PR1 ST – Histórico Pré-Industrial

Caminhadas

De regresso a Santo Tirso para mais uma caminhada, desta feita, para percorrer o PR1 ST – Histórico Pré-Industrial, um percurso histórico e de natureza com nota máxima – folheto e track GPX aqui.

Este percurso de pequena rota, com uma distância aproximada de 8/9 Km e com um grau de dificuldade médio, tem como principais pontos de interesse a Serra Hidráulica de Pereiras, as Azenhas de Valinhas, as Quedas de Fervença, o Castro do Monte Padrão e o Rio Leça.

Iniciamos a nossa caminhada no Carvalhal de Valinhas, um bonito parque adornado por belos exemplares de carvalhos e sobreiros, alguns centenários, onde se encontra edificada a Capela de Valinhas e onde se realiza anualmente, no mês de setembro, uma romaria, a qual é já referenciada nas Inquirições-Gerais de 1758.

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Tomamos a direcção do monte Padrão por um caminho frontal ao parque, uma dúzia e passos adiante encontramos as Azenhas de Valinhas. 

Aproveitando a energia da água foram-se estabelecendo ao longo dos vários afluentes do rio Leça, alguns moinhos e azenhas, estruturas vitais para a economia local e onde se desenvolviam as mais distintas actividades, desde a moagem dos cereais, à serração e também o apisoamento de tecidos. 

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Inicia-se um pequeno ascendente sem grande dificuldade, no entanto, apesar do dia frio previsto, foi suficiente para subtrair parte da roupa que levávamos no corpo. 

Vencida esta pequena inclinação encontramos a Capela do Senhor do Padrão, uma pequena ermida setecentista, onde, reza a lenda, foi edificada no lugar onde esteve implantada a antiga igreja e mosteiro beneditino de Monte Padrão.

Abandonamos por momentos o percurso, pelas traseiras da capela, para visitar o Castro do Monte Padrão, uma belíssima estação arqueológica, bem preservada e documentada por painéis que permitem compreender a sua importância histórica. 

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A mais antiga ocupação registada no Monte Padrão reporta-se ao Bronze Final, séc. IX a.C., período cronológico, a que genericamente corresponde o período de formação da “Cultura Castreja”.

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Retomamos novamente o trilho junto à capela e seguimos na direcção do Centro Interpretativo do Monte Padrão, infelizmente encerrado (!), continuamos em cenário rural até ao lugar de Pereiras, onde se encontra instalada a Serra Hidráulica de Pereiras. 

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Um exemplo da arquitectura pré-industrial e cuja função era a serração de madeira para uso industrial e doméstico, recorrendo à força da água para mover o engenho de serrar. Está classificado como Imóvel de Interesse Público.

Nas proximidades existe um parque de merendas, sendo este, um outro ponto de inicio deste percurso.

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Deixado para trás o parque das Pereiras seguimos paralelos ao rio Leça, uma centena de metros, entrando posteriormente num caminho de terra batida, entre muros, que adiante dá lugar a um caminho pedregoso em sentido descendente que obriga a atenção.

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Voltamos a abraçar o Leça, rio que nasce na parte sul do concelho de Santo Tirso e corre para o Atlântico, onde desagua junto à cidade de Matosinhos.

Esta parte do percurso é absolutamente fantástica, nós fizemos acompanhando a direcção da corrente, tornando o percurso mais desafiante, face aos vários desníveis que se tem de ir ultrapassando, alguns bastante pronunciados, por rochas húmidas, cobertas por musgos… um autentico escorrega natural!

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Um local bucólico pintado em tons de verde e castanho,  com pequenas pontes artesanais a acrescentar magia, com o rio a cortar o silêncio em que se encontra envolvido o local e o canto dos pássaros a trazer uma, aprazível, musicalidade natural ao cenário.

As Quedas de Fervença, sucessão de pequenas cascatas que resultam de um acidente geológico natural, são o ex-libris desta parte do percurso, um espectáculo magnífico da natureza!

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Depois de uma pausa para capturar momentos prosseguimos o caminho, de pedra em pedra como verdadeiros “salta-pocinhas”.

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Abandonamos o rio assim que interceptamos a estrada de alcatrão… a qual seguimos por uma centena de metros para depois iniciar a última subida do dia que nos havia de conduzir novamente ao parque e Capela de Valinhas. 

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Mais um percurso descoberto, mais um dia bem passado… agora é a vossa vez… 

Boas caminhadas.

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PR4 ST – Abraço

Caminhadas

Dispondo de um vasto leque de percursos pedestres para descobrir, Santo Tirso, foi o destino eleito para a mais recente aventura. Um percurso de pequena rota, com cerca de 13/14 km de extensão e com um grau de dificuldade moderado.

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Santo Tirso foi o nome atribuído ao mosteiro fundado ou reedificado, no século X, pelos monges beneditinos na localidade de Moreira de Riba de Ave, sob patrocínio de Aboaçar Ramires, filho bastardo do rei Ramiro II. O uso do termo “Mosteiro de Santo Tirso”, rapidamente substituiu o nome da localidade “Moreira de Riba De Ave”.

A informação disponibilizada no site do município (aqui) é suficiente para que se possa percorrer todo o percurso sem enganos, no entanto, porque não descarreguei a parte da “literatura” seguimos em sentido contrário ao sugerido!!!

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Partimos já não era cedo do parque de estacionamento junto aos Paços do Concelho, ainda meios desorientados, seguimos em direcção ao complexo desportivo (primeiro engano!), descemos a rua em direcção ao bonito Parque do Matadouro, por onde corre o Ribeiro do Matadouro, um afluente do Rio Ave.  O silêncio imperava, envolto num ar húmido e gelado de um final de manhã de inverno. O sol, bem se esforçava por trespassar os despidos ramos, no entanto, o corpo teimava em não aquecer! (Voltamos a entrar na rota correta)

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Depois de umas dezenas de metros paralelos à estrada fizemos o seu atravessamento e seguimos por caminhos rurais…

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No lugar da Lomba, onde o caminho bifurca para S. João do Carvalhinho e Nossa Senhora da Assunção seguimos pela segunda (segundo “engano”!)

Deste ponto até atingir o cume onde se encontra instalada a Basílica de Nossa Senhora da Assunção o percurso é sempre em subida constante, por vezes dura, adornado com bonitos quadros oferecidos pela mata do monte de Nossa Senhora da Assunção. Quem estava com frio… deixou de estar!!!

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A basílica foi concebida pelo arquiteto Korrodi sob a inspiração romano-gótica com alguns laivos de neo-romantismo. De planta em cruz grega, a sua soberba construção faz lembrar as monumentais basílicas orientais.

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A sua localização permite uma ampla visibilidade sobre a cidade e territórios vizinhos.

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O dia que se previa de céu limpo, foi momentaneamente interrompido por uma nuvem negra que fez cair, ainda mais, a temperatura que por estes dias já por si é baixa. Utilizando as paredes da basílica como protecção ao vento fizemos ali o nosso “almoço”. 

Com a temperatura corporal a voltar a níveis desagradáveis, tipo “Bater o Dente”, seguimos em sentido descendente, novamente por entre a zona de lazer da mata em direcção à Capela de Santa Cruz. 

Segundo reza a lenda esta ermida foi mandada edificar em agradecimento ao Bom Jesus da Santa Cruz, por um viajante brasileiro que se salvou de um ataque de uma cobra neste monte.

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Continuamos por entre terrenos agrícolas e florestais até à Capela de S. João do Carvalhinho, localizada num antigo castro romanizado, a capela edificada em 1702 desfruta de uma bela vista sobre o vale de Burgães, sobre o rio Ave e Monte Córdoba.

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Com a cidade na linha de vista apressamos o passo.

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Chegados novamente às imediações do parque do matadouro, corrigimos o engano inicial e percorremos o escadório da Quelha da Pêssega junto à Fonte da Maria Velha,  à qual está associada a trágica lenda de amor impossível entre o filho de um Senhor de Burgães e Maria, uma lavadeira, cujas lágrimas fizeram brotar a água da fonte.

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Terminado o percurso, partimos à descoberta dos famosos doces tradicionais da região “os jesuítas“… prometemos voltar… não só pelos jesuitas, mas no intuito de conhecer um pouco melhor este território e suas histórias.

Até lá… Boas Caminhadas.

PR1 CBT À Volta do Castelo e “Villa de Basto”

Caminhadas

Antes do virar de página de mais um ano ainda houve tempo para mais uma actividade ao ar livre, uma caminhada por terras de Basto, um percurso que já estava “agendado” há vários anos, mas, por motivos vários ainda não tinha sido possível concretizar.

PR1- À volta do Castelo de Arnoia e antiga Villa de Basto é um percurso de pequena rota que se desenvolve em dois círculos distintos. A partida e chegada acontece na aldeia do Castelo, antiga Villa de Basto que foi sede do concelho de Celorico de Basto até ao ano de 1719.

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O Castelo de Arnoia, em volta do qual todo o percurso se desenrola, é referido em documentos datados do ano de 1064, aludindo ao Castellum Celorici et oppido ibi.

Este Castelo enquadra-se na arquitectura militar da época românica, existindo nele elementos que concorrem para ser inserido nesta arte: a torre de menagem; a existência de uma única porta (a multiplicação de aberturas tornavam a defesa do Castelo mais vulnerável); a cisterna subterrânea no pátio amuralhado (com objetivo de conservar as águas pluviais perante uma possível guerra de cerco) e, por fim, o largo adarve, que define uma planta triangular.

Aproveitamos o largo da Capela de Santa Luzia para aparcar e dar inicio ao nosso percurso…

A primeira parte do percurso ou o “primeiro círculo” faz-se no núcleo habitacional próximo ao castelo e por caminhos florestais levando-nos da aldeia do Castelo até ao monte do Calvelo onde se encontra edificada a Capela do Senhor do Calvário, tem uma extensão aproximada de 4.250 m com um grau de dificuldade baixo, 

Mas, antes de lá chegar ainda há muito para ver e descobrir… desde logo as “Alminhas do Castelo“, património representativo da religiosidade que, por norma, se encontram instaladas à beira dos caminhos ou em encruzilhadas.

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Aproveitamos o fator frescura física para subir até ao castelo, ao alto da sua torre de menagem e ter o privilégio, graças ao céu limpo, avistar toda a beleza natural da região.

O Castelo encontra-se sempre aberto, pelo que a visita está assegurada…

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Terminada a visita prosseguimos em sentido descendente até à aldeia onde se destacam alguns edifícios históricos. Apesar da sua importância encontram-se em avançado estado de degradação!!! Como é o caso do edifício que albergou a Cadeia e Casa das Audiências, utilizado desde o séc XVI, símbolo do poder judicial…

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…e da Casa de Boticas, séc. XVIII, a farmácia dos tempos modernos.

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Uns metros adiante, nas imediações do Centro Interpretativo encontramos mais elementos de grande significado, o pelourinho e o tanque comunitário e fonte, este último um elemento essencial à vida da comunidade e ponto de encontro.

Deixamos para trás o núcleo habitacional e seguimos por um caminho de terra batida até ao alto do monte de Calvelo, deste local temos uma vista privilegiada sobre o Castelo e serras circundantes.

Esta primeira parte do percurso, na minha opinião, não prima pela beleza, nem tem um grande interesse histórico-cultural, à excepção do núcleo em volta do Castelo, pelo que, quem pretender fazer este PR com crianças ou para quem não pretender fazer muitos quilómetros poderá subtrair esta parte do percurso.

A segunda parte é de grau de dificuldade mais elevada, um pouco mais extensa, mais ou menos  6.750 m e mais apaixonante em termos de paisagem.  Podemos considerar que este segundo troço inicia-se a partir da passagem pelo restaurante “A Forca”, localizado ao lado do centro interpretativo.

Seguimos em sentido descendente até ao fundo do vale, por entre campos agrícolas, onde a cultura da vinha domina.

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Passagem pela Casa de Sequeiros, um solar oitocentista com capela.

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Ultrapassado um pequeno ribeiro inicia-se uma subida acentuada até ao Miradouro de Penícia, um bom ponto de paragem para retemperar forças e para fazer mais um registo fotográfico do Castelo.

Daqui temos uma maior percepção da localização, quase inacessível do Castelo, dada a forte pendente da formação rochosa onde está edificado. 

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Ultrapassada a maior dificuldade do percurso, o regresso até à aldeia do castelo faz-se sem dificuldades dignas de registo…

Os Moinhos de Combro certamente tiveram grande importância para a economia dos habitantes locais, mas hoje, são mais um amontoado de pedras com telhado, onde a vegetação se encarrega de ir tapando a desgraça em que se encontram…

Passagem pela calçada tradicional, muito antiga, a chegar ao lugar de Chelo.

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O restante percurso até à aldeia e às imediações do Castelo fez-se de forma rápida por entre belos quadros rurais…

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Um pouco mais de história sobre o Castelo de Arnóia:

“A sua construção deve ser entendida no movimento de encastelamento que entre os séculos X-XII marcou o território europeu com a intenção de defender as populações locais contra investidas inimigas.

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Todavia, não poderemos entender a construção deste Castelo em termos de defesa territorial, mas, sobretudo, como marco de um espaço geográfico em reorganização: encabeçando a Terra de Basto, gerou-se junto a ele uma povoação denominada por Vila de Basto.

No entanto, o seu isolamento e a limitação de espaço que impedia a expansão da vila poderão estar na origem da transferência da sede concelhia para a freguesia de Britelo, no ano de 1717, e que veio a ser mais tarde designada de Celorico de Basto.

O abandono do Castelo deu-se precisamente a partir do ano de transferência da sede do concelho, quando as elites deixaram a pequena Vila de Basto e fixaram residência em Britelo.

Sinónimos do abandono, no dealbar do século XX, os sinais de degradação eram evidentes nas aduelas da cobertura que se encontravam no seu interior, na silharia com rombos e múltiplas deslocações ou na torre de menagem reduzida às suas paredes.

Esta situação permaneceu até à década de 1930, quando se iniciaram as diligências com vista à classificação deste monumento. Este processo só ficou concluído em 1946 com a sua classificação como Monumento Nacional.”

fonte  | rotadoromanico.com

Agora é a vossa vez… encontramo-nos brevemente numa outra aventura, até lá, boas caminhadas.

PR3 – Fisgas de Ermelo

Caminhadas

O PR3 – Fisgas de Ermelo é um percurso circular de 12,4 Km que se inicia na Aldeia de Ermelo junto à igreja Paroquial e nos conduz pelas paisagens de excelência da serra do Alvão,. O grau de dificuldade é moderado, embora em alguns locais poderemos considerar difícil. Em termos de sinalização encontra-se muito bem sinalizado, no entanto, podem sempre fazer-se acompanhar de um ficheiro GPS – usei este.

Um percurso, na minha opinião, para ser feito durante a primavera ou o outono.

“Ermelo deriva provavelmente do germânico lo, que significa floresta e de irmin do qual existem diversas explicações entre as quais a palavra “divino” ou a referência ao antigo deus germânico de nome Irmin.

Uma outra explicação  para a palavra é eremus, proveniência latina cujo significado é solitário ou desértico.”

Caminhada

Iniciamos o nosso percurso um pouco antes do inicio oficial do mesmo, junto ao café, no coração da aldeia. Atravessamos a aldeia por entre casas e muros de xisto e à medida que abandonamos o casario, a natureza começou a abraçar-nos…

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Iniciamos a descida por entre uma paisagem bucólica que nos leva até à ponte de madeira que faz o atravessamento da Ribeira de Fervença. Daqui em diante, como diz a placa, não há wi-fi… a “conecção” é outra (já não chegava vandalizar o património!!!) e quase sempre em sentido ascendente até à aldeia de Varzigueto.

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A subida inicia-se na margem oposta, primeiro num caminho estreito, sobranceiro à ribeira, ladeado por uma protecção de cordas, abrindo adiante, para uma espécie de estradão “corta-fogo”  com bastante pedra solta… 

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Da Lomba do Bolhão, a meio da subida, já é possível observar a queda de água das Fisgas… uma pequena paragem para respirar, para registar o momento em foto e prosseguir em passo lento.

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O percurso prossegue num segmento mais técnico, por um solo em pedra que quando molhado se torna escorregadio. Quanto mais alto vamos subindo mais longe a nossa vista vai alcançando, daqui já é possível observar o monte da Senhora da Graça desde o cume até à base.

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Continuamos em sentido ascendente até ao Alto da Cabeça Grande um novo miradouro sobre a queda de água e onde é possível ter a noção exacta da profundidade do desfiladeiro por onde corre o rio Olo e que segundo o painel informativo é abrigo para uma enorme variedade de espécies animais e vegetais.

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A cascata com os seus 200 metros de desnível, feita em vários patamares é uma das maiores quedas de água de Portugal e uma das maiores da Europa.

Prosseguimos depois em direcção às Piocas de Cima, pequenas piscinas naturais que em dias de calor serão um local de paragem obrigatória para um mergulho.

Depois de um pequeno momento de descanso junto às Piocas de Cima, para ajudar a recuperar da longa subida, prosseguimos por entre o pinhal, guiados pelo brilho dos sacos de resina fincados aos troncos. Descemos até ao nível do rio que fomos percorrendo, paralelamente, até à aldeia.

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Esta aldeia incrustada sob a massa rochosa da montanha, aos 745 metros, está de mãos dadas com o rio Olo.  Depois de cruzar o povoado seguimos pela estrada. Uma centena de metros adiante, depois de passar sobre a ponte, volvemos à esquerda e prosseguimos novamente em sentido ascendente até à Cancela do Miradouro. Um deslumbrante “varandim” sobre a paisagem.

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Por um piso de alcatrão, em sentido descendente, que mais tarde dá lugar a um caminho florestal com bastante pedra solta avançamos até ao Miradouro das Fisgas de Ermelo, a oportunidade de uma nova paragem para observar a mesma paisagem de outra perspectiva.

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Se até à Cancela do Miradouro o sentido foi sempre ascendente, agora estamos no reino das terras que descem… daqui até ao Fojo pelo trilho mas difícil tecnicamente, devido à grande quantidade de pedra solta.

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Ao longo da descida é possível observar as Piocas de Baixo, no entanto, como o céu azul começou a dar lugar a um mais cinzento, acompanhado por uma massa de neblina, decidimos não descer para as ver mais de perto.

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Voltamos a entrar numa zona de bosque com belas cores, belas árvores, belos musgos, que nos acompanham até à Ponte da Abelheira, onde cruzamos o rio Olo pela última vez.

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Uma última rampa para vencer por entre muros e campos agrícolas antes de entrarmos na aldeia.

Uma mulher jovem conversava com um homem mais velho, este sentado num velho banco… do alto de um escadote, também ele velho, é atirado na nossa direcção – Boas tardes. Devolvemos a saudação enquanto a tesoura de poda prosseguia o seu trabalho por entre os ramos das videiras…

…a pacatez da aldeia é contagiante, que o digam os gatos!

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Sob o telheiro da esplanada do café da aldeia terminamos a nossa caminhada, um percurso que não deixará ninguém indiferente. Se gostaram  têm de sair à descoberta…

… Boa Caminhada.

Centro de Trail Running – Valongo

Caminhadas

Foi ontem inaugurado o Centro de Trail Running de Valongo e nós, no sábado, fomos explorar um dos quatro percursos disponíveis.

Ancorada no Parque da Cidade de Valongo esta infraestrutura oferece aos praticantes da modalidade uma rede de percursos de cerca de 90 Km distribuídos pelas serras de Santa Justa e Pias, serras que integram o Parque das Serras do Porto e ainda pelas serras de Quintarrei e Alfena. Os percursos, homologados pela Associação Portuguesa de Trail Running, encontram-se divididos em 4 níveis, Trilho do Rio Ferreira – 10 km, Trilho de Santa Justa – 12 Km, Trilho do Paleozóico – 23 Km e Trilho do Vale Longo – 45 km. Toda a informação sobre os mesmos encontra-se reunida no site centrotrailvalongo.pt. Este equipamento permite ainda acesso a balneários a quem venha desenvolver a sua atividade desportiva neste território.

Depois deste pequeno enquadramento sobre os percursos, vamos lá falar do Trilho do Rio Ferreira, um percurso circular, de 10 Km, com um desnível positivo de 400 m.

Saímos do parque da cidade de Valongo para uma viagem que nos transporta por um território da Era Paleozóica, por serras que guardam habitats e espécies de flora e fauna com estatuto especial de conservação, por um território com vestígios arqueológicos fantásticos, com destaque para a mineração aurífera romana.

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O percurso quase sempre fácil e plano, no seu inicio percorre paralelo à malha urbana da cidade que, à medida que a vai deixando para trás entra num percurso de monte paralelo ao Rio Simão. 

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Tal como o rio, caminhamos em direção ao Ferreira, um rio de maior caudal, de margens mais espaçadas, onde por estes dias as águas se agitam de forma mais brava trazendo umas espectacularidade extra à paisagem.

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Esta parte do percurso percorre a estrada de paralelos que nos conduz à aldeia de Couce, umas centenas de metros adiante corta pelo “Caminho Interior de Couce”, a antiga via de ligação ao lugar, onde com alguma atenção conseguimos detectar vestígios da circulação das carroças de bois.

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Alcançada a aldeia, cruzamos a mesma pela calçada empedrada.

Estas terras são ocupadas desde a era primitiva como nos “contam” os vestígios arqueológicos do Castro de Couce, o Castro de Pias ou ainda o Alto do Castro. Depois disso foram povoadas pelos romanos que nestas serras construíram um dos maiores, senão o maior, complexo mineiro conhecido. Ver vídeo sobre a mineração romana aqui.

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Transpomos o rio pela ponte romana de Couce e seguimos novamente paralelos ao rio Ferreira, contra corrente, pelo caminho dos pescadores, o segmento em que a beleza paisagística se destaca da demais.

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Este tramo de quase 2 km começa a ganhar altitude na sua parte final, por entre fragas e caminhos estreitos e acidentados, em alguns momentos, com vistas vertiginosas sobre a encosta. Nesta fase ainda há que ultrapassar uma ponte (ou algo parecido) que liga dois afloramentos rochosos.

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Daqui iniciamos uma descida acentuada que exige atenção redobrada atendendo às características do piso – pedra solta. Este tramo leva-nos até à cota do rio, a zona da Queiva, junto das minas de extracção de ardósia, um dos produtos identitários desta terra. A ardósia é o Ouro Negro da região e sobre ela já falei aqui.

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Atendendo a que a ponte ainda não se encontrava concluída, não oferecendo condições de segurança, fizemos um desvio até ao interior da vila de Campo para reforço alimentar.

Seguimos então pela rota do percurso 4, tendo como cenário os imponentes blocos de ardósia que delimitam a zona das pedreiras da Companhia Portuguesa de Ardósias. Por esta altura o cinzento que marcava o dia acentuou-se trazendo, ao cenário, algum dramatismo.

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Um pouco mais compostos seguimos pela rua da E.B. 2.3 Padre Américo, após cruzarmos a linha de comboio por uma passagem inferior, seguimos à esquerda pela escadaria e dali seguimos novamente à esquerda pela Rua da Azenha, percurso que nos leva à zona da Queiva, na margem oposta à ponte que se encontrava inoperacional. 

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Seguimos, uma vez mais, na direcção da corrente até às “Fragas do Castelo” local bem conhecido pelos amantes de escalada. Esta parte do percurso está instalado em terrenos de idade ordovícica, ou seja, compreendido entre 488 a 443 milhões de anos aproximadamente.

Neste ponto, o terreno volta a ganhar altura… em poucos metros ganhamos uma altitude considerável, por entre fragas, novamente por caminhos estreitos, com passagem por meia dúzia de metros em que a atenção tem de estar em nível elevado pois o “nada” está mesmo ali ao lado!

Nesta parte há que ter também especial atenção para os “fojos”, respiros das galerias das minas que, não estando sinalizados, podem confundir-se com a paisagem. Verifiquei que o mato deve ter sido limpo recentemente o que possibilita identificar “o buraco”, no entanto, convém manter a atenção e não sair do trilho. 

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Vencido o segundo e último desnível digno de registo iniciamos a descida rumo ao Corredor Ecológico, trajeto já percorrido no início e que se inicia naquela “linha” riscada no sopé do monte.

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Findo o percurso, porque não, repor alguma energia perdida num dos cafés, tabernas ou restaurantes do centro da cidade… ou então procurar uma biscoitaria para levar outro dos produtos que são imagem de marca desta terra.

Para os menos aventureiros, podem percorrer apenas o corredor ecológico que liga o centro da cidade até à aldeia de Couce, ou em alternativa, visitar o eixo histórico da cidade, a sua ligação ao pão, regueifa e biscoitos, tema que já falei na Rota do Grão ao Pão.

Quem encontra a sua motivação no património pode fazer um tour pelo património religioso da freguesia, embora não oficial, embora não marcado podem guiar-se pelo texto que disponibilizo aqui e seguir as setas laranjas que ainda se encontram espalhados pelo percurso proposto.

Fica assim o convite a virem descobrir este território… boas caminhadas ou bons trails.

PR3 – Vale de Aveloso – Cinfães

Caminhadas

Com o “acampamento base” a poucos quilómetros de um património natural de elevada beleza, seria um crime não aproveitar essa oportunidade para passear em tais cenários, regressamos então ao concelho de Cinfães para calcorrear o quinto percurso por estas terras.

O percurso pedestre do Vale de Aveloso é um percurso circular, em forma de oito, muito bem sinalizado, com início e fim na junta de freguesia de Tendais. Um trilho de 11 Km e um grau de dificuldade moderado. Um percurso marcado pela existência de muita água,  de vertentes acentuadas, de caminhos alagados, de campos ensopados, onde fintar estes obstáculos poderá não ser tarefa fácil, principalmente, na época das chuvas.

A Freguesia de Tendais é composta por 15 lugares habitados, não existindo enquanto povoação, correspondendo apenas a uma designação que congrega todas as aldeias.  A origem do topónimo “Tendais”, segundo a lenda, teria a ver com grupos de tendeiros que há muitos anos atrás acampariam nesta região.

Depois desta breve introdução vamos meter pés ao caminho…

Com estacionamento contíguo à Igreja aparcamos aí a viatura e seguimos até à Junta de Freguesia onde se inicia o percurso. Daí começamos logo da melhor forma, em ascendente.

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Depois de fazer o atravessamento da estrada N321, seguimos por uma área rural até à aldeia de Macieira.

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Por calçadas antigas e caminhos murados seguimos até a ribeira de Covais, o seu atravessamento não foi problemático, no entanto, em dias de chuva poderá não ser fácil, quer pelo caudal da ribeira, quer pelo facto de o atravessamento ser efectuado saltando de pedra em pedra.

A região é essencialmente rural e os seus habitantes, ainda hoje, se dedicam na sua maioria a actividades agrícolas e pecuárias, com especial destaque para a criação de gado bovino (raça arouquesa), bem como ovelhas e cabras.

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Os rios correm para o mar e as águas dos montes correm para os rios e ribeiras, logo, este caminho paralelo à ribeira tornou-se numa verdadeira aventura para transpor sem molhar as meias!!!

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Um pouco adiante, o caminho oferece dupla possibilidade de seguir em direcção a Aveloso, nós optamos por seguir pela direita, a meu ver o melhor caminho, tendo em conta que o regresso foi feito pelo caminho da esquerda que nos pareceu mais irregular e ainda mais inclinado do que aquele que foi a nossa opção.

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Chegados a Aveloso, famintos e sequiosos, tratamos de inquirir a primeira pessoa com quem nos deparamos sobre a existência de um café, um tasco, ou algum local para beber… com dificuldade lá fomos encaminhados para as opções disponíveis no local… as fontes da aldeia! Do mal o menos…

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Como vem sendo hábito, o repasto fez-se em solo sagrado, sob o sol quente de inverno, com a companhia de um “fiel amigo” que parecia tão faminto quanto nós… e porque estávamos em solo de Deus, seguimos as suas demandas: – Dar de comer a quem tem fome.

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Finda a refeição não perdemos muito tempo para voltar a colocar pés ao caminho, uma visita rápida pela aldeia, deu para comprovar aquilo que saltava à vista… esta é seguramente a aldeia mais empobrecida por onde passamos, num isolamento ainda maior que qualquer das outras aldeias por aqui visitadas!!!

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A descer todos os santos ajudam e por isso não foi difícil regressar novamente ao “cruzamento do oito”. Daí seguimos a direito até à aldeia de Meridões, pelo caminho duas pausas, uma para falar com o pastor de um pequeno rebanho, que à nossa abordagem nos acolheu num sorriso franco. Ali, a quilómetros de distância da povoação onde reside, só ele, só mas não sozinho… e todo um mar de verde, os seus animais e o cantos de aves.

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Adiante, uma outra figura, mulher de estatura baixa, gasta pela passagem dos anos e pela dureza da terra, à nossa saudação, o mesmo sorriso do pastor, aberto, de felicidade como a convidar a “duas de letra”. Assim fizemos e ambos ganhamos com a conversa.

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Atravessamos o coração da aldeia e prosseguimos em direcção a Tendais. Descemos, uma vez mais, até ao nível da ribeira para vencer de seguida o último ascendente do dia.

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Desta margem é possível observar com clareza a forma engenhosa, os socalcos, como as populações venceram os desníveis acentuados das vertentes da serra adaptando-os para a agricultura.

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Guiados pela torre sineira dirigimo-nos até à Igreja local onde terminamos mais uma viagem fantástica…. 

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… Boas caminhadas.

PR5 – Caminho de Canaveses – Marco de Canaveses

Caminhadas

Uma ida até à aldeia é sempre uma oportunidade de explorar novos recantos e foi o que fizemos no final de semana… embora ponto de passagem, quase obrigatório, sempre que fazemos a viagem até “à cabana” nunca tinha sido ponto de paragem: Sobretâmega.

Sobretâmega, situa-se na margem direita do Rio Tâmega, hoje uma freguesia do concelho de Marco de Canaveses, outrora foi parte integrante desse mesmo território. Terra com grande ligação aos nossos antepassados, território de eleição da rainha D. Mafalda, esposa de D. Afonso Henriques. Foi também terra predilecta do Rei D. Pedro e segundo reza a história terá sido aqui, na Casa da Palmatória, que o mesmo jurou a sua mãe, D. Beatriz, que terminaria a guerra com o seu pai, D. Afonso IV, facto que não se chegou a verificar. Mas as origens da vila remonta ao tempo dos romanos que terão instalado em Sobretâmega uma estância balnear aproveitando a sua nascente de águas minerais. 

É neste território inundado de boas vistas e belas histórias que se desenvolve este PR5 – Caminho de Canaveses, percurso de 8 km, circular, de grau de dificuldade fácil e que tem inicio e términos junto ao Parque Fluvial do Tâmega, junto à Igreja Românica de Sobretâmega.

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Ao longo de quase um quilómetro percorremos o parque sobranceiro ao rio… depois o percurso segue por zonas mais agrícolas, em Teixogueira encontramos uma zona de bosque que adiante dará novamente lugar à paisagem rural dos campos de cultivo e vinhedo.

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No lugar de Pombal, transpomos o rio Paçô, pela Ponte dos Asnos… 

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…de seguida faz-se o atravessamento da estrada em direção à parte histórica da freguesia, o Largo do Santo e à Rua Direita onde se encontra edificada a Casa da Palmatória, já aqui mencionada.

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Daqui seguimos em direcção a Caldas de Canavezes, onde o percurso coincide com a estrada nacional mas onde o tráfego é reduzido o que dá alguma segurança a quem ali transita. Daqui, a vista volta a abrir para belos quadros naturais.

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Passagem por este pitoresco conjunto de casas que o inverno fez o favor de revestir de musgo conferindo-lhe alguma teatralidade… para adiante passar pelo antigo Hotel das Caldas de Canaveses que por estes dias se encontra em obras e que após conclusão será, seguramente, um edifício lindo para se visitar e fotografar.

O percurso deixa a estrada e volta a entrar na zona de parque fluvial para umas centenas de metros adiante, junto da Ponte, encontrar o seu fim.

Um percurso interessante para se descobrir… Boas caminhadas