ADEUS Ò SERRA DA LAPA

Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma

Neste dia que se quer de muita animação e algum sono, que sempre é dia de S. João, Padroeiro do Porto e do meu Santo Matrimónio começo por dizer aos meus admiráveis leitores e companheiros de Blog, que se sentirem a minha falta, aí pelas folias do Burgo, não levem a mal… Apenas aproveitei para celebrar o meu decano Jubilar, tirando uns miseráveis três dias de férias da nossa bela terrinha.

(Ana, amoreeee! Já só falta mais um dia de suplício…. Coragem, irmã!)

Maridinho! Já passaram dez! Quem diria, hein?

E se agora, nos tempos que correm a gente até se dá ao luxo de celebrar a noite de S. João fora, tempos houve que o must do início do Verão era a janta de sardinha assada e fêveras grelhadas, saltar à fogueira em frente à casa do Pereira, não esquecendo o périplo pelas várias cascatas valonguenses – que lindas e cheirosas eram (resta-nos uma, a das Pedreiras, que seja digna de estima!), e como os martelinhos eram caros e uma modernice pouco em voga nos tempos que já lá vão, o dar e levar com alhos porros na cabeça era obrigatório para obter aquele colorido e aroma à nossa vida, quando nos víamos literalmente gregos para tirar o cheiro nauseabundo daquelas porcarias que se nos colavam à cabeça…., e por fim, entre risos, acabar a noite à conversa, bebendo um delicioso chocolate quente, cortesia da minha Titi, que o fervia numa cafeteira, no rescaldo da fogueira do Escoural! Happy hour para toda a vizinhança e um ou outro forasteiro atraído pelo o aroma a cacau…

Pensando bem, isso é que eram tempos: pertencendo à minha infância, essa época imprimiu na minha mente uma patina de cor e felicidade que extravasou os anos e que relembro agora com muita saudade!

E por falar em saudade! Também hoje acaba mais uma época de escritos.

A todos vós que me acompanhaste nas minhas tropelias, alegrias e algum escárnio e mal-dizer, que comentaram ou simplesmente leram os meus textos quero deixar aqui expressa a minha gratidão a todos!

Sejam felizes e já agora, em laia de despedida, fica aqui Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma!

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Absolutely Fabulous

Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma

Eu venho só aqui de fininho hoje, que não quero incomodar ninguém, para transmitir as minhas modestas impressões sobre o primeiro jogo de Portugal em geral e a “nossa” absolutamente fabulosa Selecção em particular!

Não falo de cor não, que eu tive o privilégio de ouvir o relato integral via TSF.

Minutos antes da partida, a mana Ana (muito avisadamente) apostou no 0-0. Já eu, uma incorrigível optimista (hurrah para isso), apostava no 3-1.

Marcadores: C. Ronaldo, R. Meireles e Deco versus alguém de alta e negra figura, mas que não me ocorre agora nenhum nome…

Ò Sorte! Ò Inclemência! É por estas e por outras que não acerto um único número no Euromilhões!

Durante o relato, fui-me apercebendo que a Costa do Marfim ia ser um ossito duro de roer. A defesa estava magnificamente estruturada para não nos deixar chegar à baliza, e quando por sorte chegávamos, a trave encarregava-se do resto!

Muito chinfrim de vuvuzelas depois, o árbitro apita para o final do jogo e as reacções não se fizeram esperar!

– Que o árbitro era um ladrão!

– Que o Deco era um tractor!

– Que o Carlos Queiroz era um vendido!

– Que a relva não era relva! Era meio relva/meio areal…

– Que não estava a chover…

– Que não estava a fazer sol!!!

Bem, a lista era infindável! Pois eu vou-vos dizer de minha justiça:

Ainda que o relvado fosse um campo de areia com crocodilos de boca aberta atrás dos jogadores, pelos ordenados chorudos que eles ganham (treinador incluído) e pelos prestigiados clubes que representam é uma vergonha que nem um golo tenham marcado. De resto até era conveniente que fosse tipo deserto. Era mesmo excelente para aquele bando de camelos!

Se o Deco é um tractor??? Pois! A mim não me parece, mas a idade já começará a pesar e sempre vos digo que lhe ficou muito mal discutir as opções do seleccionador à boca cheia! Quando for ele a comandar, pois que faça como entender. Enquanto for subordinado, que baixe as orelhas e obedeça. Fosse eu o tio Carlitos e ele hoje mesmo já estava de volta à pátria amada!

Para terminar, e como já desconfiam que eu não serei propriamente grande amante de Futebol queria só deixar a minha opinião sobre o Cristiano Ronaldo:

Pois, baseada apenas no relato, e tirando o melhor jogador em campo que se chamava Trave da Baliza da Costa do Marfim, até acho que ele esteve muitíssimo bem.

Caramba, um gajo sozinho ainda que com diamantes nas orelhas não pode dar conta de onze… ou pode???

Beijos endiabrados para todos da,

Inês

Gives You Hell

Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma

E quando estava convencida que já nada havia para contar a vossas mercês, eis que esta semana me vejo ameaçada de morte! Correcto amigos, leram muitíssimo bem. De morte!

O recambolesco episódio aconteceu no passado domingo, em dia de Primeira Comunhão, passeando eu com os petizes a caminho de casa das primas.

Ora leiam bem! Mesmo a chegar ao destino, íamos ladinos passeio fora quando o cão da vizinha, por sinal um caniche, a raça mais irritante do mundo canídeo, salta ao portão latindo num frenesi tal, que faz o meu pequeno Alex, assustado, dar uma pirueta para o meio da estrada. Por sorte não vinha nenhum carro, mas à falta de poder ter dado um pontapé no estúpido animal, saiu-me dos lábios a seguinte frase:

“ Rais’parta o diabo do cão!”

Digam lá de vossa justiça: acharam muito ofensivo??? Eu cá, não! O cão, também nem por isso! Mas que querem, a dona dele que devia ter ouvidos de tísica achou, e vai que começa a latir ainda mais furiosamente que o cão! A latir, sim!!! Que não se percebia nada do que o traste velho da mulher queria!

Ora como sabem, eu não sou muito dada a espectáculos (excepto obviamente os do Joáquin!) e deixei-a a ladrar sozinha…

Estivemos na brincadeira perto de meia-hora, finda a qual me dispus a vir embora. Infelizmente, a prima Olívia apeteceu-lhe ir podar umas roseiras ou sei lá bem o quê para os lados do jardim e eu volto a ouvir mais impropérios (estes numa segunda voz entre o falsete e o bagaço) e em que consegui distinguir “-Ai se a apanho sozinha, ela vai ver…”

Meus amigos!!! Que não fosse preciso esperar tanto tempo. Eu acudi logo à varanda, e pensando que ia dar de caras com a borrachona da velha, encontro a pseudo-nora, não menos embriagada que tomando as dores do cão, ameaçava dar-me uma sova!

Oh valha-me São Trepicalho!! Só mesmo uma notável ex-habitante de bairro social cá do burgo para assumir que eu do alto da minha finésse, à menor mostarda que me chegue ao nariz, desço das tamancas, rodo a minha baiana, e levo tudo à minha frente!

A sorte da rapariga é que mal me viu se calou, porque senão, a vizinhança ia ter o melhor espectáculo gratuito das suas vidas, e os amigos iam ter uma preciosa leitura no jornal de notícias de segunda-feira! Talvez saísse em primeiríssima página, a cara de bolacha-Maria com que certa personagem teria ficado depois de se meter comigo!

É que sabem? Eu tenho o costume de pegar o touro pelos cornos!

……Olé!

A PROCISSÃO

Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma

Mais um feriado! Mais uma procissão. Fica então uma poesia que segundo informações sacadas do maravilhoso mundo virtual será da autoria de António Lopes Ribeiro e que muito me divertiu em tempos que já lá vão!

Tocam os sinos da torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Mesmo na frente, marchando a compasso,
De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço,
Logo o trombone faz popó, popó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados!
Que se houver fogo vai tudo num fole.
Trazem ao ombro brilhantes machados,
E os capacetes rebrilham ao sol.

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Olha os irmãos da nossa confraria!
Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia
Tantos bigodes e tais sobrancelhas!

Ai, que bonitos que vão os anjinhos!
Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos.
E o mais pequeno perdeu uma asa!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Vai passando a procissão.

Pelas janelas, as mães e as filhas,
As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas,
Parecem anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior aflito.
E o povo ajoelha ao passar o andor.
Não há na aldeia nada mais bonito
Que estes passeios de Nosso Senhor!

Tocam os sinos na torre da igreja,
Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja!
Já passou a procissão.

That’s What Friends Are For

Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma

E agora que se aproxima a passos largos o final de mais uma Silly Season é tempo de partilhar com nosso vasto auditório, ao qual aproveito para enviar doces e carinhosos beijos, o meu projecto maior, o meu entusiasmo do momento!

Eu arrastava um trem para ter uma das fotos de grupo da minha turma da Primária, mas, a gente era pobre, não dava nem para mandar cantar um cego à porta da Igreja, quanto mais para esse tipo de extravagâncias… os anos passaram até que dei comigo em pleno Facebook com um ex-colega de escola. Nunca mais tinha falado com ele, mas valendo-me da minha já lendária latosa, pedi-lhe se me emprestava uma foto de grupo para eu copiar. Certo é que ao fim de dois dias tinha na minha caixa de correio electrónico a fotografia já digitalizada e preparadinha para edição que era um regalo!

Poderão os amigos ficar agora a conhecer um pouco melhor os intrépidos alunos da Turma de 81 da Professora Ernestina!

Amigos! Se tiverem neste momento uma lagrimazinha no canto do olho a querer rolar face abaixo asseguro-vos que é coisa perfeitamente normal. A mim aconteceu-me o mesmo! Juntemo-nos pois, num meio minuto de profundo recolhimento analisando com atenção aquelas caras sorridentes!!

Já está??? Então… adiante! Ora, logo esta cabeça idealizou que os Fabulosos teriam de se juntar num evento inesquecível!

Com a adesão de certo espectador atento aqui do nosso mui prestimoso Blog e posterior recruta de mais uma das Magníficas… metemos os três a mão na massa e em menos de uma semana já tínhamos arrolado para a janta dois terços da Turma!!

O dia já está marcado! O restaurante também: um simpático e charmoso local com estacionamento vasto e comezainas apetitosas …

Adivinha-se pois, uma noite de sorrisos, alegrias, muita conversa, boa comida (e excelente pinga…espero) e comoção q.b!!

Para terminar, pedia a colaboração dos meus caros leitores sobre um dos items que ainda ficou em aberto! A escolha da lembrança para oferecer à professora! Ah pois! Porque ela também vai… nem que seja amarrada!!!

Hipótese nº 1: Uma palmatória em madeira com metro e meio de comprimento e vários furos… para dependurar na sala ou quiçá no hall de entrada a relembrar todas as reguadas dadas aos endiabrados alunos no passado!

Hipótese nº 2: Uma camisola com a estampagem da foto acima postada (que tenho a certeza que daria excelentes panos de limpar o pó, não tardava…)

Aceito e agradeço desde já a vossa opinião sincera e em querendo deixar sugestões para uma lembrança melhor, não hesitem, é só clicar aí em baixo!!!

Nota: Ah! Para o caso de terem dúvidas de quem eu possa ser… vou dar uma pista! Era a única Maria Trançuda Desdentada que está aí! Ihihihihihih!

Requiem

Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma

Como é lindo o mês de Maio! É tempo de maias nas portadas e janelas, mês da Mãe, das peregrinações a Fátima e de novenas nas igrejas! E até, vejam bem!, o mês que o Papa escolheu para visitar Portugal!!! Que fique registado para a posterioridade um dos meus feitos deste ano: depois de duas horas ao frio a gelar, fui agraciada com o cumprimento de tão notável figura. E olhem que valeu bem o sacrifício!

Hoje, relato-vos o primeiro domingo de Maio. Um calorzinho aprazível  convidava ao passeio. Como me vi com duas horas livres de tarde, aproveitei para participar na novena em honra de Nossa Senhora, na capela mais antiga da cidade de Valongo (para os mais despistados é a Capela de Nª Srª da Hora)!

Naturalmente, entre o inconfundível aroma das rosas de Sta. Teresinha e as desafogadas vistas sobre as construções que crescem como cogumelos pelas encostas da serra, acudiu-me ao espírito uma curiosa associação de ideias. Vi-me por instantes, num mesmo mês de Maio sentada na cozinha da minha mãe, a rezar o terço, o que era muito conveniente, tendo em conta os seus cinco mistérios e que dava à certa para a mãe e suas quatro meninas. Em chegando à minha vez de ser eu a conduzir a oração, não sei que demo se me meteu no corpo, que não dizia coisa com coisa. O que sei dizer é que a minha mãe ao melhor exemplo cristão deu-me semelhante sova que me deixou o corpo todo dorido! Digo-vos, foi um exorcismo e tanto!

Sim! Naturalmente depois desta visão dantesca o sorriso teria esmorecido um pouco, mas nada que me fizesse arrepiar caminho do meu alvo, e lá continuei eu, ladeira abaixo até que encetei a Rua Sousa Pinto e em chegando à Fonte da Rua reparo com alegria como por aquelas bandas tudo continuava igual.

Tudo, incluindo um buraco por onde corre o ribeiro que abastece a fonte, e noutro salto quântico no tempo, vem-me à lembrança eu, com não mais que oito anos, resgatando à morte certa uma ninhada de arremelados gatinhos que miavam desesperadamente. Sem hesitar, apesar da minha tenra idade e pouca força, puxo o ensebado caixote e toda contente com a proeza corro pela quelha da fonte acima para os esconder no quintal da nossa casa – que bom coração eu já possuía na altura!

Infelizmente a façanha não tardou a ser descoberta e uma breve inquirição bastou para identificar a autora da mesma. O castigo foi outra sova monumental no corpo e a ordem de devolução dos pobres diabos à proveniência!!!

Que trauma amigos! Estive anos sem passar naquela rua!

Enfim ! Recordações dos tempos que já lá vão!!

Já de sorriso bastante amarelo segui lestre para a capela, temendo que me voltassem as visões de um certo rufião que acompanhado do seu execrável cão, sempre que me via por aquelas bandas me deitava uns olhos de indisfarçável ganas de me surrar!

No fim, pude constatar que a capelinha está exactamente na mesma! Que as orações feitas pelas senhoras permanecem inalteráveis ao longo destas quase três décadas (arghhh! Já??), e o pior, que continuam a cantar estupendamente mal!

Mas é tal e qual os meus escritos! O que conta é a intenção!

Just Breathe

Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma

E foi realmente assim, que sem saber estrelar um ovo me vi incumbida da tarefa de cuidar do lar e por arrasto de um marido.

Foram tempos estupendos! Como o prédio ainda estava a meses da conclusão, a electricidade era, a bem dizer, roubada ao sacana do construtor! Como a hora da janta era uma espécie de hora de ponta cá no condomínio, não raras vezes lá se iam os fusíveis abaixo. Logo, a placa de vitrocerâmica fazia greve aos cozinhados e não tínhamos outro remédio se não abalar em demanda de um bom petisco….

Talvez por influência da gritaria nocturna das fedelhas dos vizinhos, não tivemos logo a ideia de aumentar o agregado, porém dois anos volvidos, começamos a sentir a falta de algo! Deitamo-nos a pensar no que poderia ser e, pliinnn… nove meses depois, num golpe de prestidigitação (numa maternidade bem perto de si…), sai uma filha fresquinha para alegrar o jovem casal!

Ora mal nos tinhamos livrado do mundo maravilhoso de biberões e respectivo fraldário, encostámo-nos outra vez e, pléééin… num novo golpe de mágica sai-nos uma segunda criança na rifa!!!

E que criança! Só os sustos que apanhei, faziam corar de vergonha um mero espectador do “Pesadelo em Elm Street”, e olhem que eu nem tive tempo de ruminar uma pipoca que fosse….

Assim de repente, e só para citar de cabeça, três episódios da sua ainda curta vida que me iam fazendo sofrer  “A” apoplexia:

1º- A criança mais velha assiste alto e bom som o novo DVD da Leopoldina. O mais novo está comodamente instalado à espera do jantarinho ouvindo os gritos infernais da música do canal Panda. Estou mesmo a acabar de passar a pano e detergente o chão da imunda cozinha quando o petiz se levanta, dá um vira-cu monumental, guincha de dor e desmaia! Amigos! Dante, na sua descrição do Inferno, não teria conseguido imaginar tal cenário….O que fazer? Uma vozinha sussurra-me que o melhor é ligar o 112, pego no telefone e no meio de tamanho barulho lá vou esperando que me atendam. No preciso segundo que me atendem, o miúdo volta a acordar e continua no mesmo chinfrim que estava antes do desmaio. Já estão mesmo a ver que precisava de quatro orelhas para resolver a coisa! Depois de uma ida ao hospital e consequentes exames, regresso a casa jurando nunca mais zelar tanto pelo lar.

2º- Numa noite de jantar natalício patrocinado pela empresa do marido (e como são convenientes estes jantares em que os funcionários são proibidos de se fazerem acompanhar pelos cônjuges!!!), tive a lembrança de fazer aquele arrozinho de marisco (e que o marido é tão alérgico), convidando para o efeito a família da mana Ana! Primeiro servi a criançada. Seguidamente servi o cunhado e a irmã, e quando depois de duas horas de luta com os tachos e as panelas finalmente me sento para jantar, aparece-me o pirralho com a garrafa de detergente na mão, todo encharcado no peito, a dizer que queria vomitar. Ah pois queria, tenho a certeza que sim… já eu queria dar-lhe uma valente sova, mas não dei. Liguei para a linha anti-venenos que me tranquilizou assim que lhes disse que devia ter sido muito pouco, pois não havia muito liquido na garrafa. Nada que um iogurte e vigilância não resolvesse… E só para que conste, que já vos vejo a abanar a cabeça pela negligência, tinha sido a primeira vez que tinha deixado à mão o detergente.

3º e último (ufa!!) exemplo: Fui tirar duas fotocópias à papelaria, tão necessárias para a inscrição escolar. Levava 50 euros para pagar uma despesa de quinze cêntimos e para facilitar o troco à senhora peço que me faça um saquinho de gomas. Entrego o saco à minha pequenota e quando me viro para conferir o troco (relembro que era uma nota das gordas e que o troco ainda era considerável), ouço: -Mãe! Mãe! O Alexandre está engasgado! A verdade é que em dois segundos o menino ficava mais e mais vermelho! As senhoras da papelaria ficaram literalmente sideradas. Já eu, lembrando-me de uma conversa com a minha grande amiga e ex-companheira de blog, atrevo-me a fazer uma extraordinária manobra de Heimlich com tal sucesso que consigo fazer o miúdo cuspir as duas gomas que gulosamente tinha tentado engolir ao mesmo tempo!

E com esta me fico, relembrando os meus estimados leitores que se quiserem assistir à peça de teatro “Morra agora e pague depois”,  poderão fazê-lo já este domingo. Aproveitem a sugestão, é barato e a gargalhada é garantida! E lembrem-se: a nossa Manu dá autógrafos!