PR4 – Encostas da Serra – Cinfães

Caminhadas

De volta às caminhadas, de volta ao concelho de Cinfães… desta feita para percorrer o PR4 CNF – Encostas da Serra. (folheto do percurso)

Um percurso circular de aproximadamente 8 km, com um grau de dificuldade moderado, com início na aldeia de Bustelo, também conhecida por Bustelo da Lage, nome que deriva da presença de uma impressionante laje de granito na aldeia que serve de eira. As eiras são grandes espaços amplos onde se realizam tarefas ligadas às atividades agrícolas como a secagem dos cereais ou a desfolhada do milho e, por norma, localizam-se em zonas de boa exposição solar e ventos favoráveis.
Esta em particular é uma eira comunitária de rocha natural, envolta num conjunto de edificações de apoio às práticas agrícolas, como espigueiros, pequenas arrecadações e cortes de gado, por aqui também denominadas como lojas.
A importância deste espaço foi tal, e ainda continua a ser, que a aldeia recebe no seu nome essa referência.

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Aqui, é possível observar as medas de milho espalhadas pela grande laje, cones “perfeitos” construídos com as canas de milho. Com alguma atenção também é possível observar mais alguns exemplares ao longo do percurso.

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Seguimos em direcção da aldeia de Alhões, mais precisamente do Centro de BTT. O percurso segue entre muros, por um caminho que altera entre o empedrado e terra, que vai subindo de uma forma ligeira sem causar dificuldade.

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Ao longo do percurso podemos contemplar as paisagens da serra do Montemuro, onde predominam as grandes rochas graníticas de formas e dimensões variadas.

Nas proximidades do centro de BTT temos de vencer um ascendente mais duro, mas não muito longo, aí chegados, percorremos a parte final de um percurso anteriormente realizado o PR5 – Caminhos das Portas, mas desta vez em sentido inverso, descida e nova budida até à aldeia de Alhões. (Percurso, fotos da aldeia, factos sobre a mesma e dos seus principais edifícios ver aqui)

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Como já conhecíamos a aldeia e estava quase tudo visto e revisto não perdemos muito tempo a turistar. Como já ia longe a hora do pequeno almoço e com o estômago e pernas a pedirem suplementos, decidimos aportar num local para o almoço volante. 

Não podíamos ter encontrado melhor local para o efeito do que o átrio da Igreja! Foi um almoço abençoado, aquecido pelo sol do início de tarde.

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Partimos em direção a Oeste, em direção ao vale do rio Bestança por calçadas e trilhos antigos, numa longa descida. Na foto seguinte está bem pronunciado o vale e ao fundo, o Douro, para onde corre o Bestança.

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Ao atingir a base da encosta passamos sobre o rio Bestança para a margem oposta, adiante voltamos a cruzar o rio uma outra vez… em sentido oposto.

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Atravessamento efetuado inicia-se a última dificuldade do dia, a subida até à povoação… aqui tivemos de vencer uma outra dificuldade!!! “Manadas” de mosquitos!!! Com o boné a funcionar como hélice lá tentei afastar a bicharada para longe, no entanto, eles deram luta e quase ganhavam a batalha!!!

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A aldeia de Bustelo tem no granito a base das suas edificações, embora modesto, um dos edifícios que se destacam na paisagem é o da Igreja Matriz, cuja fachada se encontra virada para o vale que acabamos de percorrer.  No adro encontramos uma arca tumular antropomórfica, que parece pertenceu ao culto cristão na época da monarquia suevo-visigótica.

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Daqui ao final restam uma centena de metros entre o casario.

Para os que se quiserem aventurar neste percurso o melhor local para ancorar a viatura é próximo do café Bustelo… ponto ideal para hidratar no final da contenda!

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Brevemente voltamos aos trilhos de montanha, até lá, boas caminhadas…

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9 thoughts on “PR4 – Encostas da Serra – Cinfães

  1. Este percurso entre aldeias é interessante pela possibilidade de visitar aldeias com vida e conviver com os locais que são extremamente afáveis e sempre prontos para dois dedos de conversa.
    Evitar época de chuvas, o granito molhado e alguns desníveis acentuados é uma mistura que às vezes não resulta!!! Falamos por experiência própria…
    Boas caminhadas

  2. Mesmo. Infelizmente os nossos olhos não captam imagens, pois essas, seriam bem mais bonitas e coloridas.

  3. Eis outra razão que me leva, de longe, a preferir dar aulas em Manteigas ou Seia ao invés de Cinfães. Nas duas primeiras, em CN dávamos aulas de campo acerca das rochas, da vegetação, do relevo. … Tínhamos formação para isso, mas também perdíamos fins de semana em caminhadas para definir os percursos a seguir com os alunos.
    Já em Cinfães, tantos anos, e nunca tal aconteceu, no meu Agrupamento. Uma valorização (ou desvalorização) das CN completamente diferente…

  4. Não conheço a realidade a nível de ensino, mas turisticamente falando, Cinfães fez um forte investimento na promoção do turismo de natureza com a criação de meia dúzia de trilhos, muito bem conseguidos.
    Concordo contigo quando falas no investimento na educação e na educação in logo, que a meu ver é a que fica mais na memória. Abraço Paulo.

  5. Caminhar por aldeias “perdidas” de Portugal é como levantar o véu de um país dentro de outro. Sei o prazer que isso dá, entre a aventura, a descoberta de um segredo, que não sabemos se o revelar se o guardar para o proteger.
    Pior que um granito molhado, é o xisto… nesses casos, costumo estudar a melhor direção do percurso de forma a fazer os desníveis mais perigosos a subir. Obrigada e boas caminhadas também!

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