Este post é sobre tradição

É o qu`eu digo...

Já houviram falar em Bugios e Mourisqueiros? Da festa da Bugiada e Mouriscada?

Talvez não.

E se falar na Festa de S. João?

Claro que já ouviram falar… a grande festa popular no Porto e Braga, a maior noite do ano nessas cidades onde a farra só termina pela manhã, no entanto, a apenas 15 km do Porto, na freguesia de Sobrado – Valongo, a festa continua durante todo o dia  24 num espectáculo de cor, uma verdadeira festa para os sentidos, uma romaria para os amantes das tradições e da fotografia.

Convido todos a assistirem ao video que se segue onde se resume os vários momentos da festa. Convido igualmente a lerem a lenda para melhor perceberem o contexto. Convido ainda a visitarem esta festa única.

“A Lenda

É uma tradição antiquíssima, que se desenrola sob a forma de uma luta entre mouros e cristãos, designados localmente por Mourisqueiros e Bugios, respectivamente.

A Festa da Bugiada tem por detrás uma lenda transmitida oralmente de geração em geração, que remontaria ao tempo em que os muçulmanos ocuparam boa parte da Península Ibérica. Essa lenda dá conta da disputa de uma imagem milagrosa de São João, detida pelos bugios, a que os mourisqueiros pretendiam também recorrer para salvar a filha do seu rei.

Esta manifestação desenrola-se sob a forma de danças. Os bugios, sob a condução do Velho da Bugiada, vão mascarados, vestidos de roupas garridas, levam penachos de fitas na cabeça, guizos por todo o corpo e castanholas nas mãos. São, habitualmente, em número de várias centenas, de todas as idades, e fazem uma enorme algazarra. São o lado folião e telúrico da festa. Os mourisqueiros são comandados pelo Reimoeiro. São rapazes solteiros, em número de algumas dezenas. Usam um fato colorido e listado, na cabeça levam uma barretina cilíndrica, ladeada de espelhos e encimada de plumas, usampolainas e, na mão direita, transportam uma espada. São o lado organizado, apolíneo, militar, da festa.

Depois das danças, que têm início pela manhã, a “Festa da Bugiada” atinge o seu clímax ao fim da tarde, quando cada uma das formações sobe ao respectivo castelo e tem inicio a guerra, acompanhada, em simultâneo, de trocas de “embaixadas” e de “negociações diplomáticas”. Não havendo acordo, os mourisqueiros atacam o castelo bugio e levam o seu Velho preso. Quando tudo parece terminado, os bugios recorrem a uma gigantesca serpe, aparecem de rompante aos mourisqueiros, libertam o seu chefe e cada formação vai fazer a respectiva dança final em seu sítio.

A Bugiada não é, porém, constituída apenas pelo que se passa em torno da tensão entre bugios e mourisqueiros. De facto, há três outros tipos de manifestações populares tradicionais que se entremeiam nesta festa. Uma delas é o conjunto de cenas de crítica da vida local e nacional, típicas da época carnavalesca. Outra é o ritual da lavra da praça, em que as operações de lavrar, gradar e semear são feitas na sua ordem inversa. Finalmente, a mais espectacular é a chamada Dança do Cego ou Sapateirada – uma cena curiosíssima de teatro popular, em que se evoca a perturbação causada numa comunidade local pela chegada de um cego que viaja de terra em terra, guiado pelo seu moço.

A festa mobiliza boa parte dos habitantes

fonte  |  wikipédia”

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s