PR4 – Encostas da Serra – Cinfães

Caminhadas

De volta às caminhadas, de volta ao concelho de Cinfães… desta feita para percorrer o PR4 CNF – Encostas da Serra. (folheto do percurso)

Um percurso circular de aproximadamente 8 km, com um grau de dificuldade moderado, com início na aldeia de Bustelo, também conhecida por Bustelo da Lage, nome que deriva da presença de uma impressionante laje de granito na aldeia que serve de eira. As eiras são grandes espaços amplos onde se realizam tarefas ligadas às atividades agrícolas como a secagem dos cereais ou a desfolhada do milho e, por norma, localizam-se em zonas de boa exposição solar e ventos favoráveis.
Esta em particular é uma eira comunitária de rocha natural, envolta num conjunto de edificações de apoio às práticas agrícolas, como espigueiros, pequenas arrecadações e cortes de gado, por aqui também denominadas como lojas.
A importância deste espaço foi tal, e ainda continua a ser, que a aldeia recebe no seu nome essa referência.

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Aqui, é possível observar as medas de milho espalhadas pela grande laje, cones “perfeitos” construídos com as canas de milho. Com alguma atenção também é possível observar mais alguns exemplares ao longo do percurso.

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Seguimos em direcção da aldeia de Alhões, mais precisamente do Centro de BTT. O percurso segue entre muros, por um caminho que altera entre o empedrado e terra, que vai subindo de uma forma ligeira sem causar dificuldade.

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Ao longo do percurso podemos contemplar as paisagens da serra do Montemuro, onde predominam as grandes rochas graníticas de formas e dimensões variadas.

Nas proximidades do centro de BTT temos de vencer um ascendente mais duro, mas não muito longo, aí chegados, percorremos a parte final de um percurso anteriormente realizado o PR5 – Caminhos das Portas, mas desta vez em sentido inverso, descida e nova budida até à aldeia de Alhões. (Percurso, fotos da aldeia, factos sobre a mesma e dos seus principais edifícios ver aqui)

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Como já conhecíamos a aldeia e estava quase tudo visto e revisto não perdemos muito tempo a turistar. Como já ia longe a hora do pequeno almoço e com o estômago e pernas a pedirem suplementos, decidimos aportar num local para o almoço volante. 

Não podíamos ter encontrado melhor local para o efeito do que o átrio da Igreja! Foi um almoço abençoado, aquecido pelo sol do início de tarde.

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Partimos em direção a Oeste, em direção ao vale do rio Bestança por calçadas e trilhos antigos, numa longa descida. Na foto seguinte está bem pronunciado o vale e ao fundo, o Douro, para onde corre o Bestança.

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Ao atingir a base da encosta passamos sobre o rio Bestança para a margem oposta, adiante voltamos a cruzar o rio uma outra vez… em sentido oposto.

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Atravessamento efetuado inicia-se a última dificuldade do dia, a subida até à povoação… aqui tivemos de vencer uma outra dificuldade!!! “Manadas” de mosquitos!!! Com o boné a funcionar como hélice lá tentei afastar a bicharada para longe, no entanto, eles deram luta e quase ganhavam a batalha!!!

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A aldeia de Bustelo tem no granito a base das suas edificações, embora modesto, um dos edifícios que se destacam na paisagem é o da Igreja Matriz, cuja fachada se encontra virada para o vale que acabamos de percorrer.  No adro encontramos uma arca tumular antropomórfica, que parece pertenceu ao culto cristão na época da monarquia suevo-visigótica.

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Daqui ao final restam uma centena de metros entre o casario.

Para os que se quiserem aventurar neste percurso o melhor local para ancorar a viatura é próximo do café Bustelo… ponto ideal para hidratar no final da contenda!

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Brevemente voltamos aos trilhos de montanha, até lá, boas caminhadas…

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PR1 – Rota do Pico da Vila – Mesão Frio

Caminhadas

De passagem por Mesão Frio, não quis perder a oportunidade de conhecer um pouco da sua história, a sua cultura e o seu património natural, para isso decidi calcorrear o trilho PR1 – Rota do Pico da Vila, diga-se de passagem, muito mal marcado, disponibilizo por isso um track em GPX, aqui, para quem se quiser aventurar e não andar à deriva.

Percurso circular, numa extensão aproximada de 11,5 Km, com alguns desníveis bastante acentuados, percorre caminhos antigos entre monte e vinhas sempre em comunhão com a jóia local, o rio Douro. Segundo panfleto do percurso, o mesmo, inicia-se na Avenida Conselheiro Alpoim, centro da vila de Mesão Frio, no entanto, no local, não foi possível vislumbrar qualquer marco ou indicação do mesmo.

Começamos o nosso percurso um pouco antes do hipotético início do mesmo, no Largo do Cruzeiro.

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“1861  é a data inscrita na cartela do espaldar, assinalando a sua construção pela Câmara Municipal na frontaria do antigo Convento da Ordem Terceira de São Francisco  onde se tinham instalado os Paços do Concelho em 1834. Em 1940  foi deslocada pela Câmara Municipal do largo onde então se erguia para o actual local, devido a ter sido aí colocado um padrão comemorativo dos centenários da nacionalidade.”

fonte  |  mesaofrio.com.pt

Descendo a rua por entre o casario caminhamos em direcção à Rua do Balcão, nome que deve advir ao facto da zona pedonal se encontrar mais elevada em relação à via, criando um balcão, mas antes de lá chegar, mais uma paragem para observar o pelourinho da vila.

“Situado na praça que tem o seu nome, foi o primeiro símbolo de poder local, remontando à época dos romanos. Este pelourinho é constituído por uma plataforma com 3 degraus, pela base octogonal, pela coluna e pelo remate com 4 argolas ao alto formando uma cruz. O reinado de D. Afonso III contribuiu para que a implantação deste símbolo fosse uma constante em todos os concelhos como poder local de julgamento, como era em Barqueiros, Mesão Frio, Vila Marim e Vila Jusã. A partir do século XVI serviam essencialmente para afixação de editais. Foi classificado imóvel de interesse público pelo Decreto-Lei nº23 122, de 11 de Outubro de 1993.”

fonte  |  mesaofrio.com.pt

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Sem mudar o rumo prosseguimos até à Avenida Conselheiro Alpoim. Inicio do percurso… nem vê-lo! Aqui na Avenida destaca-se o edifício que hoje alberga os Paços do Concelho, outrora, o Convento dos Franciscanos.

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“A fundação do Convento dos Franciscanos, em Mesão Frio, não tem uma data precisa. Fortunato de Almeida, o conceituado autor da “História da Igreja de Portugal”, diz que “o Mosteiro de São Francisco de Mesão Frio foi fundado em 1724, para frades”, e Frei Henrique Rema dá o ano de 1744 como data provável da sua função. É muito possível que o edifício para alojar os frades franciscanos tivesse começado a ser edificado em 1724, e que o seu acabamento se tornasse um facto apenas vinte anos depois. Entre uma e outra data aparece ao lado da igreja do Convento a Ordem Terceira de São Francisco, em cuja direcção estiveram outrora os frades. No interior dos Claustros do Convento, podem ver-se umas escadas subterrâneas que vão dar a um túnel. O povo, sempre de imaginação fértil, criou a lenda de que nesse túnel subterrâneo existe um caminho por onde os mouros atravessam o Douro em direcção ao Convento de Barrô. Actualmente, e desde 1834, é neste edifício que funcionam as várias repartições públicas do poder judicial, administrativo e autárquico da vila de Mesão Frio.”

fonte  |  mesaofrio.com.pt

Em frente, encontra-se a Capela de Santo António, depois das fotos tiradas seguimos pela via da esquerda… em busca de alguma indicação sobre o percurso (!) na falta da mesma foi necessário recorrer ao apoio do GPS. 

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“Mesmo em frente à Travessa da Cerca do Convento, onde principia a Av. Conselheiro Dr. José Maria de Alpoim, destaca-se uma pequena capela de invocação a Santo António, em cujo frontispício se encontra gravado o ano de 1845. Álvaro Maria de Fornellos, diz que esta capela pública foi construída por “um tal Melo de Quintela” no ano de 1845, porém, quando foi arrematada em hasta pública a Cerca do Convento dos Franciscanos, o Edital da Junta de Crédito Público, publicado a 12 de Novembro de 1842, já falava da existência dessa Capela três anos antes da data que encima o edifício.”

fonte  |  mesaofrio.com.pt

Na certeza que estávamos na direcção correta seguimos caminho sob um sol quente. Desaconselho este percurso em dias demasiado quentes ou chuvosos, no primeiro, porque a dureza dos ascendentes e a exposição solar dos mesmo pode levar a um “esgotamento”, no segundo, porque os descendentes, ora pela vinha, ora na estrada, podem precipitar uma queda…

Chegados ao largo da Igreja de São Nicolau temos de dividir a nossa atenção entre os dois edifícios que se destacam dos demais. Um é a própria igreja…

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“A Igreja de S. Nicolau, foi profundamente alterada no século XVIII. Diz-se que é um templo de raiz românica, mas, mesmo a versão de que o primitivo templo foi fundado pela rainha Dona Mafalda, carece de testemunhos documentados que legitimem a sua antiguidade. Muitos autores querem provar a antiguidade deste templo pela espessura das suas grossas paredes, mas o seu traçado arquitectónico é uma reconstrução oitocentista (na qual se aproveitou parte das pedras que pertenciam à antiga igreja da Misericórdia). No interior da Igreja de S. Nicolau, além da talha preciosa e de objectos raros do culto sagrado, encontra-se embutida na parede lateral virada ao nascente a sepultura de D. Francisco Souto Maior Pinto, fidalgo que foi Governador de Angola e capitão – general do reino. Do lado oposto a este túmulo construiu-se, em 1595, uma Capela brasonada na qual foram esculpidas as “armas” de António de Azeredo e Vasconcelos, seu fundador. As pinturas da sacristia são atribuídas a Manuel Arnau.”

fonte  |  mesaofrio.com.pt

… o outro é o edifício da Misericórdia.

“Ao lado do adro da Igreja de S. Nicolau, encontra-se o edifício da Santa Casa da Misericórdia de Mesão Frio fundada em 1560 por André da Fonseca. O grande impulsionador desta nobre instituição caritativa foi, sem dúvida, António de Azeredo e Vasconcelos ao legar-lhe todo o património rústico e urbano que se espalhava por Gradins, Vila Verde, Fundo de Vila, Vila Jusã, Barqueiros e Barrô.”

fonte  |  mesaofrio.com.pt

Prosseguimos adiante na expectativa de encontrar alguma indicação sobre o percurso que haveria de aparecer um pouco mais adiante. Seguindo a orientação do mesmo lá prosseguimos paralelos à Adega Cooperativa e como o caminho anunciava passagem pelo miradouro de S. Silvestre, prosseguimos pela via em sentido ascendente. Numa centena de metros ficamos logo com uma visão ampla sobre a paisagem.

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As marcações voltam a desaparecer e volta a ser necessário recorrer ao ficheiro GPS, até porque, o caminho entra numa zona florestal sem qualquer tipo de referência, a não ser, a capela e miradouro lá no alto.

Aí chegados, uma visão de 360º percorrendo o território de três distritos, Porto, Vila Real e Viseu. No ponto mais alto deste monte encontra-se instalada a Capela em honra a São Silvestre.

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“Encontra-se nos cumes deste monte, com romarias desde os tempos imemoriais, evoca o primeiro papa do mesmo nome, natural de Roma, que faleceu a 31 de Dezembro do ano de 335. Desde épocas remotas a Capela teve ermitão próprio. Esta Capela foi restaurada em 1967, e, em dia de romaria que se realiza no último Domingo de Agosto, pode o visitante admirar os ícones sagrados do papa que lhe deu o nome, do mártir São Sebastião e de Santa Bárbara, quando em procissão religiosa, aos ombros dos romeiros, os andores sobem até à Capela.”

fonte  |  mesaofrio.com.pt

Depois de contemplada a vista prosseguimos, desta feita, em sentido descendente, por um caminho, irregular, entre as vinhas. Desde o alto podemos seguir com o olhar o caminho a tomar até ele se precipitar sobre o monte seguinte.

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Este troço irá condizir-nos até uma estrada alcatroada que uma centena de metros adiante há-de passar a terra. É nesse segmento do percurso que somos surpreendidos por uma pintura vernacular pintada numa rocha e por novas indicações sobre o percurso. 

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Seguindo adiante, por um caminho com muito pó, havemos de redireccionar a caminhada em direcção ao rio. A descida é feita por estrada, quase sempre com uma grande percentagem de inclinação, com grande prejuízo para joelhos e musculos.

Este traçado, entre quintas, leva-nos a descobrir “pequenos mimos” que essas mesmas quintas guardam, pedaços de história em forma de adornos.

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Chegados a Barqueiros, aldeia que noutros tempos assumiu grande importância na região, tendo sido sede de concelho entre 1123 e 1836 e recebido em 13 Setembro  de 1123  foral pela rainha D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, prosseguimos ao encontro da sua igreja, cujo o orago é São Bartolomeu.

“Tem como padroeiro São Bartolomeu, não obedece a qualquer estilo arquitectónico e foi construída em meados do séc. XIX. Esta igreja tem um aspecto enorme e robusto, pois a intenção da sua construção era acolher uma população numerosa. Em 1832 foi construção da sacristia (data inscrita no lintel da porta); 1855 a data provável de conclusão da construção (data inscrita sobre a porta principal); 1888 a execução do altar-mor (no frontal lê-se: José Caetano de Carvalho ofertou e mandou dourar em 1888).”

fonte  |  mesaofrio.com.pt

Adiante encontramos a Casa do Povo.

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“A Casa do Povo de Barqueiros, foi a primeira a ser inaugurada, em todo o país corporativista. Aconteceu em 12 de Agosto de 1934.”

fonte  |  mesaofrio.com.pt

Depois de ultrapassado o núcleo habitacional inicia-se uma ligeira subida que nos conduz a mais um edifício religioso.

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“Encontra-se na encosta da margem direita do rio Douro, rodeada de socalcos com vinhas. Ergue-se isolada e de flanco, entre um aglomerado de casas e a estrada, integrando-se num adro sobrelevado em relação à mesma, formando miradouro lateral para o rio. Construção efectuada no séc. 17 ou 18, em 1758 é feita referência à capela de Nossa Senhora da Conceição nas Memórias Paroquiais da freguesia, a qual tinha imagem muito milagrosa, razão por que era muito frequentada por romaria todo o ano.”

fonte  |  mesaofrio.com.pt

Daqui até ao próximo ponto de interesse, a estação de Barqueiros, é sempre a descer por estrada. Como tantas outras espalhadas por este país a estação / apeadeiro está encerrado e com sinais de degradação e vandalismo. Não quis deixar passar a oportunidade de registar alguns pormenores sobre as portas de acesso ao edifício.

Daqui por diante, até Vila Jusã, o caminho segue por um forte ascendente, ao longo de quase um quilômetro,onde são precisas vencer algumas rampas com 25% de inclinação. A subida altimétrica é proporcional à subida da beleza paisagística…

Daqui até ao final não dista muito, nem existem dificuldades no percurso que agora volta a entrar na malha urbana da vila de Mesão Frio.

Melhor que o relato é poderem viver a magia destes trilhos…

Boas caminhadas.

PR1 – Rota dos Cerejais

Caminhadas

Aproveitando a passagem por terras de Resende fomos calcorrear este percurso de pequena rota, circular, com uma extensão aproximada de 6 Km que se desenvolve por caminhos essencialmente rurais com passagem por pequenos núcleos habitacionais e tem o seu início junto à sede da Junta de Freguesia de São João de Fontoura.

Embora nem sempre com marcações adequadas ao rumo a seguir (característica a melhorar), o caminho é relativamente intuitivo e acessível a todos… Percorrendo um amplo “anfiteatro” natural possibilita captar toda a beleza do lugar e dos lugares circundantes, beleza que é transversal a todo o território Duriense.

O povo, no desejo de encontrar explicação para um nome um pouco estranho, diz que Fontoura vem de \”fonte da toura\”. Parece mais provável porém que derive de \”fons aurea\” = fonte de ouro, classificação popular que o povo daria, já na época da colonização romana, a alguma fonte existente no local que apresentasse cor amarelada nas suas águas, fruto de minerais desagregados e em suspensão como é por exemplo, a limonite.

Pode também o povo ter querido, já então, aplicar a uma fonte de águas frescas, abundantes e cristalinas que ali houvesse, a expressão conotativa, \”de ouro\”. No lugar chamado Fontoura existe de facto, ainda hoje, uma nascente de caudal nada vulgar.
O nome de S. João vem-lhe de uma ermida antiquíssima dedicada a Baptista, que existiu no lugar do mesmo nome, nomeada já nas Inquirições de D. Afonso III (1258).

in “Resende e a sua História” – Volume 2: As Freguesias, da autoria de Joaquim Correia Duarte

O inicio do percurso tem como referência a Junta de Freguesia de São João de Fontoura, no entanto, no largo onde o mesmo se inicia destaca-se como principal elemento arquitectónico a capela de Nossa Senhora da Guia e o cruzeiro. Neste local existe um café, o “Dez Filhos”, no entanto, não sei se o mesmo se encontra em funcionamento (!), uma vez que, na hora de partida e chegada, o mesmo, encontrava-se fechado. Também com dez filhos não deve restar muito tempo para o café!

Depois de visionado a placa com as características do percurso e de umas fotos à paisagem era hora de meter os pés ao caminho. Mas por onde? Felizmente à chegada dei conta de uma seta junto à estrada, decidi então optar por seguir essa mesma seta… para lá chegar é seguir até à capela e descer a escadaria junto à Junta de Freguesia, já na estrada seguir à direita e depois seguir as indicações.

Iniciamos um descendente bastante pronunciado por entre campos recheados de árvores de fruto, onde predominam as cerejeiras… produto que é imagem de marca do concelho e que o torna o principal produtor nacional deste fruto.

Em abril e maio, o caminhante tem a oportunidade de colher algumas para degustar ao longo do percurso. 

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O percurso rasga pequenos núcleos habitacionais, quase sempre com as marcas do tempo bem marcadas nas fachadas, muitas delas, em avançado estado de ruína. Estes percursos também possibilitam o contacto próximo com alguns residentes, sempre afáveis e com tempo para dois dedos de conversa. 

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Contornando a Igreja de São João de Fontoura, que se encontrava fechada, como acontece com quase todo o património da igreja, seguimos viagem por caminho de terra batida, passagem por um fontanário com água fresca, a única coisa fresca por agora, já que a temperatura seguia em sentido ascendente. 

Ter em conta que este percurso em dias de calor pode tornar-se um pouco difícil pois está constantemente exposto ao sol e entre socalcos o ar quase não corre.

Depois do lavadouro inicia-se uma ligeira subida que nos leva até uma bifurcação, opção A, continuar a subir, opção B, descida. Na falta de indicação seguimos a opção B pois na placa iniciar observei que teriamos de transpor um ribeiro e seguir em direcção ao Rio Douro, logo, pareceu-me a opção mais válida. E estava certo.

Cruzado o ribeiro, passagem por mais um núcleo residencial, também este, bastante degradado, com o Douro já em linha de vista… houve quem se quisesse fazer ouvir e marcar território, como a dizer: – Aqui, só eu canto de galo!

Prosseguindo no passeio damos de caras com um edifício imponente, alcandorado sobre as margens do rio, nota-se que não está em abandono, mas necessita de alguma intervenção.

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CASA DE PORTO DE REI
Na freguesia de S. João de Fontoura, junto ao rio Douro, zona de encostas e socalcos podemos encontrar um dos mais belos palácios do concelho de Resende, talvez mandado construir no século XVI, por Luís de Oliveira. Estamos a falar da “Casa Grande de Porto de Rei”, também chamada “Casa Grande”.
D. Maria Clara de Carvalho e Abreu, proprietária da Casa de Porto de Rei, no século XVIII e seu irmão, José Carvalho e Abreu que foi Chanceler da Índia, mandaram-na reconstruir e ampliar, fazendo dois torreões de grande beleza.
D. José de Carvalho e Abreu foi sepultado quando morreu, em 1743, na capela do palácio, num túmulo de mármore.
Palácio de grandes dimensões. É constituído por rés-do-chão e andar nobre. Do lado poente a capela de S. António, benzida em 29 de Março de 1746 pelo Bispo de Lamego, D. Frei Feliciano de Nossa Senhora. Esta capela é uma reconstrução da anterior que já devia existir no século XVI, mais pobre e tudo leva a crer noutro local.
Na fachada frontal, do lado poente, está o brasão de armas dos antigos solares, com os Macedos, Melos, Carvalhos e Abreus.
No interior do palácio existem diversos salões, com tectos riquíssimos de madeira de castanho, formando variadas figuras geométricas e uma grandiosa cozinha com descomunal chaminé, toda em pedra.
Parte da casa do lado poente pertence hoje ao Dr. João Afonso de Melo Miranda Mendes que procedeu recentemente a grandes reparações.
A quinta, que pertenceu a D. Madalena Macedo, está hoje na posse de várias pessoas estranhas à família, bem como a parte do palácio voltado a nordeste.
Dada a construção do cais de Porto de Rei, este solar pode ser um polo de atracção turístico para todo o Concelho de Resende. Dizem que o palácio tem tantas janelas quantos os dias do ano. Diz a lenda que era neste solar que D. Afonso Henriques se hospedava quando vinha a Cárquere, por ser Porto de Rei um lugar de desembarque.

fonte  |  http://solaresresende.blogspot.pt

Continuando o caminho vimos “desaguar” na margem do Douro, junto ao parque de lazer de Porto de Rei, num cenário de beleza ímpar.  Dividindo o espaço da praia fluvial encontra-se a piscina municipal com o mesmo nome do local, onde a entrada é gratuita!!!

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Aproveitamos a beleza do local, a calma e a frescura propiciada pelo arvoredo para repor alguma energia com os snacks que transportamos.

Retomamos o caminho que agora será quase sempre em sentido ascendente…

Ultrapassada a zona habitacional voltamos aos caminhos rurais e novos quadros se abrem, estes com os limites visuais bem alargados. O Douro em todo o seu esplendor!

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Voltamos costas ao rio no local onde mais um postal de região nos é apresentado e apontamos na direcção do inicio do percurso. Aí chegados não resistimos ao apelo da piscina que havíamos visto e decidimos relaxar um pouco com direito a pés de molho.

Se estiverem de passagem por esta região, aproveitem para caminhar por estes trilhos, relaxar nas margens do Douro e, porque não, degustar um peixe de rio!

Boas caminhadas. 

PR5 – Caminho das Portas – Cinfães

Caminhadas

Segundo dia, terceira caminhada. Depois do descanso não se aceitam queixas!!!

Partimos em direcção a Alhões, debaixo de um sol quente e um manto azul vivo, aldeia encrostada na vertente norte da Serra de Montemuro, a mais de 1000 metros de altitude, cujo topónimo radica em Aliones, povo claramente pré-histórico, derivado possivelmente dos celto-lígures Allobreges, provavelmente construtores das célebres muralhas conhecidas por Portas do Montemuro.

PR5 – Caminho das Portas, é um percurso circular de apenas 5.4 Km, de grau de dificuldade fácil. O percurso inicia-se no parque de lazer de Alhões, um excelente espaço para no final fazer um piquenique ou meramente descontrair as vistas sobre uma paisagem de excelência.

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O percurso inicia-se pela estrada de asfalto, virando logo à esquerda, por uma estrada de terra batida, começando logo a subir, logo de seguida, o piso passa a calçada e mais adiante novamente a terra batida num tramo onde o caminho começa a ser murado.

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Olhando em volta percebemos que rapidamente ganhamos uma centena de metros em termos altimétricos, isto porque, na partida a aldeia encontra-se ao nível do olhar.

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Depois de atingido o planalto, o percurso segue quase sempre entre muros. Montemuro, é uma serra de constituição essencialmente granítica onde se destacam os volumosos blocos desta rocha que caracterizam a aspreza da paisagem do topo da montanha.

Parte do caminho estava parcialmente alagado, reflexo certamente da chuva do dia anterior e talvez do degelo da neve que caiu uma semana antes nesta região, o que obrigou a alguma estratégia para ultrapassar esta zona sem molhar os pés.

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Quando atingimos o cruzamento entre percursos, volvemos à direita em direcção à aldeia. A visão sob a aldeia, lá do alto, é sublime, é possível distinguir sob os telhados o, bem delineado, Vale do Bestança, e lá ao fundo o rio Douro. O percurso atravessa toda a aldeia, aproveitando esse facto, demoramos um pouco mais a descobrir o espaço, desde a antiga escola primária, à arquitectura tradicional nos diversos edifícios habitacionais, aos característicos espigueiros e nem faltou a visita à Igreja local.

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A paróquia de Alhões nasceu com a nacionalidade, passando em 1140 a gozar de privilégios de vila, por foral outorgado por D. Mendo Moniz. Em 1726, a Igreja ainda não possuía sacrário, mas detinha já três altares, sendo os laterais dedicados à Senhora do Rosário e ao Nome de Jesus. Em 1955 foram concluídas as obras de aumento e restauro da igreja, dando origem ao edifício atual. A decoração interior é escassa, contudo são visíveis as imagens de S. Pelágio e Nossa Senhora dos Remédios no altar-mor. Nos altares laterais estão Nossa Senhora do Rosário e Sagrado Coração de Jesus.

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Depois da visita concluída seguimos viagem, cruzando a estrada de alcatrão e já com o final do percurso em linha de visão, descemos novamente por entre campos para depois de cruzar uma pequena ponte em pedra, iniciar a pequena subida até ao parque de onde havíamos partido.

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Terminado o percurso, aproveitamos o parque de merendas para retemperar forças e comer algo debaixo de um sol quente.

Este percurso embora curto é muito bonito paisagisticamente falando e poderá ser complementado com o PR4 (+ 8 Km) que inicia na aldeia vizinha. 

Guardamos esse percurso para uma outra ocasião… até lá, boas caminhadas.

Panfleto dos percursos de Cinfães aqui.

PR1 – Caminho do Prado – Cinfães

Caminhadas

Depois de um cozido à portuguesa caminhar… não é fácil!!!

Mas lá seguimos pelas estradas de curva e contracurva até ao Largo da Nogueira, em Vila de Muros, Cinfães, onde se inicia este PR1 – Caminho do Prado, para cumprir com o planeado.

Um percurso circular com aproximadamente 7 Km que se desenvolve ao longo das margens do Rio Bestança, com passagem pelas localidades de Vila de Muros, Covelas e Vale Verde, com um grau de dificuldade moderado, face aos acentuados descendentes e ascendentes, mas sobretudo, face às características do piso que em dias de chuva obrigam a cautela redobrada.

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Depois do tiro de partida, a primeira centena de metros é feita pela estrada até encontrar a indicação que nos encaminha para a Ponte de Covelas, mas até lá chegar há que descer o acentuado caminho.

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Um cenário deslumbrante ao longo da calçada, o musgo que cobre as pedras que ladeiam o caminho, a folhagem que reveste o chão, o teto formado pela copa das árvores dão ao percurso um ar de fábula… torna-o, por isso, fabulástico!

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Junto às linhas de água observam-se uma grande multiplicidade de árvores, nomeadamente, carvalhos e castanheiros.

A ponte de Covelas, de estilo barroco, permite o atravessando o rio Bestança para a margem direita que nos irá levar, através de uma subida acentuada, até à aldeia de Covelas.

Na sua arquitetura destaca-se o tabuleiro em cavalete assente num único arco e o medalhão no centro da estrutura. Construída no ano de 1762 a mando do padre Diogo de Sequeira e Vasconcelos, durante muitos anos a Ponte de Covelas foi um importante ponto de passagem das populações do vale do Bestança, principalmente entre Tendais e Porto Antigo.

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Terminada a subida, o percurso mantêm-se quase sempre à mesma cota ao longo de uma caminho agrícola, à medida que nos vamos afastando do nucleo habitacional o caminho vai perdendo o rigor e voltamos a entrar em zona em que a paisagem volta a “mandar”… em alguns pontos toma conta das habitações abandonadas no tempo.

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Neste ponto do percurso convergem dois trilhos, nós, seguimos no sentido descendente através de uma calçada estreita e irregular até uma ponte de tijolos e cimento que nos fará cruzar, novamente, o rio para uma zona conhecida por Prado.

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Depois da terra batida entramos novamente numa calçada antiga e novamente no sentido ascendente, desta feita, com uma inclinação bastante ligeira… Vale Verde fica logo ali ao cimo.

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Depois de ultrapassado este lugar, o trilho continua por asfalto até Vila de Muros…

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O percurso pedestre PR1 – Caminho do Prado, atravessa frondosos carvalhais, prados, ribeiros, fragas e outras belezas deste vale encantado, encontra-se muito bem marcado e é seguramente mais um bom motivo para visitar e descobrir Cinfães.

Foi um dia bem preenchido para os sentidos… era hora de rumar à nossa “cabana” para um merecido descanso, pois, um novo trilho aguardava por nós no dia seguinte… mas isso é uma outra história, um novo post… 

Panfleto dos percursos disponíveis em Cinfães aqui.

 

PR6 – Caminhos da Vila – Cinfães

Caminhadas

De regresso aos PR`s… de regresso às caminhadas…

O PR6 Caminhos da Vila, em Cinfães, é um percurso linear de apenas 2.7 Km (ida e volta 5.4 Km) com um desnível acumulado de +428 m  e tem início na Loja de Turismo de Cinfães ou no Centro de Interpretação de Interpretação Ambiental do Vale do Bestança.

Optamos por iniciar o percurso em Pias junto à ponte que serve de travessia sobre Rio Bestança, desta forma, o ascendente seria vencido ainda com as forças intactas.

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Os cursos de água, nesta região, mercê do clima húmido que a barreira de condensação da Serra de Montemuro lhes proporciona, têm água ao longo de todo o ano. O facto dos leitos dos rios serem na sua maior parte bastante inclinados confere-lhes um regime torrencial, particularmente na época mais chuvosa.

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Através de uma calçada medieval inicia-se a subida até à Vila de Cinfães, este tipo de piso, recorrente ao longo do percurso, torna-se bastante perigoso, principalmente em dias chuvosos, pelo que, todo o cuidado é pouco para evitar escorregadelas e algum trambolhão… sei do que falo!!!

Ziguezagueando por entre o casario o percurso começa logo a ganhar altitude, meia dúzia de passos após a partida já é possível ter uma vista desafogada sobre a paisagem circundante.

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Após a passagem deste núcleo habitacional onde se encontra edificada a capela em honra de São Gonçalo e de cruzar a estrada de alcatrão entramos num espaço distinto, rodeados de muito verde… Caminhamos sob um manto castanho vivo proporcionado pela folhagem e não faltaram espectadores atentos à nossa passagem.

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Depois da passagem por este pequeno bosque, nova passagem pela estrada de alcatrão, entramos agora numa pista de terra batida que nos irá conduzir a nova zona habitacional já no coração de Cinfães.

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Alcançada a Loja de Turismo era hora de regressar ao início do percurso para uma nova aventura, desta feita, gastronómica. 

Se durante a subida, S. Pedro, já nos havia presenteado com um belíssimo banho, no regresso, o banho só não foi maior graças a um beiral de uma das poucas casas que por ali havia… foi pena não ter levado o gel de duche!!!

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Como diz o ditado… Depois da tempestade, vem… os pés molhados! Facto que não foi impedimento para uma visita, mais demorada, ao casario que nos havia recebido no início da jornada. 

Numas alminhas, um invulgar, pelo menos aos meus olhos, Cristo Crucificado. Seguimos depois até à Capela de Pias que, infelizmente, encontrava-se fechada.

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Mesmo sem sol, o relógio, indicava que eram horas de sentar à mesa ali nas proximidades, mais precisamente, em Porto Manso, Ribadouro, no Restaurante da Azenha, para degustar um belíssimo prato da gastronomia portuguesa… o Cozido à Portuguesa.

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A refeição passou no teste, com distinção… o pior foi fazer o outro percurso que havíamos planeado, mas isso, é uma história para outra publicação.

Panfleto dos percursos disponíveis em Cinfães – aqui

TP1 – Trilho das Lendas de Figueira

Caminhadas

No passado fim de semana rumamos até à aldeia de Figueira, no concelho de Penafiel. Este povoado que se estende ao longo de uma ligeira encosta, cujo verde é a cor predominante,  tem origem quase milenar! O primeiro documento onde é encontrada referência à sua existência data do ano 1085.

À hora marcada estávamos no ponto de partida deste trilho, que se inicia e finda junto à igreja de Figueira. Um percurso de pequena rota, com cerca de 12 km, que se desenvolve por caminhos rurais, com passagem por diversos pontos de interesse: levadas, moinhos, oito, distribuídos ao longo da encosta, alimentados pelo ribeiro de Pisão, penedos do Monte Mózinho e outros de cariz religioso. A somar a isto ainda podemos descobrir algumas das lendas locais que se encontram afixadas ao longo do percurso, como a Lenda da Figueira, a dos olhos de água, ou ainda, a de Gigantes e da sua calçada. Este percurso encontra-se marcado de forma idêntica à sinalética utilizada no território português para balizar percursos pedestres, mas, num único sentido. Este percurso encontra-se a ser melhorado em termos de sinalética.

Como esta actividade estava integrada na “Há Festa na Aldeia” só foi possível fazer parte do percurso, pelo que, brevemente iremos calcorrear novamente este trilho e nessa altura atualizarei a informação.

Algumas fotos do trilho.

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