmente, Matriz desde 1030, Ano a que foi conferido a Valongo o estatuto de Freguesia, até 1062, Ano da construção da Primitiva Igreja da Paróquia, que passou naturalmente a ser Matriz, e que foi edificada no mesmo Lugar, sensivelmente, onde se encontra a actual. 

Este Templo, antes da sua Consagração à Virgem Imaculada, foi Consagrado a Santo Antão, cuja Imagem foi para aqui trazida, às esconsas dos Mouros, após a morte do Eremita que a possuía, o qual tinha o seu Eremitério e Oratório na Santa Justa, no mesmo sítio onde mais tarde se ergueu a Capela Velha (Dedicado às Santas Justa e Rufina).

Tomando o caminho à direita da Capela, Rua Senhora da Hora, seguimos em direcção à EN15. A rua desemboca junto a uma pequena rotunda. Siga à esquerda e inicie nova subida, que o irá levar até à “Boavista”, pelo caminho mais edifícios de antigas e “novas” padarias. No final da Rua Marques da Rocha, assim que avistar a Biscoitaria Diogo, esteja atento à sinalização, está na hora de inverter o sentido de marcha.

Uma dezena de metros adiante seguir, à direita, pela Rua da Boavista, que o irá levar até um cruzamento. Do lado direito está edificada a antiga escola primária da Boavista. Inicie nova subida até à…

Capela Nossa Senhora do Chãos e Moinho

Ermida mandada erigir por Tomé António, navegante de Campanhã, como pagamento de promessa à Virgem Maria, por escapar a uma tempestade de alto mar. Edificada em 1625, tem planta retangular, nave única, telhado de duas águas com cruz e pináculos. As festividades à Senhora dos Chãos realizam-se no primeiro fim de semana de setembro.

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Nas proximidades encontram-se as ruínas de um antigo moinho de vento. Deste local avista-se uma extraordinária paisagem que abrange as cidades de Valongo e do Porto e respectivos arredores, assim como o Atlântico, em dias de céu limpo.

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O caminho a seguir é intuitivo, mas, mantenha atenção ao percurso, uma vez que, é bastante irregular e a sinalização mais escassa.

O trilho abre-se no meio da vegetação, siga até às ruínas do velho moinho. Após o poste metálico, linhas de alta tensão (!), siga o carreiro à esquerda, adiante, quando o carreiro começar a subir de forma mais acentuada,  volte a descer para o estradão.

Um pouco antes do segundo poste metálico, corte à esquerda, irá, imediatamente, avistar um reservatório de água, vá à esquerda, percorra uma centena de metros por um percurso montanhoso, após o qual, irá iniciar uma descida por entre o casario terminando junto à escola onde iniciou a subida para a capela de Nª Sr.ª dos Chãos.

Siga pela direita, depois de atravessada a zona habitacional, o percurso segue por uma via sem passeios, pelo que, redobre a atenção. Atingida a EN209, siga à direita, até encontrar o inicio da subida para a Serra de Santa Justa. Estrada em paralelo, sem passeio, deverá ter atenção.

Assim que alcançar o topo irá encontrar a…

Capela de S. Sabino

Na encosta oeste da serra, encontra-se a capela de S. Sabino, protetor dos deficientes. Foi bispo de Sevilha até 304. Deceparam-lhe as mãos por ter retirado os corpos, de St.ª Justa e de sua irmã St.ª Rufina, do poço para onde tinham sido lançados os seus restos mortais, e sepultou-as no cemitério cristão. De planta retangular, nave única, telhado de duas águas com cruz no vértice. Esta capela, a primitiva dedicada a Santa Justa, foi edificada no séc. XI e sofreu restauro e ampliação em 1870. Em 1998 foi requalificada e dedicada a S. Sabino.

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Prosseguindo a subida encontrará a...

Capela de Santa Justa

Localizada no topo da serra encontra-se a capela de Santa Justa, datada de 1936, no entanto, em 1640 é já referenciada, no catálogo dos Bispos do Porto, a devoção a Santa Justo no cume da serra de Cucamacuca ou de Santa Justa é de tempos imemoriais. A sua implantação dever-se-á a um ato de afirmação dos cristãos sobre os romanos, já que estes durante anos aqui fizeram a exploração do ouro. Não será por acaso que Santa Justa e Santa Rufina foram escolhidas para titulares da Capela, dado que ambas eram cidadãs romana que, após se converterem ao cristianismo, partiram imagens dos deuses romanos que até então vendiam. Possui planta retangular, nave única, telhado de duas águas, rematados por pináculos boleados. A fachada principal tem nártex de onde nasce a torre sineira quadrangular, coberta por telhado piramidal, encimado por esfera e cruz. A torre assenta em colunas dóricas, em betão, e nela abre-se uma fresta e as aberturas para os sinos.

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Retome a via até ao coreto, aqui, inicie a descida até sopé da serra. 

O subsolo da serra de Santa Justa é um autêntico labirinto resultante da exploração do ouro, tenha atenção, não se desvie do caminho, a vegetação poderá ocultar muitos perigos, nomeadamente, respiros dessas galerias subterrâneas.

Perto de alcançar, novamente, a EN209, irá encontrar, à direita, o Centro de Interpretação Ambiental… 

CIA – Centro de Interpretação Ambiental

Este centro promove a divulgação e sensibilização para o património das serras, através de painéis informativos, galeria fotográfica de fauna e flora, exposição de fósseis e maqueta interpretativa da evolução geológica do território. Possui também um acervo documental com livros, revistas e artigos científicos e podem ainda ser adquiridos artigos alusivos à área. O Município de Valongo disponibiliza visitas guiadas às Serras de Valongo, que contemplam habitualmente uma introdução no Centro de Interpretação Ambiental, seguida de deslocação ao Fojo das Pombas ou a um dos percursos pedestres sinalizados no terreno.

Horários:  sob marcação    Tlm.: +351 911 101 630    Email: dota@cm-valongo.pt

se fizer um pequeno desvio pelo monte, percorrendo cerca de 200 metros, poderá encontrar o…

Fojo das Pombas

Os trabalhos mais antigos para exploração do ouro datam, pelo menos, da época da ocupação romana da Península Ibérica. Testemunho desta atividade é a existência, principalmente nas Serras de Santa Justa e Pias, de um complexo mineiro constituído por vários fojos e cortas datados dos séculos I a III. O Fojo das Pombas é o mais emblemático, por ser possível observar a integração de várias técnicas utilizadas pelos romanos e também por terem sido encontrados neste local varias peças que permitem confirmar a idade da exploração. Realce para a sua singular beleza e exuberância devido à flora que se desenvolve devido às suas condições edafoclimáticas particulares.

Voltando ao percurso.

Ultrapasse a estrada de alcatrão e inicie uma pequena mas acentuada descida, em zona habitacional, siga pela direita, adiante irá ser conduzido por uma via estreita, entre o Hospital e o Centro de Saúde de Valongo. Quando avistar o hipermecado, vá à direita. No final da descida irá passar por uma “ponte”, à esquerda, numa cota inferior, encontra-se o…

Moinho da Passagem

Infraestrutura moageira centenária localizada dentro da atual mancha urbana da cidade de Valongo no lugar da Passagem. Referências de 1904 indicam como existente um moinho no lugar do Rio Simão, junto da então rua do Sol, com aproveitamento das águas do ribeiro da Ponte Carvalha. O seu funcionamento era restringido nos meses de verão, pois o precioso líquido era desviado para a rega das culturas agrícolas. O Corredor Ecológico que atravessa a zona central da cidade passa junto deste antigo moinho. É propriedade privada.

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Siga pela segunda rua à esquerda até ao…

Cruzeiro do Senhor do Padrão

Cruzeiro com cerca de sete metros de altura assente sobre um embasamento recente, em tronco piramidal, sobre o qual assenta o estrado original, retangular e em granito. Sobre este ergue-se então o fuste, uma coluna clássica lisa. Sobre o ábaco, uma esfera lisa, assente num pedestal envolto em volutas, serve de gólgota a uma cruz latina com braços de secção quadrada, rematados em trevo. A elegante figura de Cristo está rodeada por um resplendor de efeito tipicamente barroco. A base do monumento integra uma imagem de Santo António e uma referência ao sacramento da Eucaristia. Uma grade de ferro protegia a sua base, constituída por degraus que foram cortados no início de 1910, ano que em que passou a ser monumento nacional por Decreto de 16 de Junho. Integra-se no eixo antigo da cidade de Valongo, à margem da antiga ligação rodoviária do Porto a Penafiel, sendo enquadrado urbanisticamente por edifícios dos séculos XVIII, XIX e XX.

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Novamente à esquerda seguimos em direcção ao centro da cidade, umas dezenas de metros adiante, à direita, encontrará a…

Casa do Anjo

Casa de habitação, de típica construção burguesa, datada de 1766 e de estilo barroco ao gosto rococó. Destaca-se pela fachada principal totalmente revestida a cantaria. Apresenta, ao nível do pavimento, porta larga e janela. Ao nível do andar nobre, encontra-se uma varanda com gradeamento de ferro suportado por mísulas figurando cabeças, sendo o acesso efetuado por duas portas que ladeiam uma imagem do Anjo S. Miguel. Remata a fachada uma cornija ricamente trabalhada. O edifício tem a particularidade de se encontrar dotado de relógio de sol e no seu interior destaca-se uma sala no 1.º andar com teto de masseira e uma fonte lavabo em granito. Neste edifício funcionou o primeiro hospital de Valongo inaugurado a 15 de Agosto de 1905. Integra-se no eixo antigo da cidade de Valongo. Por Decreto n.º 29/84 foi classificado como Imóvel de Interesse Público.

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Prosseguindo, no mesmo alinhamento e igualmente à direita, esconde-se o…

Cruzeiro Senhor da Oliveira

O cruzeiro terá feito parte de uma antiga via-sacra desde a zona central para o Calvário. A rua do Norte, próxima, já se chamou de rua das Cruzinhas por ter muitas cruzes pertencentes à tal via-sacra. Insere-se no Eixo Antigo da cidade de Valongo. Aquando da realização das procissões dos Santos Passos, nas imediações deste cruzeiro instala-se o quarto passo.

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Continue para a Praça Machado dos Santos, ou Lago dos Patos, como ainda é chamada por estas bandas, por em tempos, década de 80, ter existido um lago neste local com patos. Num passado mais distante, nesta praça, esteve instalado o ringue de hóquei de Valongo. E é aqui que vai encontrar a…

Capela da Senhora das Neves

Templo de planta retangular e nave única. Fachada simples rematada por um frontão triangular. Revestida a azulejo industrial verde, retangular. No eixo do corpo central dois degraus dão acesso à porta que é encimada por uma janela. O frontão triangular é rematado no vértice por uma cruz e por pináculos cónicos de ambos os lados. Do lado esquerdo um pequeno pano de parede é encimado por um arco de volta inteira granítico que alberga um sino. Os ângulos da construção são graníticos. Tem altar estucado. Teto e paredes pintados com figuras da Santa Padroeira. Tem a particularidade de ter sido transferida do centro da praça para a atual localização em 1878. A praça, em 1594 já existia como campo N.ª S.ª da Luz, e, com a Implantação da República, adquire a atual denominação de Machado dos Santos. Teve ao longo dos tempos diferentes utilizações, tendo sofrido uma intervenção de requalificação em 2000, passando a denominar-se também de Praça da Água.

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Adiante, na rotunda, suba a Avenida 5 de Outubro, em direcção à Câmara Municipal e daí prossiga no sentido ascendente até à...

Capela Senhor do Calvário ou Nosso Senhor da Restauração

A capela edificada no lugar do Calvário, onde existiam três cruzes. Foi construída por voto que fez João Monteiro da Maia pela então povoação de Valongo não ter sido muito afetada pelas Invasões Francesas. A construção iniciou-se em 1813, possui, planta retangular, nave única, telhado de duas águas com cruz no vértice e pináculos nos extremos. É de estrutura granítica com panos de reboco a branco. Foi sujeita a obras de reabilitação em 2013, tendo sido dotada de uma torre sineira de estrutura metálica revestida a aço corten. No seu interior encontra-se uma imagem de Jesus Cruxificado de rara perfeição, as imagens de S. Roque e S. Francisco. Uma imagem de N.ª Sr.ª de Fátima encontra-se colocada no exterior num pequeno santuário vidrado. 

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Neste ponto do percurso existe dupla possibilidade, seguir pela esquerda, que o irá conduzir até ao ponto de inicio do percurso, através da Avenida 1º de Maio, ou, seguir pela direita para o setor 1 deste percurso (Capela Velha e Nova do Susão)

Se pretende dar por finalizada a visita, siga pela esquerda, desça a escadaria até junto ao elemento escultórico do hoquista, atravesse a artéria na passadeira próxima e siga sempre nesse passeio até alcançar o ponto de partida.

Se pretende prosseguir: Siga pela direita da Capela na direção do viaduto da auto-estrada, passe pela passagem inferior da linha de comboio e no cruzamento seguinte siga à direita. Após a passagem pela Farmácia, no cruzamento, siga em frente pela rua do Túmulo até encontrar o Largo com o mesmo nome.

Largo do Túmulo

Conjunto devocional de nove cruzes, pertencente a uma antiga via-sacra do sec. XVIII. O túmulo é a 14.ª estação, simbolizando o sepulcro de Cristo. Nas imediações, entre este local e a antiga capela da Sr.ª da Saúde, encontram-se outras cruzes, pelo que a via-sacra deveria ter o seu início nesse templo.

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Prosseguindo caminho em direcção a norte encontrará as…

Capelas do Suzão

A capela mais antiga inserida no núcleo rural do Susão data de séc. XVIII e é dedicada a Santa Eufêmia. Tem planta retangular, nave única granítica, telhado de duas águas com cruz no vértice. Tem galilé que cobre a porta principal, muro e portão com gradeamento. No seu interior, encontra-se um altar estilo barroco nacional, mais antigo que a própria capela, o que permite afirmar-se ser um dos altares da primitiva igreja matriz de Valongo. Encontra-se inserida numa malha constituída essencialmente por antigas casas agrícolas.

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A algumas dezenas de metros de distância encontra-se o novo templo, de planta retangular, nave única, telhado de duas águas irregular com cruz no vértice. Torre sineira quadrangular coberta por cobertura piramidal, do lado esquerdo do edifício. Fachada principal com porta encimada por óculo com vitral em forma de cruz de Cristo. Tem revestimento a azulejo na fachada principal, com dois painéis que lateralizam a porta, à esquerda N.ª Sr.ª da Saúde e à direita Santa Eufémia.

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Continuando, junto da rotunda, novo ponto de dupla escolha. Em frente, rumo ao início do percurso, à direita,  rumo ao setor 2 deste percurso (Capela de São Bartolomeu).

Se optar por seguir em frente, siga as indicações até ao Largo do Souto, aqui, siga à direita pela Rua da Fonte, no cruzamento da bomba de gasolina, siga em frente, irá passar sobre a linha do comboio, siga no passeio paralelo à mesma. Depois de cruzar o viaduto da auto-estrada, opte pela via mais à direita, paralela ao parque.

Na rotunda de acesso à auto-estrada encontrará o Monumento ao Mineiro (ver abaixo). Siga até aos semáforos no seguimento da artéria que vinha a percorrer, siga pela esquerda até à Rotunda 1º de Maio e aqui à direita pela Avenida 1º de Maio até ao final do percurso.

Se optar por prosseguir pelo setor 2 deste percurso, siga pelo arruamento à direita, junto à antiga Escola Primária, adiante a rua faz uma bifurcação, siga pela esquerda. Face à ausência de referência neste local, mantenha-se atento às marcações. Assim que encontrar a estrada asfaltada que conduz ao estádio municipal, siga até à rotunda. Aqui, siga sempre em frente rumo à zona habitacional, depois de ultrapassar este aglomerado, siga à esquerda, irá encontrar a…

Capela de S. Bartolomeu

Esta pequena Ermida situada na extremidade norte da cidade de Valongo, é dedicada a um dos santos de grande devoção na proteção das pestes: S. Bartolomeu. Aí talvez esteja a explicação para a construção desta ermida num lugar tão distante do centro habitacional. Planta retangular, nave única, telhado de duas águas com cruz no vértice. Estrutura granítica caiada. Púlpito de pedra exterior do lado esquerdo. Na parede nascente, junto à base encontra-se uma ara romana, dedicada ao Deus Alboco. Em agosto faz-se romaria a São Bartolomeu.

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Depois da visita ao espaço retome o caminho. Mantenha-se neste caminho de terra batida até encontrar as habitações e depois use como referência o edifício multifamiliar que se ergue entre as moradias. Ultrapassado o mesmo, siga à direita, até a estrada asfaltada e depois à esquerda.

Prossiga até alcançar a bomba de gasolina. Aí, vá à direita,  irá passar sobre a linha do comboio, siga no passeio paralelo à mesma. Depois de cruzar o viaduto da auto-estrada, opte pela via mais à direita, paralela ao parque. Na rotunda adiante, de acesso à auto-estrada, encontrará o…

Monumento ao Mineiro

Elemento escultórico que teve inauguração a 29 de Outubro de 1999. Exalta e homenageia o mineiro valonguense, assim como a sua difícil e arriscada vida no fundo da pedreira. Evoca também uma importante e identitária atividade económica para o concelho a extração e transformação da lousa. 

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Siga até aos semáforos, no seguimento da artéria que vinha a percorrer, vire à esquerda até à Rotunda e aqui à direita pela Avenida 1º de Maio até ao final do percurso.

Fim do percurso.

De forma a que possa ser melhorado, deixe o seu comentário ou sugestão. Obrigado.

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