Tomski & Polanski

É o qu`eu digo...

”Our philosophy is one of loving what we do and enjoying drawing it.”

Desenhos que viajam desde a República Checa pelas mãos de Tomski & Polanski, dois jovens ilustradores que se inspiram nas provas rainhas do ciclismo mundial, como o Tour, no Giro ou na mítica prova “Inferno do Norte”, a classica das classicas, Paris–Roubaix.

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fonte  | tomskipolanski.com

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Closca e a arte… da proteção!

É o qu`eu digo...

41 artistas valencianos e a marca de capacetes Closca juntaram-se para produzir 41 “obras de arte” cujo fim é um leilão através da web. Os fundos arrecadados serão entregues a organizações que trabalhem para melhorar o ambiente natural da cidade de Valência.

Uma excelente iniciativa desenvolvida aqui no país vizinho!!!

Partilho alguns modelos convosco… eu por mim ficava com alguns!

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fonte  |  sympathycollaboration.com

2017, o ano em resumo

É o qu`eu digo...

Não é fácil resumir 365 dias em meia dúzia de linhas e em dois minutos de vídeo… mas o que dizer sobre 2017?!

Tem sido mais um excelente ano para o blogue, com um crescimento acima daquilo que alguma vez esperei!!! No que toca a atividades, caminhadas e pedaladas, o ano também não esteve nada mal…

Logo na abertura do ano uma caminhada por terras de Penafiel à descoberta de um novo trilho TP1 – Trilho das Lendas de Figueira, caminhada inserida no programa do “Há Festa na Aldeia”. Ainda janeiro não havia terminado e uma nova atividade, desta feita, de bicicleta, à descoberta dos encantos que a Ecopista do Ramal de Famalicão em si encerra.

Fevereiro trouxe a intensificação das caminhadas de preparação para o “objetivo maior”, das quais destaco as realizadas por terras de Cinfães, o PR1 Caminho do Prado e o PR6 Caminhos da Vila.

A primavera chegou e as condições climatéricas ficaram mais favoráveis para mais um passeio sobre rodas pela Ecovia do Rio Lima… 1ª parte, Percurso das Veigas, 2ª parte, Percurso das Lagoas.

Abril não trouxe “águas mil” nem maio trouxe “cerejas ao borralho”, mas trouxeram, o tão aguardado Caminho Inglês de Santiago, que nos levou, por caminhos ancestrais, de Ferrol até Santiago de Compostela.

Julho lá trouxe o PR1 Rota dos Cerejais, mas estes, sem cerejas!!! Mas trouxe outras “iguarias” para abusar durante as férias de verão.

Depois de uns meses de “pedaladas e caminhadas higiénicas” voltamos em outubro às caminhadas de pequena rota – PR1 Rota do Pico da Vila, em Mesão Frio e o PR5 Encostas da Serra, novamente em terras de Cinfães. Ainda em outubro parti à descoberta da Ecopista do Rio Minho, galardoada com o terceiro lugar na categoria de Excelência nos European Greenways Awards, competição que premeia as melhores vias verdes europeias.

Novembro levou-me a beber da beleza das paisagens mais a norte, Paredes de Coura, PR1 Trilho Corno de Bico, um percurso pedestre de grande beleza paisagística como tentam documentar as fotos.

Foi um ano fantástico, onde descobri um pouco mais do património edificado e paisagístico, das gentes e dos locais que percorri… que  2018 me presenteie com a oportunidade de viver outras aventuras.

Para terminar deixo um pequeno vídeo sobre o relatado.

Votos de um excelente ano a todos.

A Cachena levou-nos ao paraíso (também conhecido como Corno de Bico)

É o qu`eu digo...
Esta é a verdadeira história por detrás da caminhada…
(Nota: a visualização das fotos em ambientes com intensa vida natural, sensualidade ambiental, alegria e descontracção podem despoletar efeitos nostálgico-depressivos, dos quais somos totalmente alheios. Veja o artigo com moderação.)

De adiamento em adiamento, eis que o dia chegou: 25 de novembro, o sábado depois dos primeiros três dias seguidos de chuva. Embora os dias anteriores não augurassem nada de bom, a verdade é que a previsão bateu certo e o sol brilhou. E fez brilhar. O Corno de Bico é um verdadeiro oásis no meio do muito deserto que povoa as florestas portuguesas. Mas vamos à estória.

As já famosas “reuniões de condomínio” sucederam-se a um ritmo considerável. Depois de muita discussão, o destino ficou traçado: Posta de Cachena. Os restantes pormenores vieram depois: Arcos de Valdevez, Corno de Bico e Lagar. E assim foi. A semana anterior foi de preparação intensiva. Visualização de fotos, escolha de tracks (caminhos, entenda-se), contactos telefónicos, escolha de indumentária… Enfim, uma panóplia de procedimentos apenas ao alcance de quatro verdadeiros artistas da planificação.

Às 7 horas em casa dele e 07h15 perto da tua (mal sabiam o quão longe se tornou este perto).

E assim foi. Uns minutos depois do combinado estávamos os quatro (na verdade eram três e meio porque o dia anterior tinha feito verdadeira mossa) a caminho do Corno de Bico. A viagem foi animada tal qual um programa da “Noite da Má Lingua”. O sol, como prometido, marcou presença desde o início e foi aquecendo a fria manhã. Chegar ao Arcos foi um “tirinho”. Mais uns quilómetros e estamos no destino. A aproximação ao Túmio parece surreal de tão bela e diferente (sem fotos porque os artistas foram apanhados desprevenidos).

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No destino somos logo brindados com o tradicional calor das gentes e animais desta terra. Um senhor com ar de muita sabedoria, um burro, um cão e uma cadela. Todos, sem exceção, fizeram-nos sentir, logo ali, que seria uma aventura memorável. E foi.

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Mochilas às costas lá partimos em direção ao Corno de Bico. E com companhia. O cão e a cadela que tão calorosamente nos receberam foram uns cicerones de pata cheia e partilharam connosco cada um dos 12 quilómetros do caminho.

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Sobre o percurso pouco se pode dizer e mesmo as fotos captadas pelos dois artistas ficam aquém da realidade (ainda assim contemplem-nas porque são verdadeiras obras de arte). A paleta de cores ultrapassa, e muito, aquilo que habitualmente percecionamos. O conjunto de espécies plantadas é revelador de um bom gosto que, infelizmente, não é comum. Há cantos e recantos que mais parecem retirados de um conto de fadas. E a companhia, como sempre, fez com que tudo faça sentido. Até fazer 12 quilómetros em sofrimento físico. Mais informações e fotos sobre o percurso aqui.

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Mais de quatro horas depois voltamos ao ponto de partida. De alma saciada mas de estômago vazio. Afinal o destino ainda estava por vir. Feitas as despedidas dos nossos companheiros de quatro patas, e sob o olhar atento do burro, lá nos compusemos para enfrentar o verdadeiro desafio: a Cachena.

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Deixamos o Corno de Bico para trás e seguimos para o Lagar. Mesmo fora da época de vindimas é um lugar que se recomenda. Em pleno centro dos Arcos, este pequeno e acolhedor restaurante de cariz familiar esteve à altura dos distintos comensais. E do seu apetite.

Para começar, umas pataniscas. No ponto. Seguiram-se… mais pataniscas. A cachena também veio e fez jus à fama que nos levou ao Lagar. Mas não veio sozinha. Em fim-de-semana de papas e rojões não resistimos a cumprir a tradição. E lá se fez um mix. Aprovado. E para encerrar as festividades vieram duas fatias do “doce gastronómico” (private joke) da casa: Doce de Discos. Uma verdadeira bomba (não acústica).

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Antes do regresso ainda houve tempo para esticar as pernas num curto passeio pelas margens do rio Vez. Aqui respira-se qualidade de vida.

Venha o próximo!!!

Texto – Paulo Figueiredo
Fotografia – André Carvalho  |  Nelson Branco
Orientação & Desorientação – Victor Rodrigues