PR9 – Trilhos dos Canos de Água – Viana do Castelo

À partida para mais um dia de caminhada e convivio entre amigos dois requisitos já estavam preenchidos. O tempo, com um dia de sol qb, óptimo para a prática de actividades ao ar livre, a cidade, Viana, uma das mais bonitas aqui do rectângulo… faltava validar os T`s, ou seja, o trilho e o tasco, mas disso darei conta mais adiante.

Como o percurso se inicia junto ao templo de Santa Luzia, não quisemos deixar de usufruir da beleza citadina de Viana, nesse sentido, deixamos as “banheiras” junto à marina e calcorreamos umas centenas de metros até ao coração da cidade onde aproveitamos para reforçar o pequeno almoço com os produtos diatéticos da Casa Natário. Todas as energias são poucas quando se tem pela frente a subida a Santa Luzia!!!

Como não quisemos queimar estas, outras e porventura todas as reservas de energia acumuladas no corpo, fizemos a subida a bordo de um elegantíssimo e ultra rápido funicular… durante 6 a 7 minutos a única questão era: os meus ouvidos resistirão aos gritos do mulherio e do Pedro Coelho caso o cabo de aço se desfaça em pó? A viagem no Funicular de Santa Luzia é a mais longa de todos os funiculares do país, com os seus 650 metros, e correu muito bem!!!

Estamos agora em condições de dar inicio ao percurso…

Com inicio e fim junto ao templo de Santa Luzia, é um percurso de pequena rota, circular, por caminhos tradicionais, com uma distância aproximada de 11 km, com um nível de dificuldade baixo e cuja duração será, em ritmo de passeio, cerca de 3 horas. Se forem adeptos de Geocaching, poderão ao logo do trilho encontrar alguns “tesouros”. Os principais pontos de interesse do percurso são: Templo de Santa Luzia, Canos de água, S. Mamede, Aldeia velha, Alto do Frade e Casinha do Radar.

Como tem sido habitual nas caminhadas realizadas por esse mundo, de portugal, fora… a presença de um canito forasteiro é quase obrigatória (!) ainda não tinhamos aquecido já o, apelidado, Max, o canídeo de raça tropa, andava aos pulos por entre os caminhantes tentando chamar a atenção… (não, não era do Pedro Coelho!!!) da mui linda Chica, também essa, presença habitual nas marchas do grupo.

E caminhando, caminhando, montes fora, eis que chega a hora de restabelecer as energias não nos vá dar o “fanico”… estavamos em S. Mamede. Como a organização não deixa nada ao acaso, no ano da serpente, eis um belo exemplar, uma pitón anã do Burkina Faso… para que o ano que enfrentamos corra pelo melhor. Mas se o ano pode correr bem… quem correu melhor foram as damas do grupo. (Não, o Pedro Coelho não correu… que chatos!!!)

Com belas paisagens pelo percurso, nem se sentem os quilometros a passar e rapidamente chegamos à “Casa dos Aviões”, que apesar do perigo que oferece subir à torre de control, a excelência das vista, faz valer a pena arriscar levar com um pedaço de cimento vindo do tecto…

Dali até ao final do percurso é sempre a descer… mantendo o nível alto. Passagem pela citânia e final do percurso, ou quase, pois ainda faltam descer umas dezenas valentes de escadas até ao centro da cidade. Aí chegados, podemos validar mais um item, Trilho, OK. Partimos agora para a próxima etapa, não menos importante e com um alto grau de ponderação na análise final… TASCO.

Na realidade deveria ter começado por falar desta parte, ou seja, aquela que ocupou a maior parte do dia!!!

Bem no centro da cidade, encontramos o “Caffe . Bar . Tapas – Liz“, um pequeno espaço, bastante acolhedor e com excelentes condições para a realização de pequenos lanches / convívios… tudo tratado pelo Chef Miguel. A nossa ementa passou por: Tábua de Queijos – selecção de queijo de cabra curado e queijo de ovelha amanteigado; Salada de feijão fradinho; Espetada de enchidos com: chouriça magra, chouriça moura, farinheira e morcela de arroz (produtos caseiros); Tábua de presunto; Tostinhas à Liz (muito bom, ver foto); Caldo verde, Shots de leite-creme… vinhos, sumos e água e café, tudo por, pouco dinheiro!!! Tão pouco que ainda sobrou algum para investir na Casa Natário em Bolas… Excelente nota para o serviço.

Já com o céu coberto com o seu manto negro, regressamos a casa, depois de um dia muito bem passado na companhia de boa gente… para os que se quiserem a aventurar, ficamos à vossa espera numa próxima caminhada… até lá… bons trilhos.

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