Descoberta escultura escondida durante cinco séculos na Catedral de Santiago

Caminho de Santiago

É por estas e por muitas outras que voltar a Santiago de Compostela é sempre um óptimo motivo.

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foto  |  Público.pt

“A surpresa estava escondida num pequeno habitáculo revelado pelas obras de restauro na torre sul da Catedral de Santiago de Compostela. Coberta de terra, escondida desde o século XVI, estava uma escultura da escola de Mestre Mateo, escultor medieval que desenvolveu o seu trabalho nos reinos cristãos da Penísula Ibérica, em meados do século XII e inícios do seguinte. Trata-se de uma escultura de 1,85 metros representando, especula-se, um profeta.

A peça pertenceria à fachada românica do Pórtico da Glória, uma das oito nela dispostas que sobreviveram até aos nossos dias. A descoberta foi anunciada esta sexta-feira pela Fundação Catedral de Santiago, no mesmo dia em que foi apresentada a exposição dedicada a Mestre Mateo que será inaugurada a 28 de Novembro no Museu do Prado, em Madrid. “Foi a cereja no topo do bolo”, comentou ao El País Ramón Yzquierdo Perrín, comissário da exposição no Prado e director técnico do Museu Catedralício, em Santiago de Compostela. Em nota emitida pelo Consórcio de Santiago de Compostela, que gere a zona histórica da cidade, lê-se que “a forma de cortar a pedra, em especial a técnica no momento de esculpir as pregas da roupa, identificam-na totalmente com a oficina de Mateo”. Segundo a mesma nota, vários peritos consultados foram unânimes em considerá-la uma peça “excepcional”.

Não foi ainda possível identificar a personagem esculpida na pedra. Aureolada, mas não alada, empunhando uma cartela “fora do comum para as suas dimensões”, tanto poderá ser um profeta do Antigo ou do Novo Testamento como até um anjo, apesar da ausência de asas. Certo é que é proveniente da escola de Mestre Mateo e que terá sido criada entre 1200 e 1215. Terá sido depositada no habitáculo agora descoberto no século XVI, quando se procedeu à desmontagem da fachada medieval do Pórtico da Glória, obra da escola de Mestre Mateo substituída pela do Obradoiro, que se mantém até à actualidade. Como era habitual nestas ocasiões, a estátua foi decapitada após ser retirada do seu espaço original e descartada. Provavelmente polícroma, a figura carregava uma cartela que, pelas suas dimensões inusitadas, se supõe que continha uma mensagem importante para quem com ela se deparasse.

Após o anúncio da descoberta, o próximo passo será a desmontagem do muro do habitáculo, de forma a retirar a escultura do seu interior. Seguir-se-á um processo de limpeza e restauro, antes de a encaminhar para o Museu do Prado, onde integrará a exposição dedicada a Mestre Mateo.”

fonte  |  Público.pt

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