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Ciclovias de Gaia a Espinho, de Esmoriz e Cicloria

Hoje conto-vos a minha mais recente aventura em duas rodas… um percurso de aproximadamente 40 Km, feito a solo, de Vila Nova de Gaia a Ovar, percorrendo várias ciclovias, algumas estradas manhosas e desertas e a fantástica cicloria.

Com a incerteza da meteorologia, levantei-me dividido entre o sair de casa e o voltar para a cama,  na luta entre “o bem e o mal” venceu a primeira opção! Apesar da manhã já ter entrado na segunda metade lá coloquei a Dona Isaura de forma confortável na viatura e segui até ao ponto de partida.

Ciclovia de Canidelo, foi o inicio deste percurso, junto ao nó do Fojo, uma ciclovia urbana, partilhada por ciclistas e pedestrianistas, que funciona de via de acesso ao mar e às praias de Vila Nova de Gaia.

A frescura da manhã e o facto de o sentido da pista ser descendente quase me obrigou a tirar da mochila o cobertor da serra!

Depois de percorridos os primeiros quilómetros (2 a 3), a ciclovia oferece a opção de um percurso, apesar de curto e não tão fofo, mais afastado da via, mais tranquilo e mais verde.

Atingida a costa entrei numa sequência de ciclovias quase sempre paralelas ao mar, Ciclovia da Madalena, de Valadares,do Senhor da Pedra, da Granja, da Aguda e de Espinho.

A proximidade do mar oferece a este conjunto de ciclovias paisagens de excelência e o facto de já termos entrado no Outuno, contribui para a calmaria registada ao longo do percurso, não tendo havido necessidade de travagens bruscas ou sucessivos desvios de veraneantes menos atentos ou distraídos com um qualquer biquíni a deambular pela pista!

A Dona Isaura vislumbrada com a paisagem no Senhor da Pedra, local de culto que já vos falei aqui.

Depois de uma pequena paragem apenas para o registo fotográfico lá embalei novamente rumo a Ovar, os desníveis pouco acentuados ou a ausência dos mesmos facilitavam o desenvolvimento da marcha…. do Senhor da Pedra a Espinho foi um “tirinho”…

Com quase 20 Km percorridos quase exclusivamente em ciclovia alcancei a cidade de Espinho, daqui para diante o caminho seria outro até Esmoriz, mas antes mostrar um pouco desta cidade.

Os Paços do Concelho, entregue pelo Ministério das Obras Públicas à Câmara Municipal de Espinho, a 12 de Janeiro de 1944, é uma construção típica do Estado Novo com o seu aspeto austero, papel que representavam na sociedade. Caracteriza-se ainda por uma arquitetura de volumetria dura a impor monumentalidade. Pode observar-se verticalidade e repetição ao longo da fachada. Estilo “Português Suave”.

Outra obra que se destaca na cidade é o Centro Multimeios, uma infraestrutura que engloba um planetário, um auditório que funciona também como sala de cinema, uma galeria, um observatório astronómico, uma cafetaria e várias salas de apoio aos acontecimentos que ai se realizam.

A saída de Espinho faz-se pela movimentada estrada 109 o que me obrigou a improvisar uns atalhos, previamente estudados, e que me levariam por estradas manhosas, desertas, campestres mas fofinhas até Esmoriz onde aportei na Estação de Caminho de Ferro para comer algo e tomar um café.

Mais composto segui caminho para mais adiante entrar novamente nos “carris” das ciclovias. Esmoriz tem excelentes infraestruturas ciclaveis!!! Cidade desde 1993, as origens de Esmoriz remontam ao período da ocupação romana. A fertilidade das terras e os seus recursos foram as principais razões para a fixação da população nesta zona.
As principais actividades foram, em tempos passados, a arte xávega, tanoaria e cordoaria. No entanto perderam actualmente a sua importância, dando lugar a novas indústrias. O mar e as praias são também símbolos desta cidade.

Seguindo novamente na direcção do mar sou obrigado a volver à esquerda, segundo indicações do GPS, para entrar na Estrada Florestal onde se inicia a o magnifico percurso da Cicloria.

fonte | http://www.geocaching.com/

A CicloRia foi criada com o objectivo de promover e desenvolver a mobilidade ciclável com motivação de lazer e turismo na Ria de Aveiro.
Esta ligação entre Esmoriz e a praia do Furadouro acompanha a Rua da Floresta e a Avenida da Nato é uma pista para peões e bicicletas que atravessa um extenso pinhal de terrenos arenosos num paisagem típica de mata atlântica.

12 Km de pura calmaria, uma lavagem de alma. O Sol fez a sua aparição nesta fase do percurso, de forma mais viva, trazendo mais magia ao percurso. Apesar da proximidade da rua foram poucos os carros que quebraram este estado “ZEN”.

Interrompi este percurso no Furadouro.

Esquerda ou direita?! Eis a questão… Segui pela direita de forma a poder percorrer a marginal no Furadouro, com vistas como a que a seguir apresento, teria sido um crime ter seguido à esquerda em direcção a OVAR.

Depois de uns minutos a contemplar a vista e a saborear um gole insípido de água… levei Dona Isaura por mais um par de Ciclovias, primeiro a Ciclovia da Avenida do Emigrante, com dois corredores paralelos à faixa de rodagem sempre desimpedidos de viaturas o que transmite uma segurança acrescida ao percurso…

… depois pela Ciclovia da Avenida da Régua, esta separada da Rua e onde peões e ciclistas partilham a via com as cores outunais a darem um colorido especial à paisagem.

Findo este percurso vi-me obrigado a seguir pela estrada até à Estação de Ovar, local escolhido para terminar este percurso, no entanto, até lá algumas paragens para outras tantas fotos…

Como é uma cidade que não conheço resolvi, depois deste percurso, descobrir um pouco mais aqui.

E assim atingi a meta, a Estação de Ovar que alberga alguns painéis de azulejos fantásticos, painéis de grande valor artístico e histórico, pintados entre 1917 e 1919 por figuras muito conhecidas do azulejo, como Licínio Pinto e Francisco Pereira.

Enquanto aguardava pelo comboio que me haveria de levar até ao ponto de partida, uma última olhadela ao GPS antes de fazer o fatal “delete”…

Já devidamente acomodados, eu e a Dona Isaura, eu entretive-me com a paisagem e ela com o que lhe deu na “corrente”…

Sobre este percurso muito ficou por dizer, muito mais para mostrar, mas deixo ficar aqui o convite para que façam este agradável percurso e descubram a beleza deste país à beira mar plantado.

Boas pedaladas.

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